Sentado no limiar dos dias, dois anciãos aguardavam a visita da morte.
Seu tempo estava se esgotando. Ambos haviam nascido na mesma terra, no mesmo ano e em famílias com idêntica condição social.

O primeiro, concluída sua preparação para a vida, escolheu uma companheira.

E foi pai de uma grande prole. Seus netos também contavam-se nos dedos de várias mãos. Sua propriedade e seu patrimônio foram crescendo a partir do zero. E conquanto a ruína e a calamidade tenham assolado sua casa por diversas ocasiões, aquele homem sempre soubera levantar-se. E embora a sombra da dúvida freqüentemente invadisse seu coração, o primeiro dos anciãos procurou a verdade muitas vezes. Mas jamais teve consciência de havê-la encontrado e muito menos de havê-la possuído.

O primeiro ancião chegou à praia da vida com a alma fatigada. Arrasada de tanto cair e pôr-se de pé. Desalentada após os esforços empreendidos com os problemas. Sem saber ao certo se sua vida fora um êxito ou um fracasso. Curvado sob o peso de tudo que desejara aprender e não pelo que já conhecia. Decepcionado, em resumo, porque jamais tivera a Verdade ao alcance de suas mãos.

Continuar lendo »

Ola queridos!!! Recebi esse texto por e-mail da nossa leitora Jeanne e resolvi compartilhar com vocês.
Boa leitura!
Bjs

Numa praia deserta, caminhava um filho de fé. Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento, um consolo. Buscava forças e um sinal de esperança para poder continuar lutando. Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar. Uma lágrima entristecida cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seu irmãos já se tornava insuportável. Então, quando percebeu, já estava distante. Foi quando notou que já estava entardecendo. O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição.

A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, o saudou com alegria e ele sentiu suas mágoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer.

Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas. Então, com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando.

Continuar lendo »

quem-e


- Filho de meu Pai, – perguntou o Mestre para um de seus discípulos:
- Qual o soldado imprudente que fere como espada, queima como o fogo e aniquila como a serpente?

- É a língua , Mestre.

- É verdade, irmão amado. Agora te pergunto outra vez:

- Qual o general egoísta e presunçoso, que tendo a luz prefere as trevas, sozinho destrói um exército pela imprudência, a natureza pela preguiça, e a si mesmo pela covardia?

E o Discipulo respondeu:
- É uma mente sem controle, uma consciência sem paz, é o espírito sem disciplina, Senhor…

- Muito bem. – Respondeu o Mestre.

E continuou Jesus:
- Finalmente, quem é que apesar de sozinho está sempre junto, apesar de solitário auxilia a todos, e embora ferido pela ignorância do mundo, acende o Luzeiro nas trevas e continua em paz?

- Perdão Senhor, isso eu não sei… – respondeu o discípulo ao mestre.

- Será o próprio homem, que já iluminado pela luz da sabedoria e da boa vontade espera, conduz e ama, pede, auxilia e cresce, esquecendo-se de si mesmo esquece o mal e vive o bem, estuda e compreende, e finalmente, na completa humildade e fé, se funde em Deus para viver os gozos do céu.

O discípulo em lágrimas abraçou e se escondeu na luz do Divino Salvador.
(Autor Desconhecido)

Certa vez, uma Professora chamada Teresa, em seu primeiro dia de aula de um ano letivo, parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo, o qual não havia sido seu aluno no ano anterior. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar este novo ano letivo, foi solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar de cada um dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano de sua vida escolar.

A Professora Teresa deixou a ficha de Ricardo por último, e quando a leu foi grande a sua surpresa.

A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte:

Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

Continuar lendo »

o-mestre-e-o-escorpiao

Amigos,

escorpiaoTenho escrito muito ultimamente sobre o caminhar do ser Humano. Conversando com alguns amigos do terreiro, descobri, ou melhor, confirmei, que a Umbanda, o espiritismo ou qualquer forma de manisfestação espiritualista começa de dentro para fora, do ser para o outro ser. Nao há formas de sermos médiuns bons sem o aprimoramento humano, sem o auto conhecimento.

