desencarne

Sei que esse é um tema muito polêmico, porém, escolhi esse tema por dois motivos: Primeiro para poder dar a minha versão, o meu entendimento do assunto, e segundo porque recentemente perdi (se é que podemos assim dizer) uma pessoa muito querida da família.

Aprendi com o passar do tempo, com os ensinamentos que somente a experiência e a maturidade pode nos fornecer, que quando uma pessoa morre, por mais próxima que ela seja de nós, não podemos dizer  que “perdemos” essa pessoa.

Muito pelo contrário, acredito que nesse momento, essa pessoa finalmente se encontrou. Encontrou a paz, a explicação para muitas coisas que nessa última encarnação talvez não tenha encontrado, por mais que buscasse por toda a vida.

Encontrou-se com o seu verdadeiro eu, a “pessoa” que ela realmente era, descobriu que seu espírito continua vivo e aprendendo, e que essa vida foi apenas mais uma etapa na sua evolução, pois nosso espírito é eterno. Aprendeu que não adianta colocarmos máscaras em nossas atitudes, em nossos atos para com os outros, pois somente quando encaramos a realidade, a pessoa que somos no fundo, somente assim poderemos entender realmente as nossas virtudes e os nossos defeitos.

Somente a partir desse ponto, poderemos buscar a evolução, pois se não soubermos aonde chegar, como poderemos partir? Quando subimos o primeiro degrau da escada, sabemos exatamente onde ela termina e o que buscamos.

Dessa forma, sei que o sentimento que tenho por essa pessoa ainda vive, o amor e o carinho perdurarão por tempos, mas devo ficar feliz, pois sei que apenas mais uma etapa para sua evolução.

A tristeza e o sentimento de perda também irão me rodear, mas não devo deixar que tome conta e se sobreponha sobre o amor e o carinho, pois, ao contrário do que dizem, acredito que a tristeza, chorar por alguém que não iremos mais desfrutar do seu convívio enquanto “encarnado”, traz outras conseqüências, mas isso é assunto para outro texto.

Abraços fraternos.

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feliz-dia-dos-namorados

Ola queridos!
Dia 12 é dia dos namorados, um dia no qual as pessoas dão presentes, carinhos, beijinhos, enfim, uma fofura só!
Eu, particularmente, acho que certas datas acabam confundindo algumas pessoas. Explico: muita gente acha que apenas no dia dos namorados é que se deve agradar o companheiro/a, passam o ano todo brigando, discutindo e nesse dia fingem ser outra pessoa e vão “comemorar”.
Meus queridos não se enganem, relacionamentos são feitos pelo dia-a-dia e não apenas por uma data, portanto, sejam namorados o ano todo, se dediquem, esqueçam as mágoas e estejam com seus companheiros de coração aberto aproveitando cada momento. E que vocês possam ter não apenas um dia especial, mas um relacionamento especial, cheio de coisas pra se comemorar, independente das dificuldades da vida.
Cultivem  amor e ele crescerá dando força pra enfrentarem tudo que vier!
Feliz dia dos Eternos Namorados!
Julia G.

