Amigos,

A Umbanda tem em seu mais profundo cerne a prática da caridade pura, o amor incondicional, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela modificação vibracional ou fluídica (conhecida popularmente como “magia”), modificações que permitam a melhoria de vida do ser humano.

Através da caridade e dedicação espiritualo médium Umbandista vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu domínio mediúnico como forma de comunicação com seres superiores, de outras esferas.

As incorporações, os passes e descarregos feitos na Umbanda formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. Portanto, o médium é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda. Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada.

Na Umbanda, alguns critérios devem ser sempre observados:

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- Por Huberto Rohden -

Não sou mestre de ninguém.
Ninguém é discípulo meu.
Sou como a flecha na encruzilhada,
Cuja missão é apontar o caminho certo,
E depois ser abandonada…
Se o viandante não ultrapassar a seta,
Não cumpre o desejo da mesma.
Ai de mim se eu não for abandonado!
Se o viandante parar diante de mim,
Contemplando a minha forma e cores.
Se, em vez de demandar a invisível longinqüidade,
Se enamorar da minha visível propinqüidade,
E não compreender a minha mensagem,
Que aponta para além de mim,
Rumo ao Infinito…

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0202-e-dia-de-iemanja

Jogou sua rede
Oh, pescador!
Se encantou com a beleza, desse lindo mar.
Dois de fevereiro, é dia de Iemanjá!!
Levo-te oferendas, para lhe ofertar…
Minha jangada vai sair pro mar, vou trabalhar meu bem querer…
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar, um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar e a Deus do céu vamos agradecer

Ola queridos!!!
Hoje é comemorado o dia de Nossa Senhora dos Navegantes, a nossa querida Iemanjá.
Que todos sejam abençoados por essa força divina!
Segue um pouco da história desse dia.
Boa leitura!

***

A devoção à Nossa Senhora dos Navegantes teve início na Idade Média. Ao utilizar o Mar Mediterrâneo para chegar à Palestina, os cruzados invocavam a proteção de Maria, a Estrela do Mar.

A tradição teria chegado ao Brasil já na época do Descobrimento, através dos navegadores portugueses e espanhóis. O culto à Nossa Senhora disseminou-se entre os nativos, originando o  surgimento de santuários nas regiões pesqueiras.

Em Porto Alegre, a santa foi eleita padroeira da cidade. Desde 1871 é realizada no Lado Guaíba uma procissão fluvial em sua homenagem. Esta tradição foi interrompida entre 1989 e 2000, em decorrência do naufrágio do barco Bateau Mouche, no Rio de Janeiro, quando o país inteiro se alertou para o perigo de passeios fluviais em embarcações sem equipamentos de segurança suficientes.

Neste dia há também a homenagem à Iemanjá, orixá das grandes águas, dos mares e oceanos. É a correspondente de Nossa Senhora dos Navegantes nas religiões afro-brasileiras. São feitas homenagens nas praias, com os devotos “lançando” ao mar pequenas embarcações com oferendas compostas de cocadas brancas, lírios, velas brancas, perfumes, espelhinhos, etc…
Sua popularidade é imensa, sendo cultuada como a rainha do mar e também chamada de: Oguntê, Marabô, Kaiala e Sobá… Oloxum, Inaiê, Janaína, Iemanjá (já cantava Marisa Monte).

Os filhos de Iemanjá são doces, carinhosos, sentimentais e preocupados em ajudar os outros, apresentando uma certa tendência a consertar a vida de todos os que o cercam. Gostam de luxo, de jóias caras e de tecidos vistosos.

A doce Iabá!!!

Irmãos,

Quando nós passamos a acreditar na espiritualidade, independentemente de seguirmos esta ou aquela doutrina, nos deparamos com coisas maravilhosas e, ao aceitar o desenvolvimento da nossa mediunidade, passamos a perceber muito mais claramente a nossa interação com os espíritos. Neste exato momento precisamos desenvolver nosso conhecimento e buscarmos o auxílio de médiuns mais experientes, para nos ajudar com algumas dúvidas. Lembremos que dedicação e comprometimento são essenciais em qualquer estudo, principalmente o mediúnico.

