choro-de-mae

 

Simplesmente uma linda mensagem talvez uma das mais belas que ja li sobre Mãe.

Ele perguntou à sua mãe: “Por que você está chorando?”
“Porque eu sou mãe”, ela respondeu.

“Eu não entendi”, ele disse.
Ela apenas o abraçou e sussurrou: “Você nunca entenderá”.

Mais tarde o menino perguntou ao pai porque as mães parecem chorar sem nenhuma aparente razão.

“Todas as mães choram sem motivo”, foi o que o pai conseguiu responder.
O menino cresceu, tornou-se um homem e ainda tentava entender porque mães volta e meia estão chorando.

Após muitos anos, já em avançada idade, ele deixou o mundo.
Quando sua alma viu-se frente a frente com Deus, logo disse: “Senhor, nunca entendi porque mães choram tão facilmente”.

Deus disse:
“Quando eu criei as mães tinha que ser algo especial.
Eu fiz seus ombros fortes o suficiente para carregar o peso do mundo e, ainda, suficientemente confortáveis para dar apoio.
Eu dei a elas a força para a hora do nascimento dos filhos e para suportar a rejeição que tantas vezes vem deles.
Eu dei a elas a fibra que permite a continuação da luta quando todos à sua volta já desistiram.
Dei-lhes a perseverança em proteger a família por entre doenças e tristezas sem jamais desistir de amar.
Dei-lhes a sensibilidade para amar seus filhos diante de quaisquer circunstâncias, mesmo que eles a tenham magoado profundamente.
Essa mesma sensibilidade as ajuda a silenciar o chorinho dos seus bebês, fazendo com que se acalmem e, quando adolescentes, que compartilhem com ela suas ansiedades e medos.
E, finalmente, dei-lhes a lágrima para derramarem sem nenhuma razão aparente.
É sua única fraqueza.
Por que fiz isso?
Para não diferenciá-las por completo do restante da espécie humana.”

 

Retirado do site: http://www.mensagensepoemas.com.br/dia-das-maes/choro-de-mae.html

 

Blessed Be

2406-salve-sao-joao-batista

Na umbanda, em muitas casas, São João Batista vem na força de Xangô.

João era valoroso pregador, amigo da justiça e da verdade. Operário, é ele o símbolo rude da verdade. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer com Jesus, o santuário de sua realização. Chamado o Batista porque, por ele, o povo era batizado no rio Jordão, confessando os seus pecados.

João Batista e Jesus Nazareno eram primos em segundo grau, porque Maria e Isabel, mães de Jesus e João, eram primas. Diz-se que Jesus e João eram muito amigos e sempre andavam juntos, com pouca diferença de idade (João era mais velho).

João é o precursor, ou seja, o preparador do caminho para Jesus. Aquele que O batizou nas águas do rio Jordão. De extrema força interior, representa Xangô na parte da justiça, da verdade e da disciplina na luta contra as baixas emoções. Na imagem de Xangô com o leão, o leão significa todas as nossas paixões contidas, domadas.

“se um dia joão batista for xangô
que marcou o meu destino até o fim
se um dia minha fé se acabar oh meu senhor
que role essas pedreiras sobre mim”

Também vemos São João Batista, na força de Xangô, como protetor do povo boiadeiro. Isso porque João era considerado “a voz que clama no deserto”. Auqele que ia na frente, abrindo os caminhos pra Jesus. Vestia-se de peles de animais e alimentava-se de mel silvestre e frutas. Usando um cinto largo a volta da cintura e o seu cajado de pastor de ovelhas. Pregava pelo caminho e batizava a todos que pedissem. Por vir na frente, batizando, lidava com as forças brutas, sem lapidação. Por isso a identificação com o povo boiadeiro, pois, assim como João, os boiadeiros lidam com as forças mais brutas, em sua essência, “laçando” aquelas entidades que ainda não conseguem entender o sentido das coisas, que não conseguem nem conversar.