Visto isso, em uma de minhas andanças, deparei-me com um texto que ilustra bem o que quero dizer. O mestre e o escorpião.

“Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou.

Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando.
Continuar lendo »

Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo…
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem o teu ser profundo
Vem a noite, que é a tua morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorde.
Igual a ti sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.

Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não vestes, não tens nada:
Tens só o teu corpo que és tu.

Por fim, na funda caverna,
Os deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.

A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
Neófito, não há morte!

- Fernando Pessoa -

trabalho-de-um-exu

Amigos,

exu-guerreroRecebi esse texto por email na semana passada e, depois de lê-lo, achei que seria uma ótima colocá-lo aqui. Tá, eu sei que demorei um monte de tempo par ler, mas com as pesquisas para o Livro ArteFolk, estou um pouco oupado. Gostaria que vocês lessem com calma o que vem a seguir. É bonitinho e vale a pena.

Abs.

TRABALHO DE UM EXU

Estou num canto do terreiro observando os trabalhos. Os médiuns já estão em posição, velas foram firmadas, todos já bateram cabeça. Os pontos invadem o salão. Na assistência pessoas que freqüentam a casa com assiduidade e outras que pisam pela primeira vez. Sinto que algumas estão visivelmente emocionadas, seus protetores estão ali.

Outras estão suando frio, passam mal, estão agoniadas afoitas para irem embora dali.

———-


———-

Continuar lendo »

buscando-meu-orixa

Amigos,

recebi esse texto ontem por email. Dêem uma lida. Vale a pena. O texto é de  Vovô Benedito, Por Rodrigo Queiroz.

“Quando eu andava pelo deserto, eu ouvi uma voz de longe me chamar…”

Ele andava triste, por muito tempo buscava uma resposta para suas aflições religiosas. Temia que sua fé minasse a ponto de não mais bater cabeça… quando aconteceu este encontro. Em meio ao perfume das ervas queimando na brasa, ao som dos atabaques, penumbra iluminada por velas, ele ajoelha e desaba:

- Vovô, já não agüento mais…
- O que te aflige meu fio?
- Vô, eu amo os Orixás, não tenho dúvida. Mas passei por tantas desilusões, fui enganado por pessoas que se diziam mestres no culto aos Orixás, ostentando todo tipo de títulos e artefatos. Sei que de certa forma aprendi coisas, mas no fim sempre uma desilusão…

———-


———-

Continuar lendo »

o-pote-rachado

Amigos,

eu sempre realizo minhas andanças, dia após dia, na busca de coisas novas e construtivas, mensagens belas e significativas, ciência por trás da nossa religião Umbandista e espiritual. E em uma dessas andanças encontrei um sítio onde pude beber de uma fonte fresca enquanto ouvia uma história de um velho. Coloco a seguir tal história, para que todos entendam o quanto é bom caminhar.

———-

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessado em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura. Enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe, o outro chegava apenas com a metade da água.

Foi assim por dois anos, diariamente: o carregador entregando um pote e meio de água na casa do chefe.

Claro que o pote estava orgulhoso de suas realizações.

Continuar lendo »

 

Se alguém disser hoje que não se importa contigo, recorda que tens para o meu coração valor incalculável!…
Se alguém disser hoje que tua presença é dispensável, recorda que meu Reino só é completo porque te criei e vives nele, belo e promissor!…
Se alguém disser hoje que desejaria nunca mais tê-lo como companhia, recorda que para mim é felicidade suprema caminhar ao teu lado, mesmo que silenciosamente!…
Se alguém disser hoje que tua aparência é desagradável, recorda que aos meus olhos tu és um pequeno deus de inigualável formosura!…
Se alguém disser hoje que és pobre fracassado, recorda que a riqueza da Terra em nada compete com a riqueza do céu e da qual te fiz meu legítimo herdeiro!…
Se alguém disser hoje que não tens competência para viver, recorda que te dotei de todos os talentos necessários para triunfares sobre todas as dificuldades existenciais!…
Continuar lendo »

© 2011 Suffusion theme by Sayontan Sinha