Casa da Vó – Regras Gerais

Casa da Vó – Regras Gerais

O bem gera o bem. O mal gera o mal.

A Umbanda é universal e respeita as limitações individuais, sociais e culturais, pois como pais compreensivos, os guias entendem as condições de seus filhos e como tal, falam a eles da maneira que possam entender. Ninguém que ache que só sua maneira de fazer as coisas é a única correta pode se dizer umbandista, pois falta, sobre tudo, com a humildade de perceber que não é detentor de todo o conhecimento universal. Falta também com a caridade de compreender seu próximo com suas limitações e condições evolutivas.
A Umbanda agrega, não segrega.

Os Orixás são, em essência, manifestações puras de energias naturais, não homens mortos ou deuses (do grego, homem morto) embora algumas pessoas ícones possam ter sido influenciadas por tais energias. Oxalá não é Jesus, embora Jesus tenha sido influenciado por sua força, assim como um filho pode ter Oxalá na coroa e não há mal nenhum em explicitar o sincretismo, desde que isso seja consciente. As energias variam em seus nomes. Ogum, por exemplo pode ser a energia terrena, ígnea, eólica ou marinha, não faz diferença, desde que se respeite a conduta moral individual e as normas da casa, normas essas que devem ser levadas como formas organizacionais, não verdades absolutas.
Respeite o próximo em sua compreensão.

Guias são pessoas como eu e você, pessoas que encarnaram, desencarnaram, amaram, sofreram, choraram, sorriram e aprenderam com tudo isso tendo, portanto, sua própria linha evolutiva e histórias de vida. Isso inclui os guias à esquerda. Os espíritos se reúnem em “falanges” por afinidade energética e assumem o nome de tal falange como identificação, pois no mundo espiritual os nomes não são importantes como aqui e, para evitar preconceitos ou ideias erradas, abandonar o nome carnal é a melhor solução. Logo, não adianta procurar a história do guia que trabalha com você ou que você goste pois, mesmo que encontre, essa pode não ser a verdadeira história da vida dele.
Respeite a individualidade dos amigos espirituais.

Os Exus e Pomba Giras são guias como os outros que escolheram, por afinidade e caridade, trabalhar em esferas mais baixas da criação. Suas roupagens fluídicas são escolhidas de modo a ajudarem a esconder sua luz própria para não ferir os espíritos presos a essas camadas mais tenebrosas da realidade. Afinal, no inferno, seja um demônio (Pomba Gira Cigana Rainha da Noite). Não é qualquer espírito desencarnado que pode assumir essa tarefa e não é qualquer espírito confuso que chega em um terreiro que se tornará um Exu ou Pomba Gira. Mas se você assim pensar se afinará com espíritos que agirão dessa forma, influenciando seu mental e trabalhando da maneira que lhes convier.
Respeite os Exus e Pomba Giras como irmãos que aceitaram a mais difícil de todas as missões.

Pomba Giras não são e nem foram, necessariamente, prostitutas, dançarinas de Cabaré ou coisas do gênero. Na esfera onde elas se encontram o encanto é sua maior arma e elas fazem uso disso sem serem promíscuas. As atitudes baixas de médiuns incorporados tem muito mais a ver com seu próprio mental do que com a incorporação do guia em si. Se pensar que Pombas Giras são mulheres promíscuas, se afinará a espíritos que se dirão Pombas Giras e assim se mostrarão a você.  Outra coisa: Pombas Giras não atuam contra as leis divinas de livre arbítrio, pois entendem que isso acarretará em karmas pesadíssimos.
Respeite ao lugar sagrado: Não dê vazão a suas fantasias durante a gira.

O que acontece em sua vida nem sempre é culpa do guia espiritual, na verdade raramente é. Os guias são só amor, então eles não aplicariam castigos atrozes. Mas se assim você acredita, se afinará com espíritos que assim agem. E mesmo que haja o castigo, a culpa é sua por dar motivos para isso, então seja humilde e assuma as conseqüências de seus atos.
Sua vida é responsabilidade sua. Assuma-a.

