0803-esse-dia-e-nosso

Mulheres!
Que o dia de hoje seja repleto de alegrias!

“Sou bruxa!
Adivinho meus quereres, vejo-os, decodifico-os…
Saio de minhas dores com poções mágicas de vida, de confiança.
Sou fraca, forte, mulher!
Sou bruxa!
Tento enfeitiçar você com olhar de cumplicidade,
com palavras de vontade, com zelo de tudo.
Voo também!
Aposentei a vassoura, quebrei o paradigma.
Larguei o velho livro de feitiços, abri novo caminho, nova página…
Viajo no pensamento, na mais bonita estrela,
na transferência da presença.
Sou bruxa do bem! Do bem querer-lhe, bem amar,
bem desejar, bem estar, sua bruxinha!
Transponho distâncias, materializo-me,faço-me ouvir,
voz e sentir…”

(Jana Lagares)

dia-de-obrigacao

 

 

Alguns chamam a isso de Juremação. Outros, de deitada, arriada, levantada, não importa o nome, o motivo é sempre o mesmo: unir forças e celebrar uma passagem.

Em nossa casa, que tem um tempo consideravelmente longo de desenvolvimento, um médium iniciante no caminho umbandista passa por esse ritual três vezes antes de ser, efetivamente, considerado preparado. Do lado de fora, na assistência, depois de completar o ano, o neófito que aceita a missão recebe seu primeiro Amaci, seu primeiro banho de ervas consagradas direto no Ori, na cabeça ou no chakra coronário. Essa é sua recepção, suas boas-vindas, onde ele sente a energia de seu guia muito mais intensa, exuberante, aconchegante. Isso sempre acontece em janeiro, junto a festa de abertura e a homenagem ao Orixá Oxossi. Em setembro, (neste ano excepcionalmente em outubro), os que já estavam de branco, que haviam recebido esse Amaci em janeiro, os que colocaram a roupa nessa ocasião e os que colocaram no ano anterior, passam por um outro rito. Os que entraram esse ano, chamamos de “primeira obrigação”, os do ano anterior, de “meias-coroa”. E os anteriores são os que farão a coroa, em uma cerimônia separada, após um teste preliminar.

Mas não é sobre isso que desejo falar, não sobre a parte física, material e tangível, quero falar sobre o sublime, sobre o sentimento despertado na hora.

Para quem vê, assistentes e médiuns mais antigos, é uma festa de extrema responsabilidade. Os zeladores se preparam posicionados em frente a recipientes impecavelmente brancos, de porcelana, com um preparado de líquidos e flores dentro. O dirigente faz seus preparativos concentrado, todos estão em suas filas posicionados, o terreiro cheio com os médiuns todos presentes. São trinta e três nomes. Trinta e três novas pessoas que aceitarão mais uma vez a responsabilidade da vida umbandista. Os ritos iniciais são concluídos, assim como as instruções preliminares. O dirigente se concentra e já posso sentir o fluir vibracional no ambiente. Cambaleio de um lado para o outro e detecto um companheiro por perto.

Continuar lendo »

Eles são apenas meninos…
Meninos e meninas soltos nas ruas, como lírios ao vento…
Não têm lar nem carinho, não sabem o que é aconchego e proteção.
“Eles cheiram mal”, dizem uns. “São pivetes violentos, assaltantes, pervertidos”, alegam outros…
Mas são apenas crianças…
Somente quem se aproxima desses pássaros indefesos, com atenção, é que pode perceber fatos comoventes e de grande sensibilidade…
Certa vez ouvimos, dos lábios de um desses pequenos, uma oração sentida: “Deus, meu pai, ajude as crianças de rua, dê um lar para elas. Ajude essas pessoas que nos recebem e nos dão alimento e carinho
.  Deus, meu pai, ajude minha família, que não sei onde está, mas o Senhor deve saber. Vá até minha família, meu Deus, e ampare-a”.
Somente quem se aproxima desses lírios expostos ao vento, pode perceber que são apenas crianças abandonadas à própria sorte, sem rumo e sem esperança…
A pequena, cansada, se debruça sobre a mesa e puxa a manga do moletom, surrado, para esconder o dedo na boca, como se fosse uma chupeta.
São crianças como outra criança qualquer… Que vagueiam pelas ruas, sem direção certa…
Continuar lendo »

ah-as-pomba-giras-%e2%80%a6

Sou uma rosa, sou um perfume,
sou a mais bela de qualquer jardim,
Ouço lamentos, ouço queixume,
não há mulher que não venha até mim.

