O Povo do Oriente

O Povo do Oriente

O Povo do Oriente, ou também Povo da Cura, é formado por Mestres que trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. Na nossa casa, especificamente, trabalham com a cura através de técnicas orientais.

São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual, extremamente objetivos e exigem uma conduta séria e muito estudo por parte do médium com o qual trabalham.

Trabalham com nosso raciocínio, fazendo o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada à cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Na Umbanda a linha do Oriente é regida por Pai Oxalá e Pai Xango, sendo que as entidades dessa linha podem trabalhar na irradiação de qualquer outro orixá, assim como as outras falanges da Umbanda. Essa linha é chefiada por São João Batista.

A saudação para o Povo do Oriente é “Salve o Povo do Oriente” ou “Salve o Povo da Cura”

Alguns pontos dessa linha:

Ori Ori Ori Oriente, força de Zambi chegou }bis
Lá no oriente uma luz brilhou, e no terreiro tudo iluminou }bis
***
São João Batista vem minha gente, vem chegando de Aruanda }bis
Salve o povo cor de rosa, salve os filhos de umbanda }bis
São João Batista vem minha gente, vem chegando de Aruanda }bis
Salve a fé e a caridade, salve o povo de Umbanda }bis 
 
 
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Em minhas pesquisas consegui, ao longo da minha jornada, identificar dois tipos básicos de informações sobre a linha do oriente. A primeira diz que esta linha é muito próxima, senão a mesma, que a linha dos ciganos da Umbanda. Costuma-se comparar os ciganos com o povo cigano encarnado, então, como para fins de estudo o povo cigano advém da parte oriental do globo, assumiu-se que o povo do oriente faz parte desta linha sendo, ao contrário dos primeiros, característicos de espíritos cuja última encarnação se deu de forma sedentária (os ciganos são nômades por excelência, o povo do oriente seria composto por aqueles que moravam em cidades estabelecidas, como o povo egípcio, hindu, chinês).
Neste caso, a linha do oriente se funde a tal ponto com a linha dos ciganos que se torna praticamente impossível a distinção, costumando-se substituir o nome “povo cigano” pelo “povo do oriente”.
A segunda versão trata de uma forma completamente diferente e esta é a que eu, ao longo do tempo, fui observando com maior interesses:
Nesta versão, “Oriente” não se trata de um ponto geográfico do mapa, mas sim de um lugar específico, uma espécie de escola. Nela se juntam espíritos interessados em estudar formas de interação mais mágicas, levando muito mais a sério conhecimentos como astrologia, hermetismo, formas de interações energéticas e afins. Esta escola não está aberta unicamente a espíritos orientais, aceitando qualquer um cuja caminhada se afine a esse propósito. Ramatis, por exemplo, faria parte desta escola. Ao longo do tempo, pude encontrar alguns outros relatos sobre essa escola, cujo nome correto seria “Escola do Grande Oriente Místico”, justamente como forma de dissociação ao “povo do oriente” da primeira versão.
Os espíritos que adentram a essa escola acabam se especializando na forma de tratativa mais firme com o uso e a manipulação de energias, uma versão mais avançada, se posso chamar assim, de teorias como a do Reiki, Johrei, Ioga, acupuntura e afins. Mas também não eles não param por aí: O estudo da filosofia do fogo, conhecida popularmente como alquimia mística, também encontra campo nesta escola, assim como o estudo das energias elementais (fogo, terra, ar, água e éter) e o estudo da magia ritualística, onde a Umbanda se encontraria. Vale deixar claro que esta escola existia antes da Umbanda e existirá independentemente dela, dando origem a várias outras correntes de pensamento que levam a magia a sério.
Com o passar dos anos e a necessidade crescente do estudo teórico e da inserção de novas filosofias na Umbanda, tal linha começou a deixar “vazar” algumas coisas, colocando alguns mestres salpicados pelos terreiros mundo a fora. Esses mestres trabalham de forma díspar, como não poderia deixar de ser, mas sempre trazem muito forte para o terreiro a necessidade do estudo teórico para a posterior aplicação prática, sem levar em conta as barreiras que a religião, seja qual for, impõe. Daí vem a dificuldade que algumas pessoas tem em aplicar os conhecimentos adquiridos através deles em seus trabalhos diários.
Outras duas características que percebi muito presentes nestes espíritos são a rigorosidade com que trabalham e a forma de aprendizado que utilizam.
São rigorosos porque raramente um centro recebe a oportunidade de fazer parte de tal Escola, tendo a necessidade de preencher uma série de requisitos para tal, como a evolução constante do grupo, a ética com que o trabalho ocorre e a seriedade com que os estudos são levados. Agora, a forma do aprendizado é a mais interessante característica.
Raramente os mestres do Oriente tomam parte no caminho de estudo do aprendiz. Geralmente, eles lançam em alguns momentos pequenos “imputs”, com o único propósito de fazer com que seu aprendiz vá atrás das informações por si só, mais tarde, colaborando com a lapidação do conhecimento. Isso quer dizer que as informações nunca vêm prontas de cima para baixo, eles deixam a busca por informações mais livre e, depois, só vão dizendo o que deve ser repensado e o que pode ser aproveitado.
Mas eles trabalham somente desta forma? Com o aprendizado?
Não, mas essa é maior e mais efetiva forma. Eles também são muito ligados ao trabalho de cura, utilizando o conhecimento adquirido para isso.
Outra característica marcante, dentre os trabalhos que já presenciei:
Raramente eles trabalham incorporados como acontece com os guias de Umbanda. Na grande maioria das vezes, eles estão presentes intuindo seus médiuns no que fazer, corrigindo essa ou aquela postura ou sugerindo essa ou aquela forma. Muitas vezes eles é que dizem onde a energia tem que bombardear no corpo do assistente, deixando par o médium a tarefa primeira de diagnóstico. Como em um hospital escola agiria o professor.
Novamente, antes de terminar, essa segunda versão é uma visão pessoal, levando em conta o que vejo, o que me foi passado pelos guias que trabalham junto a essa Escola e algumas coisas que li (como a apostila do grupo GETER, do sul do país, por exemplo). Como tenho visto esta teoria ecoar em várias partes do país (não, não sou o único que vislumbra desta forma), acredito que ela faça total sentido, mas deixo a vocês as conclusões necessárias.
Por Nino Denani
 