Ao falarmos em desenvolvimento mediúnico, estamos fazendo a relação como um todo: estudo teórico, aprendizado prático (através de passes e consultas com os guias) e, principalmente, fé. É de extrema importância destacar o estudo teórico, em todas as suas vertentes espirituais, para que possamos aprender a diferir “o joio do trigo”. Nem todas as publicações irão nos agradar, porém elas terão embasamento na verdade do autor. Lembremos que o estudo deve abranger toda a parte energética também.

Em relação à parte prática, é importante confiarmos na casa que freqüentamos e criarmos uma relação de respeito com os médiuns e guias. Por estes motivos devemos pensar bem e sentirmos a energia da casa, para tomarmos a decisão de desenvolvermos a nossa mediunidade neste local. Mas também podemos mudar de casa após o início, pois sempre podemos nos enganar. Temos que ter em mente que não estamos amarrados ao local de desenvolvimento até porque nem a espiritualidade nos obriga a isso. Lembremos que um bom local de trabalho irá nos ajudar a fazer de nós um bom trabalhador espiritual.

E em relação à fé? Bem irmãos, nada disso vale a pena sem fé. E não apenas aquela fé: eu acredito na existência da espiritualidade, mas sim a de acreditar que o trabalho da caridade é mais importante que o rótulo de espiritualista. A fé em Deus, qualquer seja a denominação para Ele na doutrina ou culto que você pratique, que é nosso maior exemplo de caridade e bondade. A fé em Jesus Cristo, o mais humilde dos espíritos que, em tamanho grau de evolução, aceitou voltar e fazer seu trabalho numa terra cheia de pecados. A fé nos guias de luz, ou simplesmente espíritos, que agem desta mesma forma, voltando a terra através de nós, seus “aparelhos”, para ajudar a todos, independentemente dos preconceitos sociais que existem hoje.

Irmãos, façamos dos guias um exemplo e pratiquemos a caridade onde, quando e da forma que ela se apresentar. Não somos nós escolhemos como trabalhar, apenas nos colocamos à disposição do trabalho.

Que Deus nos ilumine sempre!

tres-verbos

Três verbos existem que, bem conjugado, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho –
Aprender,Servir e Cooperar.
Três atitudes exigem muita atenção – Analisar,Reprovar e Reclamar.
Dê três normas de conduta jamais nos arrependeremos –
Auxiliar com a intenção do bem, Silenciar e Pronunciar frases de bondade e estímulo.
Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo –
Ajudar sem distinção , Esquecer todo mal e Trabalhar sempre.
Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias –
Maldizer,Condenar e Destruir.
Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados –
A hora que passa,A oportunidade e A palavra falada.
Três programas sublimes se desdobram à nossa frente, revelando-nos a glória da Vida Superior –
Amor, Humildade e Bom ânimo.
Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação –
Corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas.
Amparar-nos mutuamente.
Amar-nos uns aos outros

Chico Xavier

equilibrio-espiritualista

Irmãos,

Estive refletindo sobre questões que alguns amigos levantaram sobre a “espiritualização” das pessoas. Achei esse questionamento importante, não apenas para expor um pouco mais da nossa doutrina, mas sim por poder aprender com as perguntas muito mais do que com as respostas.

Fui questionado sobre atitudes de algumas pessoas que se dizem espiritualizadas. Estas pessoas falam bonito mas, na hora de agir, são impacientes, imprudentes e até desumanas. Já, estas mesmas pessoas dentro de um centro espírita – o que era o caso – são completamente diferentes: atenciosas, calmas, caridosas.

É claro que uma pessoa com este tipo de comportamento não é de fato uma pessoa que trabalha a sua espiritualidade como deve. Esta acredita estar evoluindo por freqüentar um centro espírita, mas quando saí de lá não sabe “viver” a espiritualidade. De fato ela está aprendendo, mas não consegue colocar em prática com o próximo, a não ser que o próximo esteja também no centro que ela freqüenta. Ela engana apenas a si mesmo.

