Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira, 41 anos, casado, é Goianiense de berço e Paulistano por adoção. Umbandista, ingressou na religião através da Tenda de Umbanda e Orações Caboclo Ventania, quando foi convidado a participar dos trabalhos desta casa, permanecendo até o ano de 2.008, quando do falecimento de seu Babá. Desde o começo se sentiu atraído pela Curimba, sendo convidado a fazer parte da mesma, onde foi treinado pelo Ogã da casa. Posteriormente se formou Curimbeiro por uma Escola de Curimba de São Paulo.

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Semana passada, fui com minha esposa ao hospital acompanhar uma tia dela que não estava se sentindo bem.

Como o atendimento demorou bastante (de 22:00 as 05:00), tive muito tempo para refletir sobre várias coisas. E uma delas foi sobre este tema: AJUDA!

Quem já não ouviu frases do tipo:

“não é problema seu!”

“ fulano não se ajuda e por isso não merece ajuda!”

“fulano tem familia e é ela que é responsável em ajuda-lo!”

e outras frases mil, que me levaram a fazer a seguinte pergunta:

Quem pode dimensionar quem é merecedor ou não de ajuda?

Ora, como sempre digo aqui, cada ser é único e cada um tem sua verdade e seu jeito de ver a vida. Longe de mim ditar as regras para cada um de vocês. Então, vou colocar aqui o meu ponto de vista.

Eu ajudo sim. Independente de a pessoa ser merecedora ou não (como eu disse, quem sou eu para julgar quem merece ou não), eu ajudo. Sempre ajudei e, se me for permitido, sempre ajudarei.

Não sou um homem de posses, mas sou um homem de boa vontade. E eu tenho prazer em fazer isto. Ajudar a quem precisa me faz bem.

E não é demagogia. Meus amigos e as pessoas próximas a mim sabem disso. Sabem que podem contar comigo a qualquer hora e em qualquer lugar. Faço das tripas, coração. Me divido por 10 e me multiplico por 100 para poder ajudar a quem me procura.

E isso pra mim é o que basta: A pessoa me procurar.

Ora, aos que acham que eu estou errado, aqui vai a minha resposta: Se a pessoa vem a mim pedindo ajuda, é porque ela precisa. E que ser humano melhor eu seria se negasse ajuda a quem vem em busca de auxilio?

Há também os que dizem que quando ajudamos alguém, tiramos desta pessoa a chance de achar seu próprio caminho.

Bem, como eu disse, cada um tem o seu modo de ver a vida.

 

E quando trazemos este tema para as nossas casas de trabalho?

Já pensou se começarmos a separar os consulentes entre os que merecem as nossa ajuda e os que não a merecem?

Aquele consulente que está toda a semana, quinzena ou todo mês em nossa casa buscando ajuda, mas que continua cometendo os mesmos erros, deverá ser impedido de entrar, pois estaria tomando o lugar de quem precisa?

Aquele consulente que já ouviu do guia o caminho que deve seguir, mas que continua buscando a resposta a seu problema, quem sabe, querendo ouvir uma resposta diferente, não poderia ser atendido pois não está aceitando o que o guia disse?

Eu não concordo com isto. Não somos nós que devemos tomar estas decisões. Devemos sim, estar sempre prontos para prestar a ajuda e a caridade a qualquer um que nos procure.

Não importa se é uma pessoa de muita fé, ou de pouca fé;

Se é uma pessoa preparada para receber a ajuda ou não;

O que importa é que estaremos ali, prontos.

Espero que eu não me torne nunca uma pessoa que tem o “NÃO” como parte de minha vida. Não agora, não nessa momento e espero que nunca aconteça.

 

 

Paz e luz !

 

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Ser médium é ter para si responsabilidade perante Deus e a própria consciência, uma vez que é será intérprete do pensamento das esferas espirituais. A ligação entre o Céu e a Terra.

Acho que o “ser médium” é a coisa mais importante para o ser humano. É dessa mediunidade ou através dela que o indivíduo consegue se tornar um ser melhor, através de suas lutas, que sabemos serem muitas e também pela superação que a mediunidade exige.

O desenvolvimento da mediunidade do indivíduo não está ligado ao desenvolvimento moral do médium.

A mediunidade está presente em todos nós, independente da moral do ser humano. Tanto é que sabemos que existem pessoas indignas que a possuem; e não acho um erro, visto que estas pessoas precisam mais dela do que os moralmente corretos para que delas façam uso e se tornem seres humanos melhores (claro que muitas vezes não conseguem atingir esse intento).