***

“Eram noivos e se preparavam para o casamento, quando o pai da noiva descobriu que o rapaz era dado ao jogo.
Decidiu se opor à realização do matrimônio, a pretexto de que o homem que se dá ao vício do jogo, jamais seria um bom marido.
Contudo, a jovem obstinada decidiu se casar, assim mesmo. E conseguiu, fazendo valer a sua vontade, vencendo a resistência do pai.
Nos primeiros dias de vida conjugal, o rapaz se portou como um marido ideal. Entretanto, com o passar dos dias, sentia crescer em si
cada vez mais o desejo de voltar à mesa de jogo.
Certa noite, incapaz de resistir, retornou ao convívio de seus antigos companheiros.
Em casa, a jovem tomou um bordado e ficou aguardando. Embora ocupada com o trabalho manual, tinha os olhos presos ao relógio. As horas
pareciam passar cada vez mais lentas.
Já era alta madrugada, quando o marido chegou. Nem disfarçou a sua irritação, por surpreender a companheira ainda acordada. Logo imaginou
que ela o esperava para censurar a sua conduta.
Quando ele a interrogou sobre o que fazia àquela hora ela, com ternura e bondade na voz, disse que estava tão envolvida com seu bordado, que
nem se dera conta da hora avançada.
Sem dar maior importância à ocorrência, ela se foi deitar.
No dia seguinte, quando ele retornou ainda mais tarde da casa de jogos, a encontrou outra vez a esperá-lo.
“Outra vez acordada?”, perguntou ele quase colérico.
“Não quis que fosse se deitar, sem que antes fizesse um lanche. Preparei torradas, chá quentinho. Espero que você goste.”
E, sem perguntar ao marido onde estivera e o que fizera até aquela hora, a esposa o beijou carinhosamente e se recolheu ao leito.
Na terceira noite, ela o esperou com um bolo delicioso, cuja receita lhe fora ensinada pela vizinha.
Antes mesmo que o marido dissesse qualquer coisa, ela se prendeu ao pescoço dele, abraçou-o e pediu que provasse da nova delícia.
E assim, todas as madrugadas, a ocorrência se repetiu. O marido começou a se preocupar.
Na mesa de jogo, tinha o pensamento menos preso às cartas do que à esposa, que o esperava, pacientemente, como um anjo da paz.
Começou a experimentar uma sensação de vergonha, ao mesmo tempo de indiferença e quase repulsa por tudo quanto o rodeava.
O que ele tinha em casa era uma mulher que o esperava, toda madrugada, para o abraçar, dar carinho. E ele, ali, naquele lugar?
Aos poucos, foi se tornando mais forte aquele incômodo. Finalmente, um dia, de olhar vago e distante, como se tivesse diante de si outro cenário,
o rapaz se levantou de repente da mesa de jogo.
Como se cedesse a um impulso quase automático, retirou-se, para nunca mais voltar.”

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Nos dias de hoje, é bem comum os casais optarem por se separar, até por motivos quase ingênuos.
Poucas criaturas decidem lutar para harmonizar as diferenças, superar os problemas, em nome do amor, a fim de que a relação matrimonial se solidifique.
Contudo, quando o amor se expressa, todo o panorama se modifica. É difícil a alma que resista às expressões do amor.
Porque o amor traz a mensagem da plenificação, do bem estar, da alegria.
Desta forma, é sempre salutar investir no amor, expressando-o através de gestos, pequenas atenções, gentilezas.
O amor é o sentimento por excelência e tem a capacidade de transformar situações e pessoas.
Pense nisso. Experimente-o agora.

Momento Espírita

me-ajude

Semana passada, fui com minha esposa ao hospital acompanhar uma tia dela que não estava se sentindo bem.

Como o atendimento demorou bastante (de 22:00 as 05:00), tive muito tempo para refletir sobre várias coisas. E uma delas foi sobre este tema: AJUDA!

Quem já não ouviu frases do tipo:

“não é problema seu!”

“ fulano não se ajuda e por isso não merece ajuda!”

“fulano tem familia e é ela que é responsável em ajuda-lo!”

e outras frases mil, que me levaram a fazer a seguinte pergunta:

Quem pode dimensionar quem é merecedor ou não de ajuda?

Ora, como sempre digo aqui, cada ser é único e cada um tem sua verdade e seu jeito de ver a vida. Longe de mim ditar as regras para cada um de vocês. Então, vou colocar aqui o meu ponto de vista.

Eu ajudo sim. Independente de a pessoa ser merecedora ou não (como eu disse, quem sou eu para julgar quem merece ou não), eu ajudo. Sempre ajudei e, se me for permitido, sempre ajudarei.

Não sou um homem de posses, mas sou um homem de boa vontade. E eu tenho prazer em fazer isto. Ajudar a quem precisa me faz bem.

E não é demagogia. Meus amigos e as pessoas próximas a mim sabem disso. Sabem que podem contar comigo a qualquer hora e em qualquer lugar. Faço das tripas, coração. Me divido por 10 e me multiplico por 100 para poder ajudar a quem me procura.

E isso pra mim é o que basta: A pessoa me procurar.

Ora, aos que acham que eu estou errado, aqui vai a minha resposta: Se a pessoa vem a mim pedindo ajuda, é porque ela precisa. E que ser humano melhor eu seria se negasse ajuda a quem vem em busca de auxilio?

Há também os que dizem que quando ajudamos alguém, tiramos desta pessoa a chance de achar seu próprio caminho.

Bem, como eu disse, cada um tem o seu modo de ver a vida.

 

E quando trazemos este tema para as nossas casas de trabalho?

Já pensou se começarmos a separar os consulentes entre os que merecem as nossa ajuda e os que não a merecem?

