
Olá queridos!
Recebi esse texto por e-mail e fiquei muito emocionada.
Quantas pessoas doentes, já ouvimos falar ou conhecemos, que a medicina não consegue curar? Muitas não é mesmo? É fato que os guias são fantásticos e fazem o que podem por nós, mas, se não tivermos fé, nada acontece.
Boa leitura!
***
Doutora Alice havia atravessado a cidade para estar ali no terreiro. E definitivamente aquele era um mundo novo para ela.
Em sua carreira ela era respeitada e querida, conhecia várias partes do mundo em função da profissão, mas embora já houvesse visto muita coisa jamais tinha pisado em um centro.
Vinha de uma tradicional família católica. Casou-se, teve um lindo menino que agora estava com cinco anos de idade, a alegria da casa, o xodó da família. Justamente por ele estava ali, embora médica, nem ela nem nenhum de seus mais proeminentes colegas haviam
conseguido diagnosticar a doença de Paulinho. E a cada dia que passava o
menino ficava pior: febres, tremores, sonolência constante, isso quando não acordava no meio da noite chorando tão terrivelmente que ninguém mais conseguia dormir na casa. Ela estava ali não como médica, mas como mãe desesperada.
A cambone da casa ouviu seu relato e disse que ela estava com sorte porque a gira hoje seria de Erê. Para Alice isso era grego, não sabia o que significava a palavra.
Finalmente entendeu quando os médiuns incorporaram e assumiram atitudes de crianças, alguns até com chupetas, mamadeiras e tudo o mais do universo infantil.
Imediatamente a médica se lembrou de Freud e outros estudiosos. Ficou mais pesarosa já que, embora adultos, aquelas pessoas lhe lembravam seu filho, justamente pelo uso das coisas, e pela forma infantil de falar. Pensou em ir embora mas alguma coisa não deixou isso acontecer. Finalmente foi chamada para se consultar. Diante dela uma moça também com ar de criança, segurando um bichinho de pelúcia, com ar de menina, falou:
-Bença da mãezinha! Da mãezinha tá aqui por seu menino né?
Alice estava admirada, pois não conhecia a médium. A menina riu diante dos pensamentos dela e se apresentou: - Meu nome é Mel, venho na linha da mamãe Oxum, vou curar seu menino, tá damaezinha? A senhora pega sete rosas cor de rosa, ferve, acende uma velinha branca e oferece pra todas as crianças e todos os vozinhos e vozinhas ta?
Incrédula a medica tentou argumentar se somente aquilo iria curar seu filho, mas a menina se adiantou e disse que sim, somente aquilo já bastava. Falou que o menino estava sofrendo de perturbações espirituais e que os pernas brancas (médicos) não iriam nunca poder ajudar.
Doutora Alice estava pasma, agradeceu, e saiu pensativa. A noite já caia e ela não esperou o final dos trabalhos, pegou seu carro e avançou pela estrada rumo a sua casa. Melzinha por sua vez continuou a atender outras pessoas, e a todas transmitindo esperança, alegria e paz.
Na metade do caminho a mãe de Paulinho avistou uma linda casa na beira da estrada, um jardim florido, e uma menina brincando por entre as flores. Lembrou da recomendação de Melzinha, resolveu parar para tentar comprar as rosas. Desceu do carro e ficou admirando a menina que
parecia não lhe ver. Lindos cabelos cacheados loirinhos, olhos
enternecedores, um sorriso nos lábios difícil de descrever. Por alguns
instantes Alice ficou embevecida vendo aquela criança e seu coração apertou mais ao lembrar que seu filho estava numa cama doente. Aproximou-se da menina e perguntou se ela morava ali e se podia lhe vender algumas rosas. A menina sorriu-lhe e disse que as rosas eram de sua Vó, pediu licença e entrou na casa, ao voltar trazia em suas mãozinhas sete rosas cor de rosa. Entregou para Alice que perguntou o preço. A menina sorrindo disse que não era nada, apenas esticou os bracinhos para ganhar um beijo. Alice emocionada abraçou a menina com amor e carinho, beijou-lhe a face, pegou as rosas e saiu em disparada. Seu coração dizia para chegar logo em casa. E tão logo chegou notou que seu marido e a empregada estavam desesperados. No quarto o pequeno ardia em febre.
