hoje-e-dia-de-santa-sara

Amigos,

 

Hoje é dia de Santa Sara, para nós, na Umbanda, um dia também em comemoração ao Povo Cigano. Não vou postar agora, algo especial sobre o povo, mas vou postar um pouquinho de história a respeito de Sara, ou Sarah.

Imagem de Santa Sara

Imagem de Santa Sara

Por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação cruzou os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos, um grupo de personagens bíblicos:Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximinio e Sara, uma negra serva das mulheres santas.
Eles foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.
Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Então nasceu a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço).

Kali, em sânscrito quer dizer negra, e foi acrescentado ao seu nome devido a cor bem morena de sua pele.

Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Ocorre procissão e festejos com banhos no mar. A imagem de Santa Sara é vestida de azul, rosa, branco e dourado, adornada de flores, jóias e lenços coloridos e levada para as águas do mar. Após o banho de mar, a imagem, volta ao altar onde os que participaram da procissão possam pedir suas graças.
Muitos buscam nos olhos de Santa Sara a obtenção das graças, pois nos olhos de Santa Sara, tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sara para agradecer.
Embora seja uma santa da igreja católica canonizada em 1712, até hoje a própria Igreja omite o seu culto.

Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

A Wikipédia nos diz que o seu nome, tal como o de Sara no Antigo Testamento, pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora”. Já o epíteto Kali deve significar “negra”, da língua indiana sânscrito, pela sua tez ser escura. Seu culto se liga ao das Virgens Negras.

As lendas a identificam como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus[1].

Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por te-lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.

A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.

Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.

As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Mas perseguirá os opressores, os racistas, aqueles que vão contra seus protegidos prímevos, que são os roma. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Algumas Orações

Sara, Sara, Sara foste escrava de José de Arimatéia, no mar foste abandonada, te peço “paz e amor ao meu coração” (fazer o pedido). Teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos que te consagram como tua protetora e mãe vinda das águas. Sara, mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem no escuro, luz para meu espírito e amor para todos meus irmãos.
Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, Sara, Sara não sentireis dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu, com as águas me fará vencer (beber três goles d´água).
Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem. Ajudados pelos teus poderes serei alegre e compreensiva(o) com todos que me cercam. Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sara, Sara, Sara estará sempre a minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.
E assim, dizemos que somos protegidos por Sara que nos ensinará a caminhar e perdoar.

(Reze três ave-marias, sendo a primeira para Santa Sara, a segunda para os ciganos e a terceira para você).

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Minha doce Santa Sara Kali, tu que és a única santa cigana do mundo, tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceito, tu que fostes amedrontada e jogada ao mar para que morresses de sede e de fome. Tu que sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que tu sejas minha advogada perante Deus, que tu me concedas sorte, saúde, paz e que abençoe a minha vida.
Amém.

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Opcha, Opcha minha Santa Sara Kali, mãe de todos os clãs ciganos dessa terra ou do além túmulo. Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas. Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés. Santa Sara me ajude! Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagroso. Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou. Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigana(o) ou não cigana(o). Bondosa Santa Sara, abranda os leões que rugem para me devorar. Santa Sara, afugenta as almas perversas para que não possam me enxergar. Ilumina minha tristeza para a felicidade chegar. Rainha, atravessaste as águas dos rios e do mar e não afundaste e eu invoco teu poder para que eu não afunde no oceano da vida. Santa Sara, sou pecadora(o), triste, sofrida(o) e amargurada(o). Traga-me força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos. Mãe, Senhora e Rainha das festas ciganas. Nada se pode fazer em uma tenda cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido, Santa Sara Kali. Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo, louvando o Povo de Santa Sara Kali. Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias. Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo o Povo Cigano.
Opcha, Opcha Santa Sara Kali!

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Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza. Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar. A tzara é o descanso do dia a dia, tzara é a nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me acompanhe; Santa Sara ilumine minha tzara, para que a todos que batem à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.

Olá irmãos!

Passamos por algumas situações em que acreditamos ter o conhecimento necessário para enfrentá-las e nos sobressairmos. Contudo, quando iniciamos esta batalha, nos colocamos como generais, e não como soldados. Mas vocês vão me perguntar: como assim?

Bem, o general conhece todos os detalhes de cada batalha, conhece seus soldados e acredita conhecer o inimigo. Está na posição mais alta da hierarquia e somente poderá ser derrubado se for vencido. Nesta situação vencer é seu único objetivo, não importando a forma da vitória.