Aquele consulente que está toda a semana, quinzena ou todo mês em nossa casa buscando ajuda, mas que continua cometendo os mesmos erros, deverá ser impedido de entrar, pois estaria tomando o lugar de quem precisa?

Aquele consulente que já ouviu do guia o caminho que deve seguir, mas que continua buscando a resposta a seu problema, quem sabe, querendo ouvir uma resposta diferente, não poderia ser atendido pois não está aceitando o que o guia disse?

Eu não concordo com isto. Não somos nós que devemos tomar estas decisões. Devemos sim, estar sempre prontos para prestar a ajuda e a caridade a qualquer um que nos procure.

Não importa se é uma pessoa de muita fé, ou de pouca fé;

Se é uma pessoa preparada para receber a ajuda ou não;

O que importa é que estaremos ali, prontos.

Espero que eu não me torne nunca uma pessoa que tem o “NÃO” como parte de minha vida. Não agora, não nessa momento e espero que nunca aconteça.

 

 

Paz e luz !

 

pelo-amor-ou-pela-dor

Esta é uma frase conhecida por todos (ou quase todos).

Foi uma das primeiras frases prontas que ouví na umbanda.

Quem tem a sua missão a cumprir, com certeza cumprirá. E chegará a seu caminho de uma destas formas: ou pelo amor, ou pela dor.

E assim começa o calvário. Já sabemos que temos uma missão, mas como encontraremos o local e a forma do cumprimento desta, é uma (outra) batalha.

Somos seres únicos, temperamentais, individuais, e outros defeitos (e qualidades) mais. Então, nem todo o local  que servirá para um, servirá para o outro.

E a busca começa. O indivíduo passa por uma, duas, várias casas, até que encontra aquela com a qual se identifica. E começa o cumprimento de sua missão nesta casa escolhida. Talvez a sua escolha seja a acertada, talvez não;  isso, só o tempo dirá.

Mas, se o seu espírito não estiver em sintonia com a espiritualidade da casa escolhida, mudanças com  certeza acontecerão.

Pode ate ser que a falta de sintonia não seja do médium com a espiritualidade da casa, mas sim do seu espírito encarnado com os outros encarnados que fazem parte da corrente. E nesse caso também podem ocorrer mudanças.

Até o médium ter a firmeza para saber distinguir o que é da matéria do que é do plano espiritual, com certeza irá bater muito a cabeça.

Hoje eu sei que existem casas firmes e casas que não tem a firmeza necessária. Hoje eu sei distinguir isto.

E chego a me achar preparado para excursionar por outras casas, não por me achar o forte ou sabedor de todos os mistérios, mas por acreditar com muita fé na casa que freqüento e nos guias, que sei que me protegem.

Acredito que não é o fato de estar em um local diferente que serei abandonado pela espiritualidade, a quem deposito tanta fé.

Sei que as energias que estão presentes em outras casas não são idênticas as da minha casa, mas a essência é a mesma. Todas estão em busca da prestação da caridade e do bem ao próximo, e é a essa essência que sempre vou me agarrar.

Claro que esta é a minha opinião pessoal. Nem sempre pensei assim. Já ouvi que paredes são feitas pelos homens. No plano espiritual existe somente um Congá de onde todos são filhos e eu concordo com esta afirmativa em gênero, número e grau.

Não importa onde o médium esteja, desde que esteja com o coração cheio de amor pelo seu semelhante, estará em sintonia com o pai maior.

Tudo bem que em outras casas existam a inveja, a ganância, a avareza e a soberbia. Nenhuma casa está imune a estas coisas. O que temos que buscar é somente uma qualidade: O amor ao próximo.

Se estivermos focados nisto, não há mal que nos atingirá.

Espero que todos que estão buscando o seu lugar para o cumprimento de sua missão possam ter o olhar focado para a busca destas qualidades em uma casa: amor, caridade e fraternidade.

Tentem colocar de lado os defeitos dos seres encarnados, pois como nós, eles não são perfeitos.

 

Paz e Luz!

 

os-pedidos-dos-guias

Olá amigos.

Estive pensando muito nas nossas fraquezas. Coisas que vejo tanto dentro quanto fora do campo santo, das quais muitas vezes já me vi fazendo também.