Sei seduzir, me deixo seguir,
a palavra dificil para mim não existe,
de preto e vermelho, ou sem me vestir,
homem algum a mim me resiste.

Bebo champanhe, fumo cigarro,
digo mil coisas sem nunca falar,
sei ler na mão, jogo o baralho,
a mim só me engana quem eu deixar.

Se alguém precise e me queira encontrar,
siga o perfume em noite de lua,
diga meu nome sem se enganar,
sou Pombagira, meu lar é a rua.

Paulo Lourenço
(poesia enviada por nossa leitora Lany Brandão)

hora-de-luz


Quando tudo te pareça frustração e impedimento;
No instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar…
Em observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais distantes;
No momento em que os melhores amigos te considerem incapaz para serviço a fazer;
Na travessia de graves desgostos;
Nas épocas de crise, quando as provações te procurem para demoradas visitas ouvindo os pregoeiros do pessimismo e do desalento;
Diante das ocorrências complicadas e dolorosas;
Quando o desânimo te ameaçar;
Ou na ocasião em que todas as circunstâncias surjam subjugadas como que favorecendo a ignorância e o desequilíbrio…
Guarda a certeza de que estás atingindo a hora de luz em que desfrutarás a oportunidade de revelar a força de sua fé e o ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o bem.

( Emmanuel/Chico Xavier)

Salve Seu Zé Pilintra
ao-seu-ze-pilintra

Amigos,

esse texto está rolando pelas listas de email. É de Jorge Scritori.

Salve Seu Zé Pilintra
Salve Seu Zé Pilintra

Sou guia, sou corrente, egrégora e proteção. Sou chapéu, sou terno, gravata e anel. Sou sertão, sertanejo, carioca, paulista, alagoano e Brasileiro. Sou Mestre, Malandro, Baiano, Catimbozeiro, Exu e Povo de Rua. Sou faca, facão e navalha. Sou armada, cabeçada e rasteira. Sou Lua cheia, sou noite clara, sou céu aberto.
Sou o suspiro dos oprimidos, sou a fé dos abandonados. Sou o pano que cobre o mendigo, sou o mulato que sobe o morro e o Doutor que desce a favela.
Sou Umbanda, Catimbó e Candomblé. Sou porta aberta e jogo fechado. Sou Angola e sou Regional.
Sou cachimbo, sou piteira, cigarro de palha e fumo de corda. Sou charuto, sou tabaco, sou fumo de ponta, sou brasa nos corações dos esquecidos.
Sou jogo de rua, sou baralho, sou dado e dominó. Sou cachetinha, sou palitinho, sou aposta rápida. Sou truco, sou buraco e carteado.
Sou proteção ao desamparado, sou o corte da demanda e a cura da doença.
Sou a porta do terreiro, sou gira aberta e gira cantada.
Sou ladainha, sou hino, sou ponto, sou samba e dou bamba.
Sou reza forte, sou benzimento, sou passe e transporte.
Sou gingado, sou bailado, sou lenço, sou cravo vermelho e sou rosas brancas.
Sou roda, sou jogo, sou fogo. Sou descarrego, sou pólvora, sou cachaça e sou Jurema.
Sou lágrima, sou sorriso, sou alegria e esperança.
Sou amigo, parceiro e companheiro.
Sou Magia, sou Feitiço, sou Kimbanda e sou demanda.
Sou irmão, sou filho, sou pai, amante e marido. Sou Maria Navalha, Sou Zé Pretinho, sou Tijuco Preto e sou Camisa Preta.
Sou sobrevivência, sou flexibilidade, sou jeito, oportunidade e sabedoria.
Sou escola, sou estudo sou pesquisa e poesia.
Sou o desconhecido, sou o homem de história duvidosa, mas sou a história de muitos homens.
Sou a vida a ser vivida, sou palma a ser batida, sou o verdadeiro jogo da vida:

Eu Sou Zé Pilintra!