Foi levantado também o que acredito ser a pergunta mais comum para todas as religiões ou doutrinas: Se no espiritismo ninguém proíbe nada, como todos dizem, por quê os espíritas dificilmente bebem ou fumam?

Bom, pensando um pouco mais sobre este assunto posso descrever melhor o que penso. Aquele que de fato vivencia a espiritualidade percebe que estes pequenos prazeres, ou até vícios em alguns casos, não nos trazem nada de bom. Porém, em nenhum momento a espiritualidade “exige” que você pare de beber ou de fumar ou, se você é médium Umbandista, os guias também não “exigem” que você fume ou beba, ou que deixe de fazer isso. São tipos de trabalhos diferentes, mas todos eles precisam de um médium equilibrado, tanto psicologica como energeticamente. Oras, se você passou a noite anterior com seus amigos, bebendo e fumando, em um bar ou uma festa, você realmente acredita que terá condições de fazer um bom trabalho, seja num centro espírita ou num terreiro de Umbanda? O que acontece é que esse é um pensamento constante, pelo menos para aqueles que buscam crescer. E, de fato, isto termina por nos afastar da bebida e outros vícios.

Irmãos, com estas perguntas e muitas outras que já ouvi por aí, posso acreditar que a espiritualidade exige sim de nós. Mas exige apenas uma coisa: Equilíbrio. Equilíbrio entre pensamentos, emoções, palavras e ações. Equilíbrio entre o certo e o errado, a falta e a busca por melhoras.

Todos nós somos passíveis de erros e sempre vamos ser colocados frente aos nossos desejos e medos, afim de enfrenta-los e vencê-los. Cabe a cada um de nós, na busca por aquilo que acreditamos, tomar a atitude mais condizente. “Não viemos para este mundo a passeio”, essa frase nunca fez tanto sentido para mim. Não temos que julgar nossos irmãos, mas sim trabalhar para aprender, também, com o erro dos outros, evoluir com o sentimento de caridade por eles e sobretudo estar de coração aberto para ajudar aquele que precisa, seja dentro ou fora de um centro ou terreiro, dia ou noite, espiritualizado ou não.

Que a Luz de Pai Oxalá abençoe a todos!!!

para-um-melhor-aproveitamento-do-passe

Olá queridos!
Hoje gostaria de falar algumas coisas sobre o passe:

Antes de entrar para tomar seu passe tente se aquietar. Tudo bem, vc tem inúmeros problemas e justamente agora eles estão martelando na sua cabeça. Calma. Enquanto vc estiver na assistência aguardando tente se manter tranqüilo. É difícil, eu sei. Quando não é o barulho que incomoda é o silêncio. Sim, o silêncio pode incomodar muito. Então, pra não ficar pensando em minhocas, entre em oração ou tente se lembrar de uma música que vc goste e fique cantando mentalmente. Isso vai ajudar.

Quando vc estiver na frente do guia, abra seu coração. Fale abertamente o que te aflige. Ficar esperando que o guia adivinhe sua vida não vai ajudar em nada. Você vai acabar se decepcionando e interferindo no trabalho dele. “Ah mas guia que é guia sabe de tudo”. Pode ser, eu sinceramente não acho isso, mas independente dele saber ou não, a maioria deles não vai perder tempo tentando te impressionar. Há muitas pessoas para serem atendidas e o tempo no nosso plano é curto. A não ser que seja de extrema necessidade que tal filho se sinta impressionado, para que o trabalho do guia possa acontecer, ele não vai fazer isso. Simplesmente te dará um passe energético e se despedirá. E vc irá embora achando que perdeu seu tempo. Portanto, mentir pro guia é como mentir pra si mesmo. Ele sabe a verdade, mas, muitas vezes, não vale a pena expor o filho. Menos ainda ficar discutindo se o filho está mentindo ou não. Se vc mente o problema é só seu. O guia, na sua infinita sabedoria, entende que o filho ainda não está pronto pra assumir suas falhas, sua falta de humildade. Mas cuidado, já vi muita gente que mente pro guia e, na hora de incorporar, seu próprio guia conta tudo!