“Acima de deus ninguém pode nada / abaixo de deus eu e a boiada }bis
Sou boiadeiro sou sim senhor / me chama seu moço que eu sou laçador }bis
Meu pai xangô é rei justiceiro / e na sua lei eu sou boiadeio }bis
Eee boi eee minha boiada / minha chama nessa banda na hr sagrada }bis”

bjs

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Ola queridos!!! Hoje é dia de Santo Antônio! Esse santo é querido e conhecido por todo o mundo. Vejam só:

Santo Antônio é conhecido como Santo de Lisboa (Portugal). Por ter nascido nessa cidade portuguesa, e também como o santo de Pádua, por ter morrido em Pádua (Itália). Discípulo de São Francisco, seu pai  espiritual, Antônio também amava a natureza e a solidão. Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes. Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades. Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços. O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais. Grande missionário, popular na Itália e na França; grande conhecedor da Bíblia, o que lhe valeu o título de doutor  evangélico; autor de sermões preservados até os nosso dias; e inspirador do “Pão dos Pobres”, uma das instituições sociais mais eficientes, inclusive na atualidade.

Simpatias:
*Aqueles que têm pressa em arranjar um namorado devem comprar uma pequena imagem do santo. E para agilizar a conquista do pedido, fazer dois procedimentos: tirar o Menino Jesus do colo do religioso, dizendo que só devolverá quando conseguir um namorado, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.
*Para a pessoa saber se o futuro companheiro será jovem ou mais velho, é preciso arranjar um ramo de pimenteira. De olhos fechados, ela deve pegar uma das pimenteiras. Se a escolhida for verde, ele será jovem. Caso contrário, o casamento acontecerá com alguém de idade avançada.
*Para descobrir se falta muitos anos para a grande data, na véspera do dia 13 de junho, à meia-noite, amarre uma aliança – que pode ser de qualquer parente – numa linha ou num fio. Coloque um copo sobre a mesa e segure o fio de modo que a aliança esteja dentro do copo. Pergunte, então, quantos anos faltam para o casório. O número de batidas informa quantos anos ainda restam para o Dia D.

Oração de Santo Antonio
Ó grande e bem-amado Santo Antônio de Pádua! Vosso amor a Deus e ao próximo, vosso exemplo de vida  cristã, fizeram de vós um dos maiores Santos da Igreja. Eu vos suplico tomar sob a vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos, e toda a minha vida. Estou persuadido de que nenhum mal poderá atingir-me, enquanto estiver sob vossa proteção. Protegei-me e defendei-me: sou um pobre pecador. Recomendai minhas necessidades e apresentai-vos como meu medianeiro a Jesus; a quem tanto amais. Por vosso mérito, Ele aumente minha fé e caridade, console-me nos  sofrimentos, livre-me de todo mal e não me deixe sucumbir na tentação.
Ó Deus poderoso, livrai-me de todo o perigo do corpo e da alma. Auxiliado continuamente por vós, possa viver cristãmente e santamente  morrer. Amém.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_P%C3%A3o_dos_Pobres
http://www.rosamarc.com.br/santonio/inicial.htm

experiencia-de-quase-morte

Passar por estágios semelhantes ao desencarne permite às pessoas terem uma nova perspectiva de vida, reformando intimamente muitos de seus conceitos.

- Marco Túlio Michalick -

O que acontece quando morremos? Ao termos uma Experiência de Quase-Morte (EQM), qual é o sentimento que vivemos neste instante?

No livro Vida Depois da Vida, o dr. Raymond Moody Jr. descreve as experiências de 150 pessoas que viveram o fenômeno de quase-morte. Ele tem pesquisado este assunto há vários anos e seus estudos recaíram sobre três categorias distintas: a experiência de pessoas que foram ressuscitadas depois de terem sido julgadas, consideradas ou declaradas mortas por seus médicos; a experiência de pessoas que, durante acidentes, doenças ou ferimentos graves, estiveram muito próximas da morte física; a experiência de pessoas que a contaram para outras que estavam presentes enquanto morriam.