A mediunidade não é dada somente a um ou outro para a correção de seus erros. O médium não é um instrumento de suma importância como indivíduo, mas é importantíssimo para o conjunto.

O médium não é um escolhido do plano superior para resolver os problemas terrenos, mas sim, pessoas que fracassaram em suas vidas passadas e estão aqui para tentar resgatar os seus erros. Poucos são os que conseguem, pois tombam no caminho derrotados pelo seu egoísmo e pela vaidade.

Todos os médiuns, para realizarem esta tarefa a que se propuseram no plano espiritual devem sempre seguir o ideal de Jesus, que é a simplicidade, a caridade e o amor ao próximo, nunca esquecendo o ensinamento maior que é dar de graça o que de graça recebeu.

Bom, após explanada esta introdução sobre a mediunidade, vou focar um pouco sobre a influência moral do médium.

Como nossa mãe de santo sempre (e tanto) fala, a Mediunidade não basta por si só. Ela tem que vir acompanhada de estudo e dedicação.

Nós médiuns atraímos os Espíritos que se afinam conosco, e também somos atraídos por eles.

Li em um trecho do livro “nos domínios da mediunidade” uma comparação do mundo espiritual com um espelho onde refletimos as imagens que criamos.

E acho justo a comparação. Somente retrataremos luz se tivermos esta luz em nossa vida. O contrários também é verdade. Retrataremos trevas se nossa vida estiver envolta por trevas.

A influencia moral do médium é imprescindível para o desenvolver de sua mediunidade. Trabalhamos com espíritos de luz e de bondade. Devemos levar nossas vidas da forma mais correta possível, pois não podemos esperar que estes espíritos se utilizem de nós médiuns para a pratica da caridade se não estivermos em sintonia com os mesmos. Devemos ter responsabilidade no cumprimento de nossos deveres morais para que continuemos sendo úteis a esta causa.

Não podemos esperar que um caboclo ou um preto velho se utilize de nossa matéria para a realização do bem em caráter definitivo se ele encontrar em nós somente sentimentos e vibrações que não condizem com o amor e a caridade.

Sempre fui muito cobrado por minha atitude de procurar sempre nas pessoas o exemplo de bondade e despreendimento. E sempre ouço que somos humanos e passiveis de erro.

Bom, concordo com esta afirmação. Só não consigo ainda concordar é que pessoas que tem o conhecimento da espiritualidade, de sua missão na terra, ainda continuem a cometer os mesmos erros. De que adianta estarmos aqui nessa empreitada se continuamos a cultivar o estrelismo, a vaidade e a soberba? De que adianta pregarmos a paz, o amor e a caridade, se não conseguimos ter amor com os nossos semelhantes? Como poderemos receber e repassar as instruções do plano espiritual para todos de que devem prestar a caridade, se nós mesmos não a prestamos? De que não devem ser egoístas, se nós mesmo somos? De que a vaidade não lhes trará nenhum beneficio, se nós mesmos somos egoístas? Como dizer aos que vem a procura de um auxilio que a simplicidade é a ferramenta mestra que devemos trabalhar, se nós mesmos não conseguimos seguir este ensinamento?

O meio que vivemos influencia e muito a nossa moral. E então o que devemos fazer? Nos afastar deste meio ou tentar mudá-lo?

Lógico que a segunda opção é a mais acertada e também a mais difícil de seguir.

Se estamos em um ambiente em que a luxuria predomina, estaremos propensos (não obrigados) a pender para este lado.

Se não convivemos com a simplicidade, corremos o risco sim de não sermos simples.

O meio em que vivemos pode nos tentar para que mudemos nossa postura, mas o que não podemos deixar acontecer é deixar a nossa moral seguir este caminho. A moral de um médium é tudo o que ele tem.

O ditado é antigo, mas é mais válido a cada dia: “orai e vigiai”.

Um médium invigilante atrairá energias infelizes para a sua vida, pois os espíritos que vibram nessa sintonia nutrem-se das substâncias produzidas pelas mentes deseducadas.

A pratica da caridade, a reforma intima e a vigília do mediun traz para o mesmo a paz interior, a luz para a sua vida e a plena confiança do plano espiritual. E o estudo possibilita uma maior compreensão sobre a sua vida e a sua missão.

Espero ter sido útil a todos.

Abraços a todos!

Luz a todos!

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Esta é uma frase conhecida por todos (ou quase todos).

Foi uma das primeiras frases prontas que ouví na umbanda.