Por vezes nossos guias nos pedem para acender uma vela, comprar uma bebida ou um cigarro específico, o que acho válido, pois essas ferramentas são usadas para ajudar nossos irmãos ou até a nós mesmos. E nunca é exigido marca nenhuma. Por exemplo, uma vez me foi pedido uma garrafa de whisky, quando questionei qual o guia preferia, ele só me respondeu: qualquer uma, desde que seja algum que você beba.

Por causa desses pedidos, eu vejo alguns irmãos questionando a necessidade disso, ou, muitas vezes, a credibilidade do guia. Tenho cansado de ouvir: “não espere por isso, se você esperar ninguém faz”. Concordo em partes. Claro que deve haver interesse pessoal de cada um, mas deixar de acreditar na palavra de um guia de luz, isso nunca vai acontecer. E a cada dia que passa eu tenho mais provas de que estou caminhando na estrada certa. Vejo o retorno que meus irmãos e o pessoal que nos procura tem. Nada demais, nenhum milagre. Claro que tudo precisou do empenho pessoal de cada um em seu referido caso, mas sempre amparado pelas palavras e pela energia do guia.

Eu fico particularmente muito satisfeito em saber que nossos irmãos estão sendo ajudados. Nunca me passou pela cabeça questionar as atitudes, as palavras ou os pedidos de cada guia. Apenas acredito que tudo deve ser feito de coração, sabendo que nosso caminho é decidido por nós mesmos (o livre arbítrio), mas sempre amparado pelos nossos guias. O amor incondicional de Deus e de nosso pai Oxalá é manifestado através deles também. Claro que temos que passar pelas nossas provações, ter nossas dificuldades, mas nunca nenhum problema é grande o suficiente para não ser resolvido.

Uma vez eu vi em um DVD de uma banda católica, um trecho em que um dos músicos faz o seguinte comentário: “De que adianta ter fé, se ainda assim temos o sofrimento? Adianta que quando a dor, o sofrimento, a tristeza passa por você, pela sua casa, pela sua família, ela bagunça tudo, leva muita coisa, mas deixa as pedras pra você reconstruir, deixa o teu Deus”.

Meus irmãos, essa é a resposta que eu dou para quem questiona os pedidos dos nossos guias: Fé!

Que pai Oxalá abençoe a todos!!!

quem-e-o-exu

Como todos vocês, conheço pessoas que fazem parte do meu convívio pessoal e que não compartilham da mesma visão que tenho da espiritualidade.

Ouvi de uma amiga este final de semana uma história que me contou sobre seu trabalho, onde dizia que uma  pessoa a infernizava, e foi ai que ela usou uma frase, que eu confesso,  no passado,  ter ouvido de outras pessoas.

Ela disse que esta pessoa era “Um Exu em carne e osso”.

Lógico que esta frase gerou um debate sobre o assunto (amigável, logicamente) que nos levou noite adentro.

Antes de ingressar na umbanda, eu tinha uma visão deturpada de como eram os trabalhos em um terreiro. Para mim, não existia diferenças  entre umbanda, candomblé, Kardecismo, etc.  E,  não diferente da maioria das pessoas que não conhecem a religião, tinha uma visão errada sobre a esquerda.

Com meu ingresso na religião, aos poucos aquela imagem deturpada que tinha foi se desfazendo.  É,  meus irmãos,  eu era uma daquelas pessoas que faziam a comparação entre um marginal e um Exu; entre uma pombagira e uma prostituta.   Fazia esta ligação,  entre coisas do Mal e nossos irmãos Guardiões. Entre luxúria e depravação,  com estes espiritos de luz.

Mas, como sabemos, nada melhor que o conhecimento para se quebrarem tabus e preconceitos.

Lembro de um trabalho de esquerda na casa do Caboclo Ventania onde fomos reunidos pelo Sr. Exu Capa Preta, ou “seu capa” para os amigos, e o mesmo trouxe este assunto à tona.  E ele fazia a pergunta do título:  “Quem é o Exu, eu ou vocês?”  E nos dizia:  “Enquanto eu venho aqui para trazer palavras de apoio e fé, muitos vem para buscar o mal de seu semelhante;  enquanto eu estou aqui para lhes dar conforto e compreensão, o que vocês fazem em seu dia a dia?    Mentem, enganam, roubam, matam, e ainda dizem que eu sou o Exu.”

Grande sábio o “seu capa”, meu compadre.  Hoje, tenho uma ligação muito forte com a esquerda (acho que sempre tive),  pois conheço a força, a entrega e a devoção ao trabalho que tem estes nossos irmãos.