O dr. Moody considera mais dramática a primeira categoria, na qual realmente ocorreu o desencarne clínico, já que o paciente teve um contato direto com a morte. Em suas pesquisas, pôde notar que as pessoas que estiveram “mortas” por um tempo mais longo puderam contar sua experiência com riqueza de detalhes, além de a terem vivido por completo, ou seja, passado por vários estágios da EQM.

Nos primeiros passos dessa experiência, muita gente descreve sentimentos de paz muito agradáveis. Outro dado importante é que quem teve uma EQM não sai falando para todo mundo o que aconteceu. Normalmente, a pessoa faz um comentário para algum parente ou amigo, porém, ao ser reprimida por seu interlocutor e com medo de ser vista pela sociedade como uma desequilibrada, prefere o silêncio, não tocando mais no assunto. No entanto, essa pessoa jamais esquece cada detalhe do que ocorreu, a experiência fica viva em sua mente como um filme que assistiu há poucos minutos.

Túnel e seres de luz

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nossos-animais-nossos-irmaos

Olá queridos!!! Esse texto é de chorar, mas só assim pra aprendermos a dar valor à vida.
Amo vcs

“Sabe, Senhor, ainda não entendi. Viemos à praça, pensei ser um passeio. Estranhei, ele não tinha esse hábito, mas fui feliz. Lá chegando, me deu as costas, entrou no carro e nem disse adeus. Olhei para os lados, nem sabia o que fazer.
Ainda tentei seguí-lo, quase fui atropelado.
Que teria eu feito de tão mal? À noite, quando ele chegava, abanava o rabo, feliz, mesmo que ele nunca viesse ao quintal me ver. Às vezes eu latia, mas tinha estranhos no porão, não podia deixá-los entrar sem avisar meu dono. Quem sabe foi minha dona que mandou, devia estar lhe dando trabalho. Mas não as crianças, elas me adoravam. Como sinto saudades! Puxavam a minha cauda, às vezes. Eu ficava uma fera, mas logo éramos amigos novamente. Creio que elas nem sabem, devem ter dito que fugi.
Estou faminto. Só bebo água suja, meus pêlos caíram quase todos. Nossa!!!! Como estou magro! Sabe, Pai, aqui nesse canto que arrumei para passar a noite faz muito frio, o chão está molhado. Creio que hoje vou me encontrar contigo. Aí no céu meu sofrimento vai terminar. Mesmo em espírito vou ter permissão para ver as crianças.
Peço-vos, então, não mais por mim, mas pelos meus irmãozinhos. Mande-lhes pessoas que tenham compaixão deles. Como eu, sozinhos não viverão mais do que alguns meses na Terra do Homem. Amenize-lhes o frio, igual ao que agora sinto, com o calor dos atos de pessoas abençoadas. Diminui-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Mata-lhes a sede, com água pura de seus ensinamentos transmitidos pelo homem.

Elimine a dor das doenças, extirpado a ignorância da terra. Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, em laboratórios e tudo mais, tirando das mãos humanas o gosto de sangue. Ampare as cachorrinhas prenhas que verão suas crias morrerem de fome, frio e pestes, sem nada poderem fazer. Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados, pois entre todos os males o que mais doeu foi esse.
Recebe, Pai, nesta noite gélida, a minha alma, pois não será mais meu o sofrimento, mas dos que ficarem, e por eles vos peço.”
http://www.veludo.net/textos-caninos/prece/prece-do-c-o-abandonado.html

* * *
Pensemos, olhando nossos animais de estimação, como os estamos tratando. São seres vivos: têm fome, sede. Sentem cansaço, calor, frio. Sobretudo precisam de afeto, de atenção. Os animais estão sob a guarda e proteção dos homens. Assim dispôs a Lei Divina: que servissem ao homem e o homem, de sua vez, os protegesse e amparasse. Não percamos de vista este dever para com nossos irmãos inferiores, os animais.