Quem tem a sua missão a cumprir, com certeza cumprirá. E chegará a seu caminho de uma destas formas: ou pelo amor, ou pela dor.

E assim começa o calvário. Já sabemos que temos uma missão, mas como encontraremos o local e a forma do cumprimento desta, é uma (outra) batalha.

Somos seres únicos, temperamentais, individuais, e outros defeitos (e qualidades) mais. Então, nem todo o local  que servirá para um, servirá para o outro.

E a busca começa. O indivíduo passa por uma, duas, várias casas, até que encontra aquela com a qual se identifica. E começa o cumprimento de sua missão nesta casa escolhida. Talvez a sua escolha seja a acertada, talvez não;  isso, só o tempo dirá.

Mas, se o seu espírito não estiver em sintonia com a espiritualidade da casa escolhida, mudanças com  certeza acontecerão.

Pode ate ser que a falta de sintonia não seja do médium com a espiritualidade da casa, mas sim do seu espírito encarnado com os outros encarnados que fazem parte da corrente. E nesse caso também podem ocorrer mudanças.

Até o médium ter a firmeza para saber distinguir o que é da matéria do que é do plano espiritual, com certeza irá bater muito a cabeça.

Hoje eu sei que existem casas firmes e casas que não tem a firmeza necessária. Hoje eu sei distinguir isto.

E chego a me achar preparado para excursionar por outras casas, não por me achar o forte ou sabedor de todos os mistérios, mas por acreditar com muita fé na casa que freqüento e nos guias, que sei que me protegem.

Acredito que não é o fato de estar em um local diferente que serei abandonado pela espiritualidade, a quem deposito tanta fé.

Sei que as energias que estão presentes em outras casas não são idênticas as da minha casa, mas a essência é a mesma. Todas estão em busca da prestação da caridade e do bem ao próximo, e é a essa essência que sempre vou me agarrar.

Claro que esta é a minha opinião pessoal. Nem sempre pensei assim. Já ouvi que paredes são feitas pelos homens. No plano espiritual existe somente um Congá de onde todos são filhos e eu concordo com esta afirmativa em gênero, número e grau.

Não importa onde o médium esteja, desde que esteja com o coração cheio de amor pelo seu semelhante, estará em sintonia com o pai maior.

Tudo bem que em outras casas existam a inveja, a ganância, a avareza e a soberbia. Nenhuma casa está imune a estas coisas. O que temos que buscar é somente uma qualidade: O amor ao próximo.

Se estivermos focados nisto, não há mal que nos atingirá.

Espero que todos que estão buscando o seu lugar para o cumprimento de sua missão possam ter o olhar focado para a busca destas qualidades em uma casa: amor, caridade e fraternidade.

Tentem colocar de lado os defeitos dos seres encarnados, pois como nós, eles não são perfeitos.

 

Paz e Luz!

 

quem-e-o-exu

Como todos vocês, conheço pessoas que fazem parte do meu convívio pessoal e que não compartilham da mesma visão que tenho da espiritualidade.

Ouvi de uma amiga este final de semana uma história que me contou sobre seu trabalho, onde dizia que uma  pessoa a infernizava, e foi ai que ela usou uma frase, que eu confesso,  no passado,  ter ouvido de outras pessoas.

Ela disse que esta pessoa era “Um Exu em carne e osso”.

Lógico que esta frase gerou um debate sobre o assunto (amigável, logicamente) que nos levou noite adentro.

Antes de ingressar na umbanda, eu tinha uma visão deturpada de como eram os trabalhos em um terreiro. Para mim, não existia diferenças  entre umbanda, candomblé, Kardecismo, etc.  E,  não diferente da maioria das pessoas que não conhecem a religião, tinha uma visão errada sobre a esquerda.

Com meu ingresso na religião, aos poucos aquela imagem deturpada que tinha foi se desfazendo.  É,  meus irmãos,  eu era uma daquelas pessoas que faziam a comparação entre um marginal e um Exu; entre uma pombagira e uma prostituta.   Fazia esta ligação,  entre coisas do Mal e nossos irmãos Guardiões. Entre luxúria e depravação,  com estes espiritos de luz.

Mas, como sabemos, nada melhor que o conhecimento para se quebrarem tabus e preconceitos.

