Nino Denani

Nino Denani

é espiritualista livre, embora nos último anos tenha frequentado assiduamente um terreiro de Umbanda. Foi Ogã, mas abandonou a função em nome da assistência mediúnica e do aprendizado contínuo. Já foi kardecista, formado pela FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), já tocou Umbanda de Nação, e visitou o Candomblé. Curioso por natureza, é meio chato quanto a afirmações absolutistas. Entre em contato comigo: nino@artefolk.com.br

choro-de-mae

 

Simplesmente uma linda mensagem talvez uma das mais belas que ja li sobre Mãe.

Ele perguntou à sua mãe: “Por que você está chorando?”
“Porque eu sou mãe”, ela respondeu.

“Eu não entendi”, ele disse.
Ela apenas o abraçou e sussurrou: “Você nunca entenderá”.

Mais tarde o menino perguntou ao pai porque as mães parecem chorar sem nenhuma aparente razão.

“Todas as mães choram sem motivo”, foi o que o pai conseguiu responder.
O menino cresceu, tornou-se um homem e ainda tentava entender porque mães volta e meia estão chorando.

Após muitos anos, já em avançada idade, ele deixou o mundo.
Quando sua alma viu-se frente a frente com Deus, logo disse: “Senhor, nunca entendi porque mães choram tão facilmente”.

Deus disse:
“Quando eu criei as mães tinha que ser algo especial.
Eu fiz seus ombros fortes o suficiente para carregar o peso do mundo e, ainda, suficientemente confortáveis para dar apoio.
Eu dei a elas a força para a hora do nascimento dos filhos e para suportar a rejeição que tantas vezes vem deles.
Eu dei a elas a fibra que permite a continuação da luta quando todos à sua volta já desistiram.
Dei-lhes a perseverança em proteger a família por entre doenças e tristezas sem jamais desistir de amar.
Dei-lhes a sensibilidade para amar seus filhos diante de quaisquer circunstâncias, mesmo que eles a tenham magoado profundamente.
Essa mesma sensibilidade as ajuda a silenciar o chorinho dos seus bebês, fazendo com que se acalmem e, quando adolescentes, que compartilhem com ela suas ansiedades e medos.
E, finalmente, dei-lhes a lágrima para derramarem sem nenhuma razão aparente.
É sua única fraqueza.
Por que fiz isso?
Para não diferenciá-las por completo do restante da espécie humana.”

 

Retirado do site: http://www.mensagensepoemas.com.br/dia-das-maes/choro-de-mae.html

 

Blessed Be

hoje-e-dia-de-santa-sara

Amigos,

 

Hoje é dia de Santa Sara, para nós, na Umbanda, um dia também em comemoração ao Povo Cigano. Não vou postar agora, algo especial sobre o povo, mas vou postar um pouquinho de história a respeito de Sara, ou Sarah.

Imagem de Santa Sara

Imagem de Santa Sara

Por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação cruzou os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos, um grupo de personagens bíblicos:Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximinio e Sara, uma negra serva das mulheres santas.
Eles foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.
Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Então nasceu a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço).

Kali, em sânscrito quer dizer negra, e foi acrescentado ao seu nome devido a cor bem morena de sua pele.

Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Ocorre procissão e festejos com banhos no mar. A imagem de Santa Sara é vestida de azul, rosa, branco e dourado, adornada de flores, jóias e lenços coloridos e levada para as águas do mar. Após o banho de mar, a imagem, volta ao altar onde os que participaram da procissão possam pedir suas graças.
Muitos buscam nos olhos de Santa Sara a obtenção das graças, pois nos olhos de Santa Sara, tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sara para agradecer.
Embora seja uma santa da igreja católica canonizada em 1712, até hoje a própria Igreja omite o seu culto.

Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

A Wikipédia nos diz que o seu nome, tal como o de Sara no Antigo Testamento, pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora”. Já o epíteto Kali deve significar “negra”, da língua indiana sânscrito, pela sua tez ser escura. Seu culto se liga ao das Virgens Negras.

As lendas a identificam como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus[1].

Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por te-lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.

A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.

Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.

As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Mas perseguirá os opressores, os racistas, aqueles que vão contra seus protegidos prímevos, que são os roma. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Algumas Orações

Sara, Sara, Sara foste escrava de José de Arimatéia, no mar foste abandonada, te peço “paz e amor ao meu coração” (fazer o pedido). Teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos que te consagram como tua protetora e mãe vinda das águas. Sara, mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem no escuro, luz para meu espírito e amor para todos meus irmãos.
Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, Sara, Sara não sentireis dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu, com as águas me fará vencer (beber três goles d´água).
Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem. Ajudados pelos teus poderes serei alegre e compreensiva(o) com todos que me cercam. Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sara, Sara, Sara estará sempre a minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.
E assim, dizemos que somos protegidos por Sara que nos ensinará a caminhar e perdoar.

(Reze três ave-marias, sendo a primeira para Santa Sara, a segunda para os ciganos e a terceira para você).

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Minha doce Santa Sara Kali, tu que és a única santa cigana do mundo, tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceito, tu que fostes amedrontada e jogada ao mar para que morresses de sede e de fome. Tu que sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que tu sejas minha advogada perante Deus, que tu me concedas sorte, saúde, paz e que abençoe a minha vida.
Amém.

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Opcha, Opcha minha Santa Sara Kali, mãe de todos os clãs ciganos dessa terra ou do além túmulo. Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas. Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés. Santa Sara me ajude! Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagroso. Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou. Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigana(o) ou não cigana(o). Bondosa Santa Sara, abranda os leões que rugem para me devorar. Santa Sara, afugenta as almas perversas para que não possam me enxergar. Ilumina minha tristeza para a felicidade chegar. Rainha, atravessaste as águas dos rios e do mar e não afundaste e eu invoco teu poder para que eu não afunde no oceano da vida. Santa Sara, sou pecadora(o), triste, sofrida(o) e amargurada(o). Traga-me força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos. Mãe, Senhora e Rainha das festas ciganas. Nada se pode fazer em uma tenda cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido, Santa Sara Kali. Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo, louvando o Povo de Santa Sara Kali. Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias. Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo o Povo Cigano.
Opcha, Opcha Santa Sara Kali!

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Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza. Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar. A tzara é o descanso do dia a dia, tzara é a nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me acompanhe; Santa Sara ilumine minha tzara, para que a todos que batem à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.

hum-peguei-pesado

Amigos,

Estive pensando em algumas coisas corriqueiras que tem acontecido. Na verdade, estive pensando sobre as posições que tomei durante a semana passada e acho que elas não foram muito boas. Quer dizer, elas expressam minhas opiniões sinceras mas acho que, na forma de me expressar, posso ter exagerado.

Claro, eu estou realmente cansando daquelas coisas. E meus questionamentos com relação a minha própria forma de incorporar, minha própria manifestação anímica, também é constante e os textos que coloquei dizem respeito a minha própria conduta, a questões que eu me preocupo. Claro, também, que existem casos e casos e nós mesmos aqui no AF já deixamos claro que todas essas formas tem seu valor, já que falam para o público que nelas tem fé. Mas acho que peguei pesado.

Quer dizer, EU estou cansado disso, mas tem gente que gosta. Eu não acredito em um pessoa que faz seis meses, dois anos de um curso e é consagrada Maga de alguma coisa. Desculpem-me, sei que até existem pessoas nas melhores das intenções nisso, até sei que aprendem alguma coisa, mas não consigo entender a necessidade de resumir cinco milênios de conhecimento em parcas conversas pagas.