Redação do Momento Espírita em 20.05.2008
www.momento.com.br

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O Céu está claro e a noite estrelada se descortina revelando a lua, cheia e brilhante. O mar reflete a doce forma ondulada do astro mãe que parece uma grande pérola na imensidão do Céu.
O marujo, do alto de seu mastro, olha a Lua e se embriaga com seus raios de prata e no convés, o capitão olha sobre seu leme e vê a Terra se aproximar.
Ao longe, o som dos atabaques repinicando faz ouvir a marujada que vem chegando. No Terreiro, a voz da preta-velha comanda: – ” Ah, mano”!

Mano meu, Mano meu / Aonde estás que não me responde
Mano meu, Mano meu / Aonde estás que não me responde
Ah, Mano meu / Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu / Eu só sei fazer o bem
Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.

Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos. Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.  Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus, os quais, também podem trabalhar nessa linha. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre os marinheiros e os Exus na hora da gira, pois os Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível. Continuar lendo »

Experimente hoje… Agradecer a Deus os benefícios da vida e valorizar os recursos do próprio corpo. Trabalhar e servir além do próprio dever, quanto lhe seja possível. Observar, ainda mesmo por instantes, a beleza da paisagem que lhe emoldura a presença. Nada reclamar.
Experimente hoje… Comentar unicamente os assuntos edificantes.
Refletir nas qualidades nobres de alguma pessoa com a qual os seus sentimentos ainda não se afinem. Falar sem azedume e sem agressividade na voz.
Experimente hoje… Ler algum trecho construtivo. Praticar, pelo menos, uma boa ação, sem contar isso a pessoa alguma. Cultivar tolerância para com a liberdade dos outros sem atrapalhar a ninguém.
Atendamos diariamente a semelhante receita de atitude e, em breve tempo, realizaremos a conquista da paz.
(André Luiz / Chico Xavier)

Ola queridos! Recebi esse texto pela internet enviado por nossa leitora, e querida irmã, Valéria. Segue:

A MEDICINA E O ESPIRITISMO
José Carlos Pereira Jotz (josejotz@yahoo.com.br)
Porto Alegre – 2007

O que é saúde e o que é doença à luz da doutrina espírita?
Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo. O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência. O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita. 
Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.
Se uma função falha, ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença.
A doença é a perda relativa da harmonia. Esta perturbação da harmonia acontece em nível consciente, que é a parte espiritual do ser, enquanto o corpo é a forma de apresentação desta desarmonia. O nosso “não consciente” envia mensagens ao nosso “consciente”, sob a forma de tensões ou sofrimentos físicos e emocionais. Procurando “silenciar” esta tentativa de comunicação, utilizamos medicamentos para acabar com os sintomas, sem perceber o que gerou os mesmos.
Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber onde está a causa inicial?
•Médicos – porque têm o papel de orientar. Se não souberem a causa, irão tratar apenas a conseqüência.
•Pacientes – porque são os principais interessados e responsáveis por sua Continuar lendo »

fundamentos-da-pemba-%e2%80%93-cruzamento-do-terreiro

A Umbanda tem por hábito constante firmar as suas tronqueiras, porteiras e giras.

Os rituais para a segurança do terreiro se operam em diferentes formas e sempre com a finalidade de se ver a gira transcorrendo formosa e em plena ordem, e aqui discorro sobre uma destas formas de proteção que é o Encruzamento do Terreiro de Umbanda.

Ressalvo que este é o meu humilde entendimento baseado nos ensinamentos por mim aprendidos nestes vastos anos que sou adepto do culto, não pretendo escrever aqui verdades absolutas, eis que a mim só cabe difundir e hastear a bandeira da Umbanda e seus fundamentos rituais.

Inicialmente cabe o preparo da pemba para Encruzar Terreiro, sendo certo que devem os pais no santo, preferencialmente no período de final de ano, preparar o referido pó de pemba (atim) destinando o mesmo tão e somente para a este fim.

