
Sei que esse é um tema muito polêmico, porém, escolhi esse tema por dois motivos: Primeiro para poder dar a minha versão, o meu entendimento do assunto, e segundo porque recentemente perdi (se é que podemos assim dizer) uma pessoa muito querida da família.
Aprendi com o passar do tempo, com os ensinamentos que somente a experiência e a maturidade pode nos fornecer, que quando uma pessoa morre, por mais próxima que ela seja de nós, não podemos dizer que “perdemos” essa pessoa.
Muito pelo contrário, acredito que nesse momento, essa pessoa finalmente se encontrou. Encontrou a paz, a explicação para muitas coisas que nessa última encarnação talvez não tenha encontrado, por mais que buscasse por toda a vida.
Encontrou-se com o seu verdadeiro eu, a “pessoa” que ela realmente era, descobriu que seu espírito continua vivo e aprendendo, e que essa vida foi apenas mais uma etapa na sua evolução, pois nosso espírito é eterno. Aprendeu que não adianta colocarmos máscaras em nossas atitudes, em nossos atos para com os outros, pois somente quando encaramos a realidade, a pessoa que somos no fundo, somente assim poderemos entender realmente as nossas virtudes e os nossos defeitos.
Somente a partir desse ponto, poderemos buscar a evolução, pois se não soubermos aonde chegar, como poderemos partir? Quando subimos o primeiro degrau da escada, sabemos exatamente onde ela termina e o que buscamos.
Dessa forma, sei que o sentimento que tenho por essa pessoa ainda vive, o amor e o carinho perdurarão por tempos, mas devo ficar feliz, pois sei que apenas mais uma etapa para sua evolução.
A tristeza e o sentimento de perda também irão me rodear, mas não devo deixar que tome conta e se sobreponha sobre o amor e o carinho, pois, ao contrário do que dizem, acredito que a tristeza, chorar por alguém que não iremos mais desfrutar do seu convívio enquanto “encarnado”, traz outras conseqüências, mas isso é assunto para outro texto.
Abraços fraternos.
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