Por mais que vc faça uma lista de todos os problemas que deverão ser tratados, o guia te socorrerá no que for mais urgente. Muitas pessoas, quando saem do passe, se lembram de que queriam ter falado isso ou aquilo. É normal. O guia te ajuda no mais urgente e não no que vc acha que é mais urgente. Os outros problemas vão sendo tratados conforme sua assiduidade. E, na maioria das vezes, os problemas se resolvem por si só, não só porque o guia é “forte” rs mas porque vc começa a ter outra postura perante a vida e os problemas.

Uma coisa importantíssima que quero alertá-los é sobre a “não interpretação” do passe. Se vc tem dúvidas quanto ao que o guia te disse, pergunte enquanto estiver com ele ou na próxima consulta. Não fique tentando ligar uma coisa na outra, tentando adivinhar o que foi dito. Se ele te passou um banho e vc não entendeu, pergunte! Mas, por favor, não fique “achando” coisas. Por exemplo: se o guia te fala “Algo muito bom irá acontecer”, não quer dizer que aquela pessoa irá ligar. Quer dizer, apenas, que algo muito bom irá acontecer, e, se vc quiser mais detalhes pergunte! Garanto que se o guia puder falar ele dirá direitinho o que irá acontecer, ou pelo menos, te direcionará se o assunto é de amor, dinheiro, etc.

A hora do passe é um dos momentos mais mágicos pois vc tem contato direto com o mundo espiritual. Faça desse momento um momento pleno. Sem mentiras, sem encanações, sem jogos. Afinal, é um guia que está na sua frente, um amigo, alguém que realmente quer te ajudar. Tenha a mente e o coração abertos, seja franco, questionador, aprenda a ouvir, seja humilde.

Espiritualizem-se!

Bjs

o-mundo-de-fe-em-deus
Amigos,
Esse texto nos foi enviado pelo nosso amigo e colaborador honorário Erickson Lima. Espero que gostem.
Abs.
Vivemos em um mundo de completa fé. Nesse post O Mundo de Fé em Deus, vou explicar um pouco pra vocês do Universo religioso e ritualístico do Tambor de Mina e do Terecô…

Habitamos em um mundo de estreita Fé em Deus. Na busca por uma religiosidade perfeita acabamos seguindo religiões que pra nós são a verdadeiras vertentes da fé. Em um caminho de fé, surge o Tambor de Mina, de origem Jeje e Nagô, foi trazida diretamente da África, da Região do antigo reino do Dahomé ((Dagumé, Danumé) atual Benim). O TAMBOR DE MINA é uma religião ritualística de transe e pocessão, seus filhos de santo, recebem o nome de Vodunsi’s (Casado com Vodun), e em um grande processo de iniciação e feitura cansativo e árduo é considerada uma das religiões mais proliferadas pelo Maranhão e Pará.
Conhecida atualmente por ser uma religião característica de Voduns, possui a presença de entidades (encantados) ligados a alta fidalguia e monarquia Portuguesa, Francesa, Espanhola, Húngara, Turca e Africana…
Nessa busca pela fé, presente na vida diária de cada um, buscamos a algo que nos traga o prazer divino e liberdade expressiva de escolha. Na religiosidade politeísta, a fé com base em principios espiritualistas busca além da paz espiritual, resolver problemas terrenos. A Umbanda por sua vez possui um aspecto da Religiosidade Kardecista, por outro lado o Tambor de Mina se baseia no sentido sacerdotal dos voduns e não se liga a princípios de Encarnação e Desencarnação, memo havendo entidades que para muitos são considerados Desencarnados e que para os praticantes dessa religião foram pessoas que tiveram uma passagem de um mundo para outro, sem a presença da morte e sim de um elemento religios !

A fé não se baseia em princípios e sim em cada um que nela acredita, alguém que a pussui e que nela firma-se. Princípios são apenas simples inteligações da fé… O Mundo da Fé em Deus – é um mundo de entidades ligadas a este enorme Senhor Deus…
Em um simples toque das caixeiras do Divino, no Cantar e no Doutrinar, este é um mundo sagrado de forte impacto religioso. Todos somos filho de uma fé em Deus, seja ele quem for… Um vodun ou um Orixá, mas um Deus capaz de unir nações e de demonstraçoes inusitáveis de suas capacidades e habilidades!