Lembro de um trabalho de esquerda na casa do Caboclo Ventania onde fomos reunidos pelo Sr. Exu Capa Preta, ou “seu capa” para os amigos, e o mesmo trouxe este assunto à tona.  E ele fazia a pergunta do título:  “Quem é o Exu, eu ou vocês?”  E nos dizia:  “Enquanto eu venho aqui para trazer palavras de apoio e fé, muitos vem para buscar o mal de seu semelhante;  enquanto eu estou aqui para lhes dar conforto e compreensão, o que vocês fazem em seu dia a dia?    Mentem, enganam, roubam, matam, e ainda dizem que eu sou o Exu.”

Grande sábio o “seu capa”, meu compadre.  Hoje, tenho uma ligação muito forte com a esquerda (acho que sempre tive),  pois conheço a força, a entrega e a devoção ao trabalho que tem estes nossos irmãos.

Aprendí a ter na Esquerda “Amigos” com quem posso contar em todas as horas.  Saúdo aqui o Exu Galinha;, Seu Zé da Encruza,  Exu do Mato,  Seu Lucifer, Seu Capa Preta,  Seu Arranca Toco, Maria Mulambo, dentre outros que, por regras da terra, não posso citar aqui.

Salve o povo da Esquerda!

Salve todos os Exus e pombagiras!

Paz e Luz a todos!

mea-culpa

A frase acima vem da prece tradicional da Missa da Igreja Católica conhecida como Confiteor (do latim “eu confesso”), na qual o fiel reconhece seus erros perante Deus.

O texto em latim segue abaixo:

Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te Pater, orare pro me ad Dominum Deum Nostrum.

abaixo, segue a tradução:

pecador me confesso a Deus todo-poderoso,à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras,  por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.

*Texto original retirado do site Wikipédia*

Porque nós, seres encarnados, temos tanta resistência em assumir nossas culpas? Preferimos, quase sempre, delegá-las a outros à assumi-las como nossas falhas.

Lembro de uma passagem de quando era pequeno e morava em Goiânia com meu pai, minha tia e meus irmãos.

Estava em uma rua abaixo da minha, com alguns colegas, todos moleques, e a nossa brincadeira era jogar pedras na parede de uma casa.

Em certo momento, eu acertei uma pedra na janela desta casa e a quebrei. Foi um corre corre geral.

Entrei em casa assustado e fiquei quieto, como se nada tivesse acontecido.

Para minha surpresa, a dona da casa bateu em nossa porta e começou a gritar com minha tia sobre o ocorrido.

Nesse momento fiquei gelado, com medo do que iria acontecer.

Minha tia saiu em minha defesa, dizendo que eu não tinha nada haver com o ocorrido e que a senhora não teria provas para me acusar.

Me senti protegido naquela situação, tendo alguém para me defender, mesmo sendo culpado. Mas porque não assumi a minha culpa? Isto é do ser humano. Temos esta dificuldade. Dificuldade de assumir nossos erros, nossas culpas.

Hoje vejo que agi errado. Mas tenho desculpas; era apenas uma criança de 9 ou 10 anos, assustada e com medo, pois sabia que, com a descoberta da culpa, viria junto o castigo (naquele tempo, leia-se surra de cinta ou vara de amora).

Mas, e nos dias de hoje? Qual seria a atitude tomada? Não sei vocês, mas eu, com certeza, assumiria a minha culpa. Não porque seja santo ou o ser mais correto do mundo. Assumiria simplesmente porque sei que é o correto.

A vida nos ensina que somos humanos e cometemos erros. Mas também nos ensina que, ao cometê-los, aprendemos com eles. Isto faz parte de nossa evolução, como seres humanos e como espíritos encarnados.

Devemos assumir nossas culpas ao invés de transferi-las aos outros.

Se minha vida financeira não vai bem, não devo jogar a culpa em meu patrão, em minha família, minha esposa, filhos. Tenho que assumir a minha culpa. Estou financeiramente abalado porque tomei decisões erradas. Alguém mais tem culpa? Pode até ser que sim, mas tenho que assumir a minha parcela de culpa.

Quantas pessoas vemos por ai reclamando que sua vida não dá certo, e não vê perspectiva de melhora.

E em nosso meio religioso então? Essa é fácil… a culpa sempre é dos outros, encarnados e desencarnados.

Uma palavra muito usada nestas horas  é a  “demanda”.

Algumas pessoas  tem esta palavra como a número um em sua vida. Se algo acontece de errado em sua vida, lá vem a frase: “estão demandando contra mim”. E a pessoa chega a acreditar cegamente que esta demanda é verdadeira. E até concordo que seja, só que é uma demanda dela contra ela mesma.

