
Semana passada, fui com minha esposa ao hospital acompanhar uma tia dela que não estava se sentindo bem.
Como o atendimento demorou bastante (de 22:00 as 05:00), tive muito tempo para refletir sobre várias coisas. E uma delas foi sobre este tema: AJUDA!
Quem já não ouviu frases do tipo:
“não é problema seu!”
“ fulano não se ajuda e por isso não merece ajuda!”
“fulano tem familia e é ela que é responsável em ajuda-lo!”
e outras frases mil, que me levaram a fazer a seguinte pergunta:
Quem pode dimensionar quem é merecedor ou não de ajuda?
Ora, como sempre digo aqui, cada ser é único e cada um tem sua verdade e seu jeito de ver a vida. Longe de mim ditar as regras para cada um de vocês. Então, vou colocar aqui o meu ponto de vista.
Eu ajudo sim. Independente de a pessoa ser merecedora ou não (como eu disse, quem sou eu para julgar quem merece ou não), eu ajudo. Sempre ajudei e, se me for permitido, sempre ajudarei.
Não sou um homem de posses, mas sou um homem de boa vontade. E eu tenho prazer em fazer isto. Ajudar a quem precisa me faz bem.
E não é demagogia. Meus amigos e as pessoas próximas a mim sabem disso. Sabem que podem contar comigo a qualquer hora e em qualquer lugar. Faço das tripas, coração. Me divido por 10 e me multiplico por 100 para poder ajudar a quem me procura.
E isso pra mim é o que basta: A pessoa me procurar.
Ora, aos que acham que eu estou errado, aqui vai a minha resposta: Se a pessoa vem a mim pedindo ajuda, é porque ela precisa. E que ser humano melhor eu seria se negasse ajuda a quem vem em busca de auxilio?
Há também os que dizem que quando ajudamos alguém, tiramos desta pessoa a chance de achar seu próprio caminho.
Bem, como eu disse, cada um tem o seu modo de ver a vida.
E quando trazemos este tema para as nossas casas de trabalho?
Já pensou se começarmos a separar os consulentes entre os que merecem as nossa ajuda e os que não a merecem?
Aquele consulente que está toda a semana, quinzena ou todo mês em nossa casa buscando ajuda, mas que continua cometendo os mesmos erros, deverá ser impedido de entrar, pois estaria tomando o lugar de quem precisa?
Aquele consulente que já ouviu do guia o caminho que deve seguir, mas que continua buscando a resposta a seu problema, quem sabe, querendo ouvir uma resposta diferente, não poderia ser atendido pois não está aceitando o que o guia disse?
Eu não concordo com isto. Não somos nós que devemos tomar estas decisões. Devemos sim, estar sempre prontos para prestar a ajuda e a caridade a qualquer um que nos procure.
Não importa se é uma pessoa de muita fé, ou de pouca fé;
Se é uma pessoa preparada para receber a ajuda ou não;
O que importa é que estaremos ali, prontos.
Espero que eu não me torne nunca uma pessoa que tem o “NÃO” como parte de minha vida. Não agora, não nessa momento e espero que nunca aconteça.
Paz e luz !