O soldado, no entanto, está ali buscando exatamente atingir este posto. Coloca-se então como aprendiz: Observa todos os detalhes, busca aprender cada passo, ouvir os companheiros de batalha e empenha-se ao máximo para sair vitorioso. Mas ele importa-se sempre com os companheiros, guarda na memória cada falha e nunca se acha capaz de vencer o inimigo.

Nesta situação, independente da vitória ou não, ele conseguiu algo que o general não passou: Aprendeu a ser humano, a cometer erros e corrigi-los.

Esta batalha é o nosso dia-a-dia: Lutamos para manter o nosso lar, travamos diversas batalhas na nossa profissão e enfrentamos muitas batalhas espirituais também. Estas batalhas espirituais a que me refiro é exatamente a nossa luta por evolução espiritual. E elas acontecem diuturnamente e em todas as fases da nossa vida.

Devemos sempre nos considerar como o soldado mais inexperiente, ou seja, aquele que aprende em cada palavra e cada gesto, aquele que observa até a força do vento nas árvores, aquele que estuda cada passo da guerra. Mas também é aquele capaz de desviar o seu caminho para socorrer o companheiro, de voltar ao quartel e estudar novamente os passos para mais uma vez partir à batalha.

A espiritualidade nos ensina também a fortalecer a fé. E sem fé na vitória, nunca poderemos lutar.

 

Que Deus nos abençoe sempre!

a-importancia-do-medium-e-a-influencia-moral

Ser médium é ter para si responsabilidade perante Deus e a própria consciência, uma vez que é será intérprete do pensamento das esferas espirituais. A ligação entre o Céu e a Terra.

Acho que o “ser médium” é a coisa mais importante para o ser humano. É dessa mediunidade ou através dela que o indivíduo consegue se tornar um ser melhor, através de suas lutas, que sabemos serem muitas e também pela superação que a mediunidade exige.

O desenvolvimento da mediunidade do indivíduo não está ligado ao desenvolvimento moral do médium.

A mediunidade está presente em todos nós, independente da moral do ser humano. Tanto é que sabemos que existem pessoas indignas que a possuem; e não acho um erro, visto que estas pessoas precisam mais dela do que os moralmente corretos para que delas façam uso e se tornem seres humanos melhores (claro que muitas vezes não conseguem atingir esse intento).

A mediunidade não é dada somente a um ou outro para a correção de seus erros. O médium não é um instrumento de suma importância como indivíduo, mas é importantíssimo para o conjunto.

O médium não é um escolhido do plano superior para resolver os problemas terrenos, mas sim, pessoas que fracassaram em suas vidas passadas e estão aqui para tentar resgatar os seus erros. Poucos são os que conseguem, pois tombam no caminho derrotados pelo seu egoísmo e pela vaidade.

Todos os médiuns, para realizarem esta tarefa a que se propuseram no plano espiritual devem sempre seguir o ideal de Jesus, que é a simplicidade, a caridade e o amor ao próximo, nunca esquecendo o ensinamento maior que é dar de graça o que de graça recebeu.

Bom, após explanada esta introdução sobre a mediunidade, vou focar um pouco sobre a influência moral do médium.

Como nossa mãe de santo sempre (e tanto) fala, a Mediunidade não basta por si só. Ela tem que vir acompanhada de estudo e dedicação.

Nós médiuns atraímos os Espíritos que se afinam conosco, e também somos atraídos por eles.

Li em um trecho do livro “nos domínios da mediunidade” uma comparação do mundo espiritual com um espelho onde refletimos as imagens que criamos.

E acho justo a comparação. Somente retrataremos luz se tivermos esta luz em nossa vida. O contrários também é verdade. Retrataremos trevas se nossa vida estiver envolta por trevas.

A influencia moral do médium é imprescindível para o desenvolver de sua mediunidade. Trabalhamos com espíritos de luz e de bondade. Devemos levar nossas vidas da forma mais correta possível, pois não podemos esperar que estes espíritos se utilizem de nós médiuns para a pratica da caridade se não estivermos em sintonia com os mesmos. Devemos ter responsabilidade no cumprimento de nossos deveres morais para que continuemos sendo úteis a esta causa.

Não podemos esperar que um caboclo ou um preto velho se utilize de nossa matéria para a realização do bem em caráter definitivo se ele encontrar em nós somente sentimentos e vibrações que não condizem com o amor e a caridade.

Sempre fui muito cobrado por minha atitude de procurar sempre nas pessoas o exemplo de bondade e despreendimento. E sempre ouço que somos humanos e passiveis de erro.