Assessórios não são essenciais para uma gira, embora seu uso não seja proibido. Alguns guias sugerem a utilização de cocares, por exemplo, para que o médium abra seu campo mediúnico mais facilmente, por sugestão. O uso excessivo, no entanto, deve ser desencorajado, pois pode caracterizar muito mais a vaidade exacerbada do médium do que uma necessidade do guia trabalhador. O mesmo se aplica aos colares de contas (guias, voltas ou brajás) que são um assunto ainda mais sério por serem objetos mágicos preparados para absorverem ou repelirem energias e vibrações. O uso de muitos colares indica força e proteção, mas também indica que o médium tem que pensar menos em si próprio. Dar assistência aos outros e trabalhar pelos outros é o mínimo que os guias esperam de quem usa muitas voltas de colar.
O terreiro não é um teatro, respeite os objetos rituais.

A umbanda não faz diferença entre crenças ou religiões. Se uma pessoa segue Jesus, tudo bem. Se segue Buda, tudo bem. Se segue Zambi, tudo bem. O umbandista entende os exemplos como exemplos e não é extremista a ponto de renegá-los só porque são líderes espirituais de outras seitas ou doutrinas. Adicionar elementos dessas outras doutrinas também é válido, pois o umbandista entende que todos procuram a evolução e líderes são necessários para isso. Fechar os olhos para outros conhecimentos é prepotência e é uma forma de estacionamento evolutivo.
Tudo evolui de diferentes formas, inclusive a Umbanda.

A umbanda não é uma doutrina africana. Nem brasileira. É universal. Ela utiliza-se do título “Orixá” assim como utiliza ervas e conhecimentos pagés (nativos brasileiros), de manipulação energética (conhecimento de vários povos orientais), conhecimentos astrais (civilizações antigas da Europa e América Central) e outros conhecimentos agregados. Para os espíritos não existem fronteiras geográficas e nem povos melhores ou piores. Afinal, que diferença faria para a caridade saber a origem da Umbanda?
O umbandista combate o orgulho e o inútil.

O umbandista deve sempre procurar evoluir e o caminho mais certo para isso é a sinceridade e a humildade. Olhar para si com olhos críticos e honestos, avaliar sua conduta e assumir, se necessário, que é hora de mudar faz parte do dia-a-dia do médium umbandista. O estudo para o suprimento de suas faltas também. Assumir que se é indelicado por ser “filho de Ogum” e não fazer nada para mudar é impensável como conduta pessoal.
A evolução também acontece nas pequenas coisas do dia-a-dia.

Essa crítica também deve se estender ao terreiro (centro, tenda…) que frequenta: Se você não se sente bem, não reclame: resolva. Busque descobrir o que te incomoda, converse com os líderes materiais da casa (zeladores, pais-pequenos, dirigente) estude, aprenda. Se ainda assim não resolver, então mude de casa. Mas lembre-se que não existem lugares perfeitos, pois são feitos por pessoas e pessoas são imperfeitas. A vida em sociedade também faz parte do aprendizado individual.
Ninguém além de você sabe o que é melhor para você.

Seu corpo é propriedade sua e de mais ninguém. Cuide dele, pois ele é seu único veículo nessa terra. Para os guias se apresentarem não são necessários shows de malabarismos, danças ou contorcionismos. Entendemos que às vezes a vontade existe e é saudável sua externação, desde que haja limites e respeite seus próximos, evitando colisões, safanões, pisões e coisas do gênero.
Respeite-se e respeite o próximo.

A Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente não faz:

– entregas em vias públicas
– matança de animais
– adivinhações
– amarrações
– qualquer trabalho que interfira no livre arbítrio de qualquer ser vivo

Estamos situados à Rua Curuçá, 485 Sobreloja, Vila Maria, São Paulo.

Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente 

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