8 thoughts on “O Povo do Oriente

    1. lilidhia

      oi elisangela!

      pra ser bem sincera, não sei se existe uma “casa da vó maria rosa” em cuiabá. há muitos centros com o nome das mesmas entidades, mas que não tem nenhuma ligação.
      nossa casa, por exemplo, não tem filiais, então a nossa “casa da vó maria rosa” só em são paulo mesmo.

      beijão!

       
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  1. shirley

    Boa tarde, Moro na vila Maria e procuro um centro com um horario acessivel, os que acho terminam muito tarde. Os horarios, mesmo para os exus, é a tarde mesmo? Qualquer pessoa pode entrar?

    Obrigada

    Shirley

     
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    1. lilidhia

      ola shirley!
      sim, os horários mesmo para exus são os mesmos e qualquer pessoa que queira ser atendida pode entrar.

      esse sábado 28/04, excepcionalmente, não haverá gira, mas dia 05 temos gira de exu.

      abraços!

       
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  2. Suzy

    Olá
    Achei muito interessante a filosofia de voces, e gostaria muito de conhecer a casa.
    Como trabalho de sábado gostaria de saber até que horário consigo retirar ficha para a consulta.
    No próximo sábado que é gira em homenagem aos ciganos, terá consulta?
    Desde já muito Obrigada!

     
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    1. Casa da Vó

      oi suzy!
      vc consegue ser atendida chegando até 16:30.
      sim, esse sábado é homenagem aos ciganos, tem consulta normal com os ciganos.

      dá uma olhada na página “como chegar” pra ver os ônibus que passam perto da Casa da Vó.

      bjs

       
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  3. Daniele

    Bom dia Tudo bem ?

    Sou frequentadora do centro espirita perseverança(Allan Kardec) a 10 anos. Porem sinto hoje uma necessidade de crescimento espiritual, sei que tenho mediunidade e que tenho como missão desenvolver esse dom que foi dado por deus. Estou em busca da minha nova casa,e gostaria de saber como funciona o trabalho de desenvolvimento dos filhos Novos.
    Me emocionei muito com a historia da casa,linda, levar o amor adiante é preciso mas que perseverança..

     
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    1. Casa da Vó

      bom dia daniele!
      é, nossa história é de perseverança mesmo rs mas é tão gratificante que a gente acaba esquecendo os problemas, graças a deus!

      bom nosso desenvolvimento é baseado em muito estudo, começando por kardec, passando pela filosofia oriental e depois na umbanda propriamente dita. basicamente, leva-se uns 2 ou 3 anos até o neófito chegar ao grau de passista, que é quando ele pode atender alguém em nossa Casa. a partir daí ele continua no que chamamos “estudos secretos”, que envolve bioenergia, toque quântico, etc, e vai se desenvolvendo conforme se doa, quanto mais ele estuda mais rápido vai pro próximo passo.

      muito obrigada pelo carinho e vem tomar um café com a gente!

      axé!

       
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