As vezes é fácil falar que uma determinada empreitada não deu certo porque outros estão demandando contra você. Mas você já parou para analisar friamente o contexto todo? Será que não houve uma falha sua no processo?

Eu acredito em demanda sim. Sei que existem pessoas más, que utilizam deste expediente para prejudicar os outros. Mas temos que ter o bom senso para saber distinguir o que é demanda do que é falha nossa.

Pois então, meus irmãos, as vezes é mais produtivo encontrarmos nossa parcela de culpa do que procurar jogá-las aos outros. Se puxamos para nós, poderemos aprender com este erro e, em uma próxima oportunidade, nos sairemos melhores.

Luz e paz a todos.

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É uma frase de um ponto que conheci do Exu Marabo e também uma frase muito usada por mim e muitas vezes não entendida e criticada por muitos. Como diz o ponto:

“hoje eu sou pequeno, e eu venho para ajudar. Mas um dia eu vou crescer, e eu venho para trabalhar!”

Eu acho que sou uma pessoa difícil de se entender, pois muitas vezes não consigo que os outros compreendam o meu ponto de vista.

Todos nós somos espíritos em evolução, alguns mais evoluídos, outros menos evoluídos, mas todos seguindo um caminho.

Mas, como julgar o estágio de evolução de alguém? Existe esta fórmula? Particularmente, acho que não.

Seria um homem de 70 anos mais evoluído que um homem de 30 anos?

O que é mais importante: a quantidade de livros que se lê ou o entendimento que se tem desta leitura?

Conheci pessoas, que já passaram pela minha vida e não fazem mais parte de meu convívio atual, com anos de pratica religiosa e que se diziam experientes. E não sou eu que vou julgar se estavam certos ou não. Eu continuo pensando que esta frase ainda é a que se encaixa melhor em mim: “SOU PEQUENO”.

Sou um pequeno espírito, em busca de minha evolução. Sou menos que um grão de areia na seara de nosso senhor. Sou completamente leigo no que diz respeito ao plano espiritual e acho que todos somos. Se não fossemos, não estaríamos deste lado, tentando aprender e sim, estaríamos do outro lado, tentando passar os ensinamentos.

As vezes discordo de outras pessoas em pontos de vista, mas isto faz parte do ser humano. Não é porque eu não concorde com algo que está escrito no livro dos espíritos ou no evangelho segundo o espiritismo, ou talvez em algo que me é passado como ensinamento por outra pessoa, que eu seja mais ou menos religioso que outros, mais ou menos evoluídos que os outros; mais ou menos preparados que os outros. Somente “sou pequeno”.

Sou Umbandista sim, com muito orgulho.

Acredito no mundo espiritual sim, sem duvidar em nenhum momento.

Apesar de “ser pequeno”, a minha fé é grande. E minha fé não é baseada no que penso dos homens, mas sim, do que penso do mundo espiritual.

Salve meu pai Oxalá!

Salve minha mãe Yemanja!

Salve minha mãe Oxum!

Salve todos os Orixás e guias que me acompanham e me protegem.

Salve a Umbanda!

Paz e Luz a todos.

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Cada pessoa tem sua fé e a forma de demonstrar esta fé é única. Sempre deixo bem clara a minha opinião sobre este assunto. Não importa onde se exerça esta fé, desde que seja pura. Se na Umbanda, no Candomblé, no Kardec, na Igreja Católica, Evangélica, Etc…

Começo este texto com estas palavras para ilustrar o meu último final de semana.

Tivemos alguns trabalhos da nossa casa que eram a obrigação do terreiro para Abaluaê, e uma saudação a Oxum.

O Trabalho para Abaluaê começou no sábado na Praia (onde fizemos algumas homenagens a Yemanjá e a Oxalá) e terminou no domingo no Santuário Nacional da Umbanda (São Bernardo), onde terminamos a obrigação de Abaluaê e também a louvação a Orixá Oxum.

São nestes momentos que, se tivermos um olhar mais apurado, vemos claramente o que se chama de intolerância religiosa.

Quando digo um olhar mais apurado, falo porque achamos que esta intolerância acontece exclusivamente conosco, praticantes de religiões de matrizes africanas, por outros membros de outras religiões.

Quando estávamos na praia, sentimos esta intolerância algumas vezes, quando passavam pela rua algumas pessoas que desferiam palavras como “olhem os macumbeiros”, “estão louvando o capeta” e outras coisas piores que não valem a pena repetir

Então começamos a refletir sobre isto. Como estas pessoas estão equivocadas no seu modo de ver a fé de outras pessoas. Não conseguem entender que ali estamos louvando a Deus, trabalhando em prol da caridade, a nós mesmos e ao próximo. Como não somos compreendidos e como somos injustiçados.

