Amigos,
O ArteFolk foi convidado a palestrar na SENDA, um centro espiritualista aqui em São Paulo, mais precisamente na zona norte da cidade e nós nos sentimos muito gratos a isso e cumprimos a essa solicitação felizes. E hoje gostaria de escrever a respeito da experiência, proporcionada através de nosso amigo e irmão Rafael.
Engraçado quando isso acontece. Nós fomos convidados, a Julia e eu, palestrar sobre o início da jornada mediúnica, para um grupo, fundamentalmente, de pessoas que estão a menos de um ano nessa nova vida. O engraçado é que sempre se espera que o palestrante “ensine” alguma coisa a sua assistência mas o que verifiquei é que, na verdade, quem acaba aprendendo somos nós mesmos.
Claro que a experiência é compartilhada, mas quando o convite surgiu, preocupamo-nos em ver a melhor forma de passarmos o pouco que conhecemos para as pessoas. E então fomos obrigados a estruturar nosso pensamento de uma forma didática, e uma forma seqüencial para que o que falássemos não fosse apenas jogado ao acaso. Todo esse “pensar” foi uma escola, pois geralmente conhecemos muitas coisas para nós mesmos, vários fragmentos de pensamentos aleatórios, aplicados a ocasiões ou situações específicas, mas externar isso é outra coisa. Colocar isso em ordem cronológica é outra ainda diferente. E o mais importante para nós quando começamos a pensar nisso, falar sobre nossa experiência deixando bem claro que essa era a NOSSA experiência e que era só uma das verdades possíveis dentro de um mundo inteiro de verdades, foi algo completamente diferente.
Sim, porque não víamos jamais a idéia de entrar em uma casa que já é funcional há muitos anos, que já tem sua assistência freqüente, que já tem os guias e suas linhas de trabalho formadas e consagradas e dizer que o correto é isso ou aquilo. Isso iria contra tudo o que sempre pregamos no AF, contra tudo o que sempre aprendemos e buscamos transmitir. Mas então, como falar? Sobre o que falar?
Nosso irmão deixou a questão livre para nós. Só abriu que o público seria de pessoas iniciantes na jornada, que já aceitaram a entrada nos veios de trabalho da Umbanda. Ele queria que falássemos mais tecnicamente sobre isso. E buscamos falar.
Não sei se obtivemos sucesso, mas vou contar como senti com a experiência.
Olhar aquelas feições ávidas por ouvir o que nós iríamos propor foi fantástico. Cheguei nervoso, claro, sou apenas um “garoto” nessas lides e nenhum grau ou cargo dentro de um terreiro me prepararia para isso. Ensaiamos, a Julia e eu, o que falaríamos, pedimos ajuda a nossos guias amigos, aos guias chefes da própria casa, afinal, era sob o consentimento deles que estaríamos lá, e comecei a falar. E enquanto falava, via que as pessoas absorviam, ou pelo menos ouviam, o que era dito. E por incrível que pareça, apesar de nossa preocupação em sermos mais gerais para não ferirmos procedimentos ou crenças difundidos pela casa, a conversa fluiu muito bem. As perguntas foram pertinentes e espero que tenha conseguido responder algumas delas.
A experiência para nós foi ótima. A Julia e eu ficamos “digerindo” nossas sensações por dias, extasiados pela troca de energias durante a palestra, pela acolhida que nossos irmãos nos deram, pelas amizades que fizemos.
Fique muito feliz. Estou muito feliz ainda, pra ser totalmente sincero. Espero ter mais experiências como essa, e espero ter isso sem recorrer a minha prepotência, transformando essa prática saudável em algo lucrativo. Não é essa a intenção. Fizemos e faremos sempre por amor e por caridade, pois esse é o objetivo do AF, o objetivo do Nino e da Julia também.
Em fim, esse post foi feito só para agradecer nossos irmãos da SENDA pelo convite e dizer o quanto aproveitamos essa nova experiência.
Muito obrigado a todos da SENDA!
Abs.