Aprendí a ter na Esquerda “Amigos” com quem posso contar em todas as horas.  Saúdo aqui o Exu Galinha;, Seu Zé da Encruza,  Exu do Mato,  Seu Lucifer, Seu Capa Preta,  Seu Arranca Toco, Maria Mulambo, dentre outros que, por regras da terra, não posso citar aqui.

Salve o povo da Esquerda!

Salve todos os Exus e pombagiras!

Paz e Luz a todos!

mea-culpa

A frase acima vem da prece tradicional da Missa da Igreja Católica conhecida como Confiteor (do latim “eu confesso”), na qual o fiel reconhece seus erros perante Deus.

O texto em latim segue abaixo:

Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te Pater, orare pro me ad Dominum Deum Nostrum.

abaixo, segue a tradução:

pecador me confesso a Deus todo-poderoso,à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras,  por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.

*Texto original retirado do site Wikipédia*

Porque nós, seres encarnados, temos tanta resistência em assumir nossas culpas? Preferimos, quase sempre, delegá-las a outros à assumi-las como nossas falhas.

Lembro de uma passagem de quando era pequeno e morava em Goiânia com meu pai, minha tia e meus irmãos.

Estava em uma rua abaixo da minha, com alguns colegas, todos moleques, e a nossa brincadeira era jogar pedras na parede de uma casa.

Em certo momento, eu acertei uma pedra na janela desta casa e a quebrei. Foi um corre corre geral.

Entrei em casa assustado e fiquei quieto, como se nada tivesse acontecido.

Para minha surpresa, a dona da casa bateu em nossa porta e começou a gritar com minha tia sobre o ocorrido.

Nesse momento fiquei gelado, com medo do que iria acontecer.

Minha tia saiu em minha defesa, dizendo que eu não tinha nada haver com o ocorrido e que a senhora não teria provas para me acusar.

Me senti protegido naquela situação, tendo alguém para me defender, mesmo sendo culpado. Mas porque não assumi a minha culpa? Isto é do ser humano. Temos esta dificuldade. Dificuldade de assumir nossos erros, nossas culpas.

Hoje vejo que agi errado. Mas tenho desculpas; era apenas uma criança de 9 ou 10 anos, assustada e com medo, pois sabia que, com a descoberta da culpa, viria junto o castigo (naquele tempo, leia-se surra de cinta ou vara de amora).

Mas, e nos dias de hoje? Qual seria a atitude tomada? Não sei vocês, mas eu, com certeza, assumiria a minha culpa. Não porque seja santo ou o ser mais correto do mundo. Assumiria simplesmente porque sei que é o correto.

A vida nos ensina que somos humanos e cometemos erros. Mas também nos ensina que, ao cometê-los, aprendemos com eles. Isto faz parte de nossa evolução, como seres humanos e como espíritos encarnados.

Devemos assumir nossas culpas ao invés de transferi-las aos outros.

Se minha vida financeira não vai bem, não devo jogar a culpa em meu patrão, em minha família, minha esposa, filhos. Tenho que assumir a minha culpa. Estou financeiramente abalado porque tomei decisões erradas. Alguém mais tem culpa? Pode até ser que sim, mas tenho que assumir a minha parcela de culpa.

Quantas pessoas vemos por ai reclamando que sua vida não dá certo, e não vê perspectiva de melhora.

E em nosso meio religioso então? Essa é fácil… a culpa sempre é dos outros, encarnados e desencarnados.

Uma palavra muito usada nestas horas  é a  “demanda”.

Algumas pessoas  tem esta palavra como a número um em sua vida. Se algo acontece de errado em sua vida, lá vem a frase: “estão demandando contra mim”. E a pessoa chega a acreditar cegamente que esta demanda é verdadeira. E até concordo que seja, só que é uma demanda dela contra ela mesma.

As vezes é fácil falar que uma determinada empreitada não deu certo porque outros estão demandando contra você. Mas você já parou para analisar friamente o contexto todo? Será que não houve uma falha sua no processo?

Eu acredito em demanda sim. Sei que existem pessoas más, que utilizam deste expediente para prejudicar os outros. Mas temos que ter o bom senso para saber distinguir o que é demanda do que é falha nossa.

Pois então, meus irmãos, as vezes é mais produtivo encontrarmos nossa parcela de culpa do que procurar jogá-las aos outros. Se puxamos para nós, poderemos aprender com este erro e, em uma próxima oportunidade, nos sairemos melhores.