Bem, injustiças a parte, terminamos o nosso trabalho na praia e então subimos a serra com destino ao Santuário, que, a meu ver, é um lugar único.

Quando se chega ao santuário, sente-se a energia que tem no local.

E lá fomos nós, humildes e injustiçados trabalhadores da umbanda, a cumprir mais esta etapa de nossa missão.

Enquanto trabalho, sou extremamente focado no que faço, não me permitindo devaneios, mas, ao termino dos trabalhos minhas antenas começaram a captar o que chamo aqui de “A Temida Intolerância Religiosa”, na sua forma mais nefasta, pois partia de pessoas que partilham da mesma religião.

O Santuário é um lugar sagrado, onde as pessoas que ali freqüentam o fazem para expressar a sua fé (aquela que disse no começo do texto que todos tem a sua e ela é única), mas algumas coisas que ouvi e vi me deixaram um tanto triste e temeroso também.

Cito algumas passagens:

Estava chegando ao santuário um grupo de pessoas que provavelmente estavam lá para fazer uma louvação a Exu e Pomba Gira e estavam paramentados, com capas, roupas e adereços e, então, ouvi um comentário de uma pessoa que estava próxima a mim, que classifico de, no mínimo, maldoso: “olha aquela moça vestida de Pompa Gira… a essa hora da manhã com esta roupa… esta parecendo uma pros…(não preciso terminar o nome, certo?);

Passavamos  em frente a uma tenda de umbanda em que acontecia uma gira de Caboclos e este fato para mim foi o pior. Os médiuns de incorporação desta tenda estavam paramentados, alguns com seus lindos cocares de penas, outros com arco e flexa nas mãos, e então ouvi um comentário de um irmão de fé de minha própria casa, que disse: “olha esse absurdo, desde quando caboclo precisa de toda esta fantasia para trabalhar. Com certeza ali não tem caboclo algum”.

Fiquei indignado com este comentário e não pude me conter a chamar a atenção deste irmão. Como ele, que é uma pessoa religiosa, pode colocar em dúvida a fé de outra pessoa ou a maneira de trabalho de uma outra casa?

Diante destas passagens (e de outras tantas que aconteceram, mas que não vou relatar aqui para não tornar este texto cansativo), fico estarrecido com o que está acontecendo em nosso meio. Nós, que tanto lutamos contra a Intolerância Religiosa praticada contra nós pelos evangélicos, estamos fazendo o mesmo com nossos irmãos de fé. Não estamos respeitando a individualidade e a crença de cada um.

Temos que nos atentar para estes fatos,  pois, a verdadeira reforma começa em nosso intimo. Se não conseguimos a nossa própria reforma, como esperar a reforma de outros?

Obrigado a todos! Luz a todos!

alegria

Olá meus irmãos!

Envio o texto abaixo que foi retirado do livro “ABC da reforma intima”, de meu amigo Quito Formiga e seu parceiro Paulo Pio.

Achei o livro todo muito bom e envio este trecho, em especial para todos.

Aproveito o ensejo para desejar a todos um ano novo repleto de realizações, paz, saúde e luz e que o ano de 2011 seja especial para cada um de nós.

Paz e luz!

“Para a reforma intima existe uma travessia: A estrada para o bem pelas placas da alegria!”

Quito Formiga

Alegria

A alegria de viver é uma das maiores virtudes do ser humano. A alegria é a mola propulsora do entusiasmo, da disposição de servir. O bom hábito de estar alegre eleva nosso padrão mental e emocional e projeta esta energia ao nosso redor, deixando o ambiente a nossa volta harmônico e positivo, propício as realizações superiores. Movido por sentimentos de alegria e gratidão, o ser cresce em direção a Deus.

A alegria é um processo interior e pessoal, trata-se de uma disposição intima perante a vida, e, quem a conquista efetivamente, obtém um poderoso recurso para evitar a depressão e a obsessão. Podemos afirmar que a alegria é um verdadeiro antídoto contra as doenças psicossomáticas advindas dos estados de tristeza e melancolia.

Quando vivemos sem alegria, o trabalho não rende, ficamos emperrados, perdemos a harmonia no lar, e, até os pequenos contratempos tornam-se um fardo, parece que os problemas tomam uma dimensão maior, ficam quase que intransponíveis. Com alegria, porém, tudo fica mais fácil, os obstáculos são vencidos, as barreiras são quebradas. Viver com entusiasmo proporciona paz ao coração, ânimo constante, além de contagiar os semelhantes e o ambiente a nossa volta. A alegria é o nosso ”sim” à vida.