Bom, concordo com esta afirmação. Só não consigo ainda concordar é que pessoas que tem o conhecimento da espiritualidade, de sua missão na terra, ainda continuem a cometer os mesmos erros. De que adianta estarmos aqui nessa empreitada se continuamos a cultivar o estrelismo, a vaidade e a soberba? De que adianta pregarmos a paz, o amor e a caridade, se não conseguimos ter amor com os nossos semelhantes? Como poderemos receber e repassar as instruções do plano espiritual para todos de que devem prestar a caridade, se nós mesmos não a prestamos? De que não devem ser egoístas, se nós mesmo somos? De que a vaidade não lhes trará nenhum beneficio, se nós mesmos somos egoístas? Como dizer aos que vem a procura de um auxilio que a simplicidade é a ferramenta mestra que devemos trabalhar, se nós mesmos não conseguimos seguir este ensinamento?

O meio que vivemos influencia e muito a nossa moral. E então o que devemos fazer? Nos afastar deste meio ou tentar mudá-lo?

Lógico que a segunda opção é a mais acertada e também a mais difícil de seguir.

Se estamos em um ambiente em que a luxuria predomina, estaremos propensos (não obrigados) a pender para este lado.

Se não convivemos com a simplicidade, corremos o risco sim de não sermos simples.

O meio em que vivemos pode nos tentar para que mudemos nossa postura, mas o que não podemos deixar acontecer é deixar a nossa moral seguir este caminho. A moral de um médium é tudo o que ele tem.

O ditado é antigo, mas é mais válido a cada dia: “orai e vigiai”.

Um médium invigilante atrairá energias infelizes para a sua vida, pois os espíritos que vibram nessa sintonia nutrem-se das substâncias produzidas pelas mentes deseducadas.

A pratica da caridade, a reforma intima e a vigília do mediun traz para o mesmo a paz interior, a luz para a sua vida e a plena confiança do plano espiritual. E o estudo possibilita uma maior compreensão sobre a sua vida e a sua missão.

Espero ter sido útil a todos.

Abraços a todos!

Luz a todos!

consideracoes-sobre-a-mediunidade

Olá irmãos!

Hoje vou tentar escrever um pouco sobre a mediunidade. Apesar de este ser um tema que gera diferentes interpretações e muitos pontos de vista. Gostaria também de ouvir a opinião de todos, pois não sou conhecedor de toda a verdade.

Bem, sabemos que existem diversos tipos de médiuns, dentre dos quais podemos destacar os mais comuns: psicofônicos, de vidência, de audiência, de psicografia, os sensitivos e os intuitivos. Claro, sem contar os médiuns de incorporação. Por definição, temos:

  • Médiuns de psicofonia: Quando o espírito fala através do médium;
  • Médiuns de vidência: Aquele que vê a espiritualidade ou fenômenos relacionados a ela, dentro do que lhe for permitido ver;
  • Médiuns de audiência: Aqueles que ouvem os espíritos;
  • Médiuns de psicografia: Quando o espírito escreve através do médium. Este tipo de mediunidade subdivide-se ainda em mecânica, intuitiva, semi-mecânica e ditada.
  • Médiuns sensitivos: sentem a presença dos espíritos.
  • Médiuns intuitivos: Captam os pensamentos dos espíritos, sem necessitar da incorporação.
  • Médiuns de incorporação: Quando os espíritos assumem o controle do corpo e das funções motoras do médium

Cada médium pode possuir mais que 1 tipo de mediunidade, mas raramente possui todas. Sendo que algumas mediunidades, para serem exercidas, necessitam de outra mediunidade para complementá-la. É o exemplo da psicografia ditada, pois o médium deve ouvir (audiência) o que o espírito lhe fala, para então escrever.

De outra forma, alguns tipos de mediunidade, por serem muito parecidos, podem ser confundidos pelos próprios médiuns assim como pelos seus orientadores, se estes não estiverem bem preparados para tal. Diversos são os tipos e as correlações que acontecem que o próprio médium, por mais preparado e embasado que esteja, pode se confundir.

Podemos falar também sobre os tipos de mediunidade de incorporação: a inconsciente, a semi-consciente e a consciente. Como o próprio nome diz, a incorporação inconsciente acontece quando o médium “apaga”, ou seja, entra em transe sonambúlico, não se lembrando do que aconteceu. Na incorporação semi-consciente o médium se lembra de algumas coisas, mas não do todo. Já a incorporação consciente é aquela em que o médium fica “acordado”, sendo apenas seus pensamentos intuídos pelos espíritos que fazem a comunicação, não tendo eles nenhum domínio sobre o seu corpo ou voz. Este é o tipo de mediunidade que vem crescendo atualmente, pois é a que exige maior preparação e dedicação do médium.