A imantação do Terreiro com este pó tem por objetivo propiciar emanações energéticas de proteção contra obsessores e zombeteiros que porventura venham a interferir ou prejudicar o bom andamento dos trabalhos espirituais realizados naquela Casa, bem como, ao se encruzar podemos notar a irradiação positiva fluindo nos quatro cantos do ambiente preparado.

Qual de nós nunca viu uma entidade virar-se para determinado canto do Terreiro e irradiar com as mãos energias? Isso ocorre porque a Entidade está se reestruturando, captando estas energias positivas ali imantadas. Outro fundamento importante é que cada canto do terreiro representa uma força elemental, terra, fogo, ar e água, sendo certo que a ordem será comentada em texto propício, bem como os demais fundamentos que permeiam estes pólos energéticos.

Descreverei aqui este processo de imantação do pó da pemba que se resume em com o congá firmado, ralar-se a pemba com ambas as mãos atraindo as vibrações da linha de Oxalá, Xango, Ogum, Oxossi, Ibeji, Almas e Senhoras, acrescente ao pó de pemba , um pouco de sal e a mesma quantidade de açúcar cristal, deve-se fazer a mistura com ambas mãos em uma bacia branca ou tigela da mesma cor.

Note que ao final da mistura dos três pós brancos, teremos que cobrir este recipiente com murim branco e deixar descansando por ao menos sete horas, e para isso cabe-se colocar ao redor do recipiente três velas brancas com três copos de água, observe que formar-se-á um triângulo de velas e copos de água. Os copos de água ficam na frente da vela. Aguarde o término da queima das velas, as mesmas devem queimar por completo, despache em aguá corrente as águas contidas nos copos e os restos da parafina das velas devem ser colocadas em um jardim.

Recolha e guarde este pó que foi devidamente imantado um saquinho branco de linha, e sempre ao abrir da gira após a defumação utilize-o, assoprando o pó nos quatro cantos e no centro do Terreiro, sendo importante esclarecer que o Pai no Santo é a pessoa indicada para tal firmeza, eis que o mesmo é dotado dos fundamentos, rezas e demais conhecimentos para prover o axé que se espera.

Evidentemente, ao findar o ano não mais haverá a necessidade de guardar tal pó, deve-se renovar anualmente o mesmo, eis que o orixá de regência do ano é diferente no ano que se iniciará, desfaça-se do pó de encruzamento entregando-o nas calungas ou na encruzilhada de quatro lados.

No tocante ao fundamento, vale lembrar que a quantidade de sal e açúcar será a medida da pitada da mão esquerda do Pai no Santo, na quantidade da numerologia do orixá que regerá o ano.

Álan Madureira

Presidente da CCCJ

o-bom-combate

Olá queridos!
Na correria do dia a dia acabamos esquecendo do que nos impulsiona pela vida: nossos sonhos. Sonho de formar uma família, de ter sucesso profissional, de ter paz, enfim, todos esses desejos nos fazem querer viver. Mas chega uma hora em que acabamos tendo que viver apenas para levar comida pra casa… é triste mas é verdade. E quem não sonha não sente aquela chama no peito, aquelas borboletas no estômago, e acaba perdendo a vontade de viver intensamente, aproveitando cada minuto com a família, com os amigos, com o animal de estimação, reclamando menos, tentando ver o lado bom das coisas… Quem deixa de sonhar não passa pela vida, simplesmente a vê passar e só se dá conta disso quando já é tarde.
Sei que é difícil pois temos tantas coisas com que nos preocupar, tantas contas pra pagar, problemas a resolver, mas peço que tentem, apenas uma vez, sonhar com algo e tentar alcançar esse sonho, mesmo que ele lhe pareça inalcançável. O que vale é aproveitar o caminho escolhido para alcançar nossos sonhos, essa é a diversão, e é nesse caminho que vamos aprender nossas lições.
Pensem nisso.
Julia G.

“O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor – na juventude – nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate.
O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo (…) As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.
O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida (…) Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.
Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. (…) Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.”

(trecho de O Diário de um Mago – Paulo Coelho)

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