———-


———-

2405-dia-de-santa-sara

Ola queridos

Nesse dia tão lindo quero dividir com vocês uma música que eu compus para a minha querida cigana a uns 3 anos atrás. Ela fala de alguém que encontrou novamente a felicidade através de uma linda cigana.
Que o amor e o desejo pela liberdade nunca morram em seus corações e que Santa Sara os abençôe hoje e sempre.

Viva o Povo Cigano!

“Quando me ponho a pensar
nas borboletas voando no ar
lembro das vezes que eu chorei
mas esse tempo pra trás eu deixei

Hoje a alegria é dona de mim
Sigo cantando, dançando assim
Uma cigana foi quem me embalou
E a tristeza com ela levou

Oh meus ciganos muito obrigada
Por cuidar de mim de minha jornada
Pelos sorrisos, pelas batalhas
Oh meus ciganos muito obrigada ”

Julia G.

as-sete-lagrimas-de-um-preto-velho

Amigos,

Esse conto é bem antigo, sempre que procuro algo sobre os vôs acabo esbarrando nele e, acredito, vale a pena todos lerem. Segue:

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando seu cachimbo, um triste preto velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porquê contei-as…
Foram sete.
Na  incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto velho,  diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?
E ele,  suavemente respondeu:
Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

A primeira,  eu dei a estes indiferentes que aqui vêm em busca de distração,  para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A segunda, a estes eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam…

A terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram  a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a seu semelhante…

A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão…

A quinta,  chega suave,  tem o riso, o elogio da flor, dos lábios, mas se olhares bem o seu semblante, verás escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disto ou daquilo…

A sexta,  eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente…

A sétima, filho, notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última  lágrima,  aquela que vive nos  “olhos” de todos os Orixás. Fiz doação dessas aos médiuns vaidosos que só aparecem no Centro em dias de festa e faltam às doutrinas.
Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para estes todos, que vistes cair, uma a uma as SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO.

P.S.: Colabora com seus irmãos nessa data tão importante para a Umbanda: Envie-nos materiais sobre os pretos velhos no Fórum ArteFolk!

———-

caridade-e-esperanca

Lembra-te da esperança para que a tua caridade não se faça incompleta.

Darás ao faminto, não somente a côdea de pão que lhe mitigue a fome, mas também o carinho da palavra fraterna, com que se lhe restaurem as energias.

Não apenas entregarás ao companheiro, abandonado à intempérie, a peça que te sobra ao vestiário opulento, mas agasalhá-lo-ás em teu sorriso espontâneo a fim de que se reerga e prossiga adiante, revigorado e tranqüilo.

Não olvides a paciência divina com que somos tolerados a cada hora.

Qual acontece ao campo da natureza, em que o Sol mil vezes injuriado pela treva, mil vezes responde com a bênção da luz, dentro de nossa vida, assinalamos a caridade infinita de Deus, refazendo-nos a oportunidade de servir e aprender, resgatar e sublimar todos os dias.

Não te faças palmatória dos próprios irmãos, aos quais deves a compreensão e a bondade de que recebes as mais elevadas quotas do Céu, na forma de auxílio e misericórdia, em todos os instantes da experiência.

Não profiras maldição nem espalhes o tóxico da crítica, no obscuro caminho em que jornadeiam amigos menos ditosos, ainda incapazes de libertarem a si mesmos das algemas da ignorância.

Recorda que Jesus nos chamou à senda terrestre para auxiliar e salvar, onde muitos já desertaram da confiança no eterno bem.

Seja onde for e com quem for, atende à esperança para que o mundo conquiste a vitória a que se destina.

Aliviar com azedume é alargar a ferida de quem padece e dar com reprimendas é envolver o socorro em repulsivo vinagre de desânimo ou desespero.

À maneira de raio solar que desce à furna cada manhã, restaurando o império da luz, sem reclamação e sem mágoa, sê igualmente para os que te rodeiam a permanente mensagem do amor que tudo compreende e tudo perdoa, amparando e auxiliando sem descansar, porque somente pela força do amor alcançaremos a luz imperecível da vida.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1978.

em-favor-de-voce-mesmo

Agenda Cristã - Emmanuel

Agenda Cristã -André Luiz

Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.

Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.

Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.

Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.

Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.

Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.

*

Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.

Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.

Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.

Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.

Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.

Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.

Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.

Habitue-se à serenidade e a fortaleza, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

© 2011 Suffusion theme by Sayontan Sinha