É claro que existem também diversas formas de trabalho mediúnico, dentro das mais diversas religiões espiritualistas, e com isso diversas formas de aprender e desenvolver seu tipo de mediunidade. Não estamos aqui para julgar os irmãos nem a capacidade mediúnica de cada um, por isso devemos nos colocar sempre como aprendizes.

Acreditamos que a mediunidade de incorporação consciente, assim como a mediunidade intuitiva, é a que mais exige preparação e conhecimento por parte do médium, pois ele deve estar diretamente ligado aos pensamentos dos guias, deve saber interpretá-los e repassar fielmente aos consulentes. Com isso, a lição aprendida pelo consulente também é absorvida pelo médium. Mas devemos lembrar que este não é um caminho fácil, que será simples e rápido de percorrer. Muito pelo contrário, exige dedicação do médium, respeito, preparação espiritual e física.

Vamos analisar a nossa mediunidade e tentar descobrir onde ela se encaixa. Vamos nos dedicar mais a aprender não só sobre a espiritualidade mas também sobre a nossa faculdade mediúnica, aquela que nos levou a procurar o centro ou terreiro que freqüentamos, aquela que procuramos controlar. Vamos aproveitar e colocar este tema em discussão: O que cada um acha mais difícil dentro do seu tipo de mediunidade, relacionado ao seu tipo de trabalho.

Espero conhecer a opinião de muitos de vocês e aprender muito com isso,

Que Pai Oxalá nos abençoe sempre!

Olá irmãos!

Algumas histórias surgem rapidamente nas nossas mentes, às vezes reforçados por fatos que nos lembram certas situações ou exigem de nós novas atitudes. Dentre destas situações nós podemos, também, repensar nossos atos e nossas atitudes dentro do campo santo.

Algumas vezes acreditamos, mesmo nós médiuns, estarmos à mercê de certas forças ou mesmo que nossa energia não encontra-se forte o suficiente para trabalhar. Buscamos apoio naqueles guias que mais nos identificamos, esperando uma orientação, um conselho. Em alguns casos o simples fato de nos aconselharmos com este guia já nos faz sentir melhor. Outras vezes acreditamos que somente um banho ou um passe possa resolver a situação. Saímos da consulta e nos preparamos para um novo enfrentamento, uma nova batalha.

Quando, depois de seguir os conselhos e fazermos as orações, banhos e etc, ainda nos sentimos fracos, atingidos por algo “mais forte”, buscamos novo auxílio. O que não conseguimos entender, na maioria das vezes, é que este desequilíbrio é causado unicamente por nós. Como vocês devem saber, nós atraímos aqueles espíritos que nos seguem, por afinidade. Sem contar que somos responsáveis também pelo equilíbrio de nossas energias: por atraí-las ou repeli-las. Claro que isto depende de muita dedicação, estudo e preparação.

Podemos citar vários exemplos também de casas que sugerem preservarmos certas atitudes um dia ou mais antes do trabalho. Não estamos aqui para questionar crenças ou pessoas, portanto não vamos entrar neste mérito. Apenas vou citar que a maioria das vezes estes momentos que somos levados a nos preservar diz respeito a equilíbrio energético. E sou completamente a favor disso, pois nossa energia é muito utilizada nos trabalhos.

Enfim, cabe a nós identificar em nossas falhas e deslizes os motivos das mudanças energéticas e sentimentos estranhos aos trabalhos. Muitas vezes os trabalhos espirituais iniciam-se bem antes do início no físico. Entendamos, concentramo-nos e dediquemo-nos a entender. Busquemos sim o conforto de nossos guias. Contudo, prestemos atenção em suas palavras de conforto, sempre com a mão na nossa consciência.

Que Deus nos ilumine!

Olá irmãos!

Fiquei chocado com uma notícia que assisti a pouco no jornal local: um misto de loucura, falta de conhecimento e insensatez. Pelo menos, da forma que foi mostrado, chega a dar um nó no estômago principalmente por envolver uma doutrina com base na espiritualidade. Mas vamos à notícia: 3 Pessoas foram presas, um “pai-de-santo”, uma “mãe-de-santo” e mais um homem. Os três admitiram ter matado, esquartejado e jogado os pedaços da vítima, uma mulher, nos lagos e outros locais da cidade. O motivo foi um ritual de Candomblé. A vítima, de 30 e poucos anos, havia doado parte de sua herança e todas as suas jóias aos “pais-de-santo”.