Luz e paz a todos.

sou-pequeno

É uma frase de um ponto que conheci do Exu Marabo e também uma frase muito usada por mim e muitas vezes não entendida e criticada por muitos. Como diz o ponto:

“hoje eu sou pequeno, e eu venho para ajudar. Mas um dia eu vou crescer, e eu venho para trabalhar!”

Eu acho que sou uma pessoa difícil de se entender, pois muitas vezes não consigo que os outros compreendam o meu ponto de vista.

Todos nós somos espíritos em evolução, alguns mais evoluídos, outros menos evoluídos, mas todos seguindo um caminho.

Mas, como julgar o estágio de evolução de alguém? Existe esta fórmula? Particularmente, acho que não.

Seria um homem de 70 anos mais evoluído que um homem de 30 anos?

O que é mais importante: a quantidade de livros que se lê ou o entendimento que se tem desta leitura?

Conheci pessoas, que já passaram pela minha vida e não fazem mais parte de meu convívio atual, com anos de pratica religiosa e que se diziam experientes. E não sou eu que vou julgar se estavam certos ou não. Eu continuo pensando que esta frase ainda é a que se encaixa melhor em mim: “SOU PEQUENO”.

Sou um pequeno espírito, em busca de minha evolução. Sou menos que um grão de areia na seara de nosso senhor. Sou completamente leigo no que diz respeito ao plano espiritual e acho que todos somos. Se não fossemos, não estaríamos deste lado, tentando aprender e sim, estaríamos do outro lado, tentando passar os ensinamentos.

As vezes discordo de outras pessoas em pontos de vista, mas isto faz parte do ser humano. Não é porque eu não concorde com algo que está escrito no livro dos espíritos ou no evangelho segundo o espiritismo, ou talvez em algo que me é passado como ensinamento por outra pessoa, que eu seja mais ou menos religioso que outros, mais ou menos evoluídos que os outros; mais ou menos preparados que os outros. Somente “sou pequeno”.

Sou Umbandista sim, com muito orgulho.

Acredito no mundo espiritual sim, sem duvidar em nenhum momento.

Apesar de “ser pequeno”, a minha fé é grande. E minha fé não é baseada no que penso dos homens, mas sim, do que penso do mundo espiritual.

Salve meu pai Oxalá!

Salve minha mãe Yemanja!

Salve minha mãe Oxum!

Salve todos os Orixás e guias que me acompanham e me protegem.

Salve a Umbanda!

Paz e Luz a todos.

Ola queridos,
O período do carnaval é bem agitado e denso. É a época dos “ratos fazerem a festa” digamos assim. Os portais estão abertos, as energias estão soltas, todas elas, positivas e negativas.
Isso significa que se em épocas normais já sofremos a influência de forças negativas, no carnaval isso fica N vezes mais forte.
É claro que a probabilidade de sofrermos um ataque espiritual é bem menor se estivermos traquilos, serenos, curtindo o carnaval com responsabilidade, com tranquilidade.
Agora, se resolvemos colocar os “bichos” pra fora, é lógico que as entidades vão se aproveitar disso. Há a união do útil ao agradável, ou nesse caso, do inútil ao desagradável, sim, porque ninguém gosta de ser vampirisado, imagino eu.
Entretanto, não adianta sair fazendo besteira e colocar a culpa “na entidade”. As entidades não saem por aí fazendo as coisas sem que nós deixemos. Uma pessoa com planos de beber todas, pegar todas, usar drogas, etc, com certeza atrairá entidades desse nível. Mas vejam bem, as entidades não escolhem alguém aleatoriamente, elas escolhem aquelas que estão pré dispostas a oferecer algo. Já uma pessoa com planos de curtir o carnaval numa boa, beber moderadamente, etc, tem bem menos chance de sofrer qualquer ataque.
Então, meus queridos, cuidado. A espiritualidade nos permite liberdade com responsabilidade. Vocês podem fazer o que bem entenderem mas não queiram jogar a culpa “na entidade” depois.

Se cuidem e bom carnaval!!!

 

sorriso

Onde estiveres, seja onde for, não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.
Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.
Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.
Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.
Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.
No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.
No mundo, é chamamento de simpatia.
Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida.
Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.
Não te roga o desesperado solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino.
Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.
E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.
Não condenes as criaturas que se arrogaram aos precipícios da violência e do crime.
Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.
Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.
Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

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