Sejam todos felizes Neste Mundo de Fé em Deus!

Aê Fé em Deus
Aê Fé em Deus
Eu tô no Mundo da Fé em Deus
Aê Fé em Deus

armadilhas-do-emocional

Irmãos,

Recebi o texto abaixo através de um comentário e gostei tanto que achei que deveria compartilhar com todos. Este texto foi escrito por Edgar Ferreira da Costa Neto, que escreve para o blog Empório Ed Umbanda. Vamos lá!

“Estar sempre vigilante.
As pessoas se iludem com aspectos personalistas das entidades, se deixam levar criando uma mitologia toda própria de suas entidades e se sentem parte disto, como se afirmar personalidades fosse algo bom ou desejável na Umbanda ou em qq religião.
Tudo que faz crescer na Umbanda nos alerta para a necessidade da diminuição do ego e do entendimento de que estamos apenas de passagem por aqui e por estas cascas de carne e mentalidades que compõem nossos corpos densos, como solução para isso a Umbanda, humildemente assim entendo, busca a integração de todos os aspectos da personalidade, TODOS, e portanto não dá preferência ou melindra qq parte que compõe nosso eu, isso também se reflete no trato com as entidades e ganha talvez algumas diferenças conforme se orienta a ética e a forma dos trabalhos e ritualística seguida por cada um.
Não estou dizendo que alguns se apropriem das experiências e histórias de suas entidades, muito embora isto também ocorra, estou falando que acho absurda a extrema valorização de umas entidades em detrimento de outras e de algumas características de entidades claramente ainda em desenvolvimento como se fossem verdadeiros mestres, tudo isso me soa como armadilhas de nosso emocional, e o mais grave é que alguns sabem disso e fingem-se desentendidos.
A necessidade de construir uma vida mais bonita e feita de algo maior que nós mesmos, negando a verdade tosca de nossa existência, justificando maus hábitos e comportamentos viciosos com o velho “mas faço a caridade em meu terreiro uma vez por semana”, “minha entidade é tão boa” ou “tão sábia”, e esquecem de buscar a boa ética e a sabedoria em suas ações.
Terreiros estão cheios disso, mares de pessoas seguindo como gado sem pensar e refletir sobre suas próprias vidas e motivações e defendendo a todo o custo seus velhos e maus hábitos viciosos.
O que acontece é que as entidades espirituais passam a representar para alguns, a maioria em algum momento do caminho, a possibilidade de uma nova história de vida, de novas experiências e novas personalidades que os médiuns erroneamente associam como pertencentes a eles, com isto enchem suas vidas de fantasias e de novas possibilidades de personificar novos papéis, tudo se faz por personalismo e pela afirmação de emoções e “fatos” que em verdade não os pertencem, afastam-se das próprias vidas cheias de coisas comuns, de sentimentos banais e de defeitos que tentamos simular ou esconder.
“sou assim porque sou de escorpião”
“sou assim e não mudo”
“tenho tal fulano que me protege e era soldado de confiança de um grande rei”
“sou cavalo do exú tal”
“são as energias de Seu Fulano”

Tudo falta de equilíbrio e desconhecimento que nós somos sempre responsáveis únicos e absolutos por tudo em nossas vidas, e que as mudanças ocorrem o tempo todo e portanto integrar todos os aspectos de nossa personalidade pode significar ser mais aberto ao novo e mais livre de influências aprisionadoras do nosso emocional, sempre pronto a nos enredar em suas armadilhas de manter confortáveis nossas mentiras diárias.
Não se espante, acho exatamente o que escrevi e por vezes vejo isso também em mim, estar atento e vigilante para não se deixar enredar pelas próprias mentiras é um ato de disciplina diário e necessário, principalmente para médiuns de Umbanda, e não estou imune a isto.
Vamos fazer a vida com mais verdade, sem fantasias tolas.”

Que Deus abençoe a todos!!

a-origem-do-natal


Universal, abrangente, calorosa.
Assim é a festa de Natal, que envolve a todos.
Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.

Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.

Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.

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