Irmãos… até quando as religiões espiritualistas serão tratadas desta forma por seres que se dizem humanos? Quem realmente conhece a doutrina do candomblé (ou qualquer outra) jamais irá admitir que se façam estas coisas em nome da religião. Quem estuda a espiritualidade jamais cairia na mão de pessoas como essas, que se dizem ligadas ao mais alto da espiritualidade. Aliás, estas patentes destes dois seres foram dadas por quem? Acredito que por eles mesmos.

Quem admite, nos dias de hoje, uma pessoa ser brutal e friamente assassinada, esquartejada, ter seus restos espalhados pela cidade, dizendo ser em nome da fé? Que fé é essa que força as pessoas a matarem as outras? Que espiritualidade é essa, que prega a mesma coisa?

Irmãos… Não permitam que joguem o (infelizmente pouco) crédito que os nossos outros irmãos têm na nossa crença, no lixo. De uma forma chocante, ligada a uma notícia de assassinato por seres sem escrúpulos. Afinal, quem engana os outros não têm escrúpulos. E para piorar usa a falta de conhecimento destes contra eles mesmos.

Já vi seres como estes tentando se aproveitar de outras pessoas também. Das mais diversas formas. Tudo em troco de algum dinheiro. Vemos isso todo dia nos jornais e placas pela cidade: “Trago o seu amor de volta em 24 horas”. Quanto isto vai lhe custar? Muitos reais e alguns anos de sofrimento. Ah! Não é garantido que dê certo… tudo depende da sua FÉ… Muito engraçado isto: estes “pais-de-santo” nunca erram. Só você, que não conhece a “magia” por trás destas religiões…

Infelizmente notícias como estas ainda surgem nos dias de hoje. E estes seres ainda admitiram ter feito isso auxiliado por um “guia de luz”, mas isso não merece nem comentário.

Estas são algumas das razões que devemos sempre buscar o conhecimento em tudo aquilo que fazemos, principalmente no que tange à espiritualidade. Devemos sempre ouvir muito e estudar mais ainda. Procurar pessoas com sede de conhecimento e discutir com elas nossos pontos de vista e opiniões. Busquemos sempre mais e mais conhecimento através de livros, reflexões, etc. Mas lembrem-se sempre: A melhor religião é aquela que nos aproxima de Deus, não importa qual seja. Ainda assim, nunca será permitido machucar outra pessoa em nome desta religião.

Desculpem a falta de coerência, apenas não consegui ficar calado.

Que Deus abençoe a todos nós!

experiencias-de-materializacao

Amigos,

Estava rodando pela internet quando me deparei com o artigo “Incrível Experiência de Materialização Realizada no Início do Seculo XX” no site Espiritismogi. Lá eles faziam um pequeno estudo sobre um livro entitulado “O Trabalho dos Mortos”, publicado em 1921 pela Federação Espírita Brasileira. Não encontrei o livro na internet para comprar, mas as imagens que o site continha me deu arrepios.

Sou Umbandista, como todos devem saber, e estou acostumado a trabalhar com espíritos das mais diversas estirpes e níveis evolutivos, mas o que o livro propõe é uma coisa totalmente fora de escala. São imagens de materializações, fotos de espíritos!
Não estou aqui para discutir sua validade, até porque não conseguirei fazer isso, mas vale a pena dar uma olhada. Eu fiquei arrepiado. Segue alguns exemplos. Clique nas imagens para amplia-las.

Abs.

 

 

a-vida-alem-da-morte-lado-clinico

Saída do corpo, travessia de um túnel, visão de luzes sobrenaturais: os relatos de quem voltou do “lado de lá”.
José Tadeu Arantes
Matéria publicada no site Portal do Espírito
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O medo da morte já fez com que muita gente perdesse a alegria de viver. E, até recentemente, as correntes religiosas, filosóficas e científicas dominantes pareciam ter pouco a oferecer a essas pessoas angustiadas. Para as gerações mais velhas, era melhor nem pensar na morte. Pois o que isso trazia à memória eram as aulas de religião da escola primária, com suas descrições apavorantes do inferno e do purgatório, ou os livros materialistas lidos na adolescência, nos quais toda a consciência se extinguia com o último suspiro. Entre os cenários punitivos e a falta de qualquer perspectiva, havia pouco espaço para o conforto e a esperança.