Alice então pediu à empregada que fervesse aquelas pétalas de rosa. Diante de tão insólito pedido a empregada ate tentou argumentar, mas viu que não teria jeito.
Antes da meia noite o menino já havia sido banhado e uma vela estava acesa na intenção dos pretos velhos e das crianças do mundo espiritual. A mãe e o pai passaram a noite ao lado do pequeno, que foi melhorando quase que imediatamente.
Amanhecia e naquela casa a alegria retornava, pois Paulinho estava curado. Alice chorava de emoção e alegria.
Decidiu então que iria até o terreiro agradecer a Melzinha pela graça obtida. Também pensou que seria ótimo comprar um bichinho de pelúcia para a menina que na estrada lhe dera as rosas salvadoras. Mas alguma coisa não estava certa, pois, ao se aproximar do lugar onde ganhara as rosas não via nem o jardim nem tão pouco a casa da menina. Pensou ter errado o lugar, deu meia volta na estrada e nada encontrou.
Raciocinou que melhor seria então ir ao terreiro e na volta procurar a casa. Quando chegou no terreiro avistou a médium que recebia Melzinha. Foi em direção a ela com carinho e alegria. Mas imediatamente Melzinha incorporou:
-Bênção da mãezinha, ta feliz? – Sim meu amor, você salvou meu filho, nem sei como agradecer, o que você quer que eu lhe traga na próxima gira?
-Só na próxima gira da mãezinha? Pensei que já tinha comprado pra me dar agora!
Alice não entendeu direito. Melzinha agora chorava baixinho para desespero da médica:
- Da mãezinha não trouxe meu bichinho? Não tá lá no pé de borracha(carro)? Pode me dar aqui porque aqui também é minha casa!
Um arrepio percorreu o corpo de Alice. Então a menina que ela vira na estrada, a casa e tudo o mais não eram desse mundo. Era Melzinha!! E lá estava ela agora, com os braços estendidos, igual havia feito na noite anterior.
A médica ajoelhou, abriu os braços e beijou a menina com todo amor e carinho. Já nem via a médium; estava vendo Melzinha com seus lindos cabelinhos, seu rostinho angelical. Entregou o presente e a menina fez uma verdadeira festa. Notou no altar uma imagem de preta velha cercada de rosas cor de rosas. Melzinha acompanhou o olhar de nossa amiga e sorrindo disse que o jardim era de sua Vovó Maria Conga! Nessa altura as lagrimas já não eram somente de Alice, mas de todos os que puderam
acompanhar aquela cena e escutar o relato do ocorrido. Melzinha pediu bênção de todos e subiu feliz.
Doravante a casa ganharia uma ardorosa filha, que durante muitos anos serviu na assistência, trazendo pessoas cujas respostas a medicina não tinha. Um dia Alice incorporou e o terreiro ganhou uma médium dedicada para sempre à prática da caridade.
Salve Melzinha! Amim Ibeijada.
Sarava Mãe Maria Conga! Cacarucaia as almas!
Cássio Ribeiro pelo espírito Boiadeiro Rei





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ADOREI A HISTORIA DE ALICE/MELZINHA!!!!, SEMPRE QUE PUDER CONTE MAIS!!!
BJIM,BJIM…
Salve Jorge!
agente tá sempre aí, sempre tentando!
Abs.
Ai, Julia.
Que coisa mais linda.
Eu chorei de alegria ao ler esta mensagem.
Que criança doce. Quanta doação e aprendizado sempre, com as crianças e as Pretas, né.
É isto que nos faz caminhar, sempre.
Saúde e Paz.
Bjs e obrigada.
oi maria julia!
que bom que a mensagem tocou seu coração!
muito obrigada peo carinho!
bjs
Linda mensagem.
Realmente é de tocar a alma e o coração!
bjus para todos
que texto lindo! comovente! gostei muito