Este sentimento superior está intimamente ligado a nossa auto-estima. Em resumo, auto-estima é, entre muitas outras definições, competência em lidar com as dificuldades básicas da vida, sentindo-se merecedor de felicidade e, portanto, capaz de enfrentar a existência com mais confiança, boa vontade e otimismo. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz. Com esta disposição e com a alegria, seremos capazes de conquistar todos os nossos sonhos.

Uma das ferramentas importantes da alegria é o sorriso aberto e franco. Conta uma história que: “certo homem era vizinho de um templo. Todos os dias ele passava por ali, mas não tinha vontade de adentrar e assistir ao culto. E assim passaram-se anos. Um dia, porém, ele entrou, ouviu a pregação e participou com todos. O pastor daquela igreja foi até ele e disse-lhe: – Estou muito feliz porque você ouviu a minha pregação no púlpito e decidiu adentrar no templo e conhecer melhor os ensinamentos do Cristo.

Ao que o homem respondeu: – Não, não foi por causa da sua mensagem. O que me fez entrar foi o sorriso do porteiro que fica lá, na frente do templo. Ele me contagiou. Sempre que por aqui passo, ele me cumprimenta com um sorriso. Pelo seu sorriso, resolvi entrar e conhecer melhor os ensinamentos de Jesus.”

Como é importante o valor de um sorriso. Este gesto estimula o contentamento e a felicidade no próximo, é o símbolo da amizade, podendo significar também um repouso para os corações cansados e o estimulo para os descrentes. O sorriso é uma luz que dá esperança e alento a todos os que cruzam nosso caminho.

Reforma intima sem alegria e auto-estima não funciona. Carregamos ainda muitas imperfeições por vencer. Não somos “anjos caídos na terra”. Temos nossos momentos de reflexão e dúvidas, de contratempos diversos. Lutamos diariamente contra o “homem velho”, que insiste em nos visitar, no entanto, não podemos parar nas curvas do caminho, nem desanimar diante dos obstáculos.

A vida na terra é um estágio passageiro rumo a evolução, que deve ser vivido com intensidade e paixão. Cada momento deve ser aproveitado como sublime aprendizado. Deus, em sua sabedoria, nos colocou problemas e adversidades não para a nossa estagnação, mas para que valorizemos o supremo presente que é a vida.

Por isto, convido-o a ser feliz, a manter-se sempre alegre e otimista, apesar dos problemas. Viaje pelo seu mundo interior, descubra-se, ame a sua vida, seu corpo, seus valores, conheça seu espírito, seus sentimentos. Ouse sonhar e realizar seus objetivos. Faça chuva ou sol, deixe-se envolver pela imensa alegria que é viver. Hoje é o dia da sua felicidade! Hoje é o dia da sua libertação.

LUZ A TODOS!

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Olá meus irmãos.

 Mais um ano que se finda e, como todos os anos, começamos a correria para termos tempo hábil para encerrar todas as nossas obrigações.

E são muitas, tanto na nossa vida pessoal, profissional e religiosa.

 E é chegado o momento também de fazermos o tão famoso balanço de nossa vida, de pesarmos na nossa balança as nossas vitórias e as nossas derrotas para ver o saldo final de mais um ano que se vai.

Eu, sinceramente, sempre termino no vermelho, com a promessa de que, no próximo ano, será diferente.

Digo que termino no vermelho porque o que faço de bom é tão pouco comparado com tudo o que eu poderia ter feito.

 Durante todo o ano, me acho uma pessoa boa, caridosa, generosa, amiga, mas, quando analiso friamente tudo o que eu fiz no decorrer do ano, vejo que não sou bem assim este poço de candura.

 Vejo quantas vezes discuti no trânsito caótico desta cidade, brigando por um lugar na faixa de rolamento, ao invés de dar passagem ao outro;

 Quantas vezes deixei de dar uma palavra a um amigo, pois tinha coisas inadiáveis no trabalho;

 Quantas vezes deixei de dizer a minha esposa o quanto eu a amo, e, ao invés disso, a enchi de cobranças por coisas fúteis;

 Quantas noites perdi por não estar ao lado de minha filha e, ao invés disso, estava no trabalho, tentando fazer mais e mais, como se isso fosse adiantar muita coisa.