Os jovens de hoje têm o privilégio de respirar uma atmosfera bem menos opressiva. Graças ao fantástico progresso dos procedimentos médicos e das técnicas de reanimação, cada vez mais pessoas vêm sobrevivendo a episódios de morte clínica (caracterizados pela parada cardíaca). E os relatos que muitos fazem dessas situações-limite, daquilo que viram, ouviram e sentiram na trajetória interrompida para o “lado de lá”, apresentam uma nova visão da morte e da própria vida. Em lugar da angústia de caminhar para o completo aniquilamento, eles falam da certeza absoluta de que estavam apenas transitando de um plano a outro da existência. E, embora alguns reportem vivências aflitivas, talvez provocadas por memórias carregadas de culpa, a maioria descreve extraordinárias experiências de luz e plenitude, sábias reavaliações dos momentos vividos, encontros com seres carregados de compreensão, compaixão, amor e até mesmo bom humor.

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a-cromoterapia-das-velas

Amigos,

Encontrei esse texto, na verdade quase um estudo acadêmico, sobre o poder das cores das velas utilizadas em cromoterapia, por exemplo. O texto é de um autor desconhecido, mas está no site “Fonte de Estudo Religioso“, de nossa amiga Mary para quem quiser visitar. Boa leitura!

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A CROMOTERAPIA DAS VELAS - SIGNIFICADO DAS CORES

Estamos constantemente absorvendo e irradiando luz de todas as cores. Somos receptores e emissores de luz em forma de energia. Podemos usar as velas na cromoterapia associando as vibrações de nossos sentimentos e pensamentos e, assim, transmitindo energia.

As velas podem ser de diversos tamanhos e formatos; já as cores têm significados específicos e podem identificar os pedidos.

Dependendo da natureza do pedido, use a vela de uma determinada cor:

Amarelo: Intelecto, criatividade, unidade, trazendo o poder da concentração e da imaginação para o ritual; feitiços que envolvam confidências, atração, charme, persuasão, aprendizagem, quebrar bloqueios mentais. Em geral para estimular os estudos. Simboliza também a energia solar, ação, inspiração e mudanças súbitas.
Dia da semana Quarta-Feira.

Abre os caminhos. Traz alegria. Dá agilidade ao pensamento. Ótimo para trazer fluídos positivos aos estudantes. Ilumina as pessoas. Desperta os poderes mentais trazendo o poder da concentração e da criatividade. Auxilia telepatia e a comunicação mental. Usada também como auxílio nas doenças mentais.

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temer-a-deus

Estive pensando sobre uma frase que ouço muito: Devemos temer a Deus. Quis entender um pouco melhor essa expressão e passei a me questionar o que exatamente isso significaria. Ter medo de Deus? Por qual motivo?

Quer dizer que Deus, que é só luz e bondade, compreensão e força, criador de tudo e de todos, é vingativo? Quer dizer que se eu não andar corretamente, como determina esta ou aquela religião, Deus irá me castigar? Então eu faço isso, sigo à risca os ensinamentos apenas para ter direito a morar no “paraíso”? E se me desviar do caminho, estou eternamente condenado ao “inferno”?

Bem, vamos raciocinar um pouco melhor. Se estivermos agindo desta maneira, seguindo os ensinamentos, independentemente da religião, teremos nosso lugar garantido ao lado Dele? E onde ficaria o aprendizado de vida? Onde entra a parte de “amar o próximo como a si mesmo”? Onde entra a caridade, a evolução? Para eu ter uma vida eterna mais tranqüila basta eu me privar disso ou daquilo, sem me importar com os outros?

Sentir medo de Deus é algo que eu não consigo entender. Nós temos que amar a Deus. Temos que tentar ser sempre melhores não para ir ao “paraíso”, mas porque esse é o nosso principal papel na vida. Evoluir. Praticar a caridade. Amar as pessoas, independentemente do retorno.

Eu estou aqui pensando: se estivermos fazendo tudo aqui na terra por medo de Deus ou para garantir um lugar melhor no “paraíso”, não estamos praticando a verdadeira caridade. A verdadeira caridade é fazer algo pelo outro sem esperar o retorno. Ao fazer algo pensando que estaremos melhor após a morte, isto não é caridade. O pensamento está apenas no retorno!

Desculpem esse desabafo, não estou julgando as pessoas ou as religiões, mas acho que ter medo da ira de Deus é algo muito questionável…

Que Deus nos ilumine sempre!!!

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