 Quantas pessoas deixei de ajudar ao longo deste ano, seja visitando um asilo para fazer companhia a um idoso, seja visitando uma creche para brincar com as crianças abandonadas que não querem mais do que a atenção e o amor de alguém, simplesmente porque estava cansado e não queria sair de casa;

 Eu sei que temos que viver também a nossa vida, mas, analisando bem, poderíamos fazer muito mais do que fazemos.

Este ano eu consegui ser uma pessoa melhor do que fui no ano passado e espero que, no próximo ano, eu consiga ser melhor ainda do que fui este ano.

 E assim vou seguindo o meu caminho, dando um passo de cada vez, pedindo luz ao plano espiritual para que um dia eu consiga, enfim,  não terminar o ano no vermelho.

 Luz e paz.

 

yemanja-viva-a-diferenca

Festa de final de ano de Yemanjá

Olá meus irmãos.

Tanto se foi falado aqui no A.F. sobre as diferenças existentes nas religiões, em principal, na Umbanda.

Colocamos as experiências pessoais vividas por nós em nossas casas para agregar este conhecimento a todos.

Batemos na tecla de que todo o trabalho espiritual é único, visto que não se consegue fazer um trabalho igual ao outro.

Que toda casa é única, pois cada dirigente tem seu jeito próprio de comandar esta ou aquela casa.

E vejo, no final de todo ano, o local ideal para se ter a dimensão de toda esta diversidade que é a nossa Umbanda: a festa de Yemanjá !

Estive, juntamente com os irmão de minha casa, no balneário Agenor de Campos, em Mongaguá, nos dias 4 e 5 de dezembro para esta festa e, como todo ano, tive a felicidade de poder prestar uma homenagem a minha mãe.

E, como falei em diversidade, nesta festa o que mais ocorre é isto.

Você vê casas diferentes, formas de trabalho diferentes, tratamentos diferentes, mas, uma coisa é comum a todos: O Amor a espiritualidade!

Nós fomos para a baixada no dia 3 a noite e começamos o trabalho da matéria logo cedo no dia 4. Montagem da tenda, enfeites, montagem do conga, distribuição dos lugares para o corpo mediúnico e assistência, etc. Este trabalho levou todo o nosso sábado, o que findamos no final da tarde. Então pude ter um tempo para passear pela praia para ver as outras tendas.

E vi tendas de todos os tipos, tamanhos, etc.

Vi uma tenda que era composta por 6 médiuns e um atabaque, onde quem tocava era uma jovem menina e pude acompanhar, de longe o começo dos trabalhos deles.

Os 6 médiuns deste terreiro montaram uma de tenda pequena aberta, onde enfeitaram com TNT branco e azul, desenharam os pontos riscados na areia e trabalhavam concentrados, cantando os pontos de firmeza e sustentação com alegria, batendo palmas contagiantes que, mesmo eu estando um pouco afastado, me vi cantando com eles um ponto de chamada de caboclos: “Tambor, tambor, vai buscar quem mora longe, tambor… Oxossi na mata, Ogum no Humaitá, Xangô lá nas pedreiras, Iansã, Yemanjá”.

Emoções a parte, continuei minha caminhada e ví, logo adiante, uma imensa tenda, toda enfeitada com néon azul. Como não haviam ainda começado os trabalhos, tomei a liberdade de entrar nesta tenda. Vi um palco ao fundo, onde se via uma linha de tumbadoras Bauer, microfones em pedestais, os médiuns já se preparando com seus uniformes, todos iguais (Calça branca e camisa azul, com um Ojá branco com rendado azul nas extremidades).

Como nosso trabalho só começou as 22:00 hs., pude ver de longe o inicio dos trabalhos de várias tendas.

Alguns começavam saudando Exu, logo após tocavam para ogum e então chamavam os caboclos em terra.

Outros começavam a festa saudando os Exus e, logo em seguida tocavam para Yemanjá, onde se eram feitas as obrigações e as entregas de oferendas, e então, os filhos eram levados para as águas do mar, onde tomavam o seu banho junto com a entidade chefe que estava em terra.

Cito estas passagens para tentar demonstrar o quão diferente pode ser os trabalhos da Umbanda. Em todos os que vi, uma coisa eu pude notar: A fé e a dedicação estavam sempre presentes.

Tanto na tenda imensa que citei acima, como na tenda pequena, com seus 6 médiuns, a fé e o amor se faziam presentes.

Por isso que digo que a Umbanda é diferença. E  VIVA A DIFERENÇA.

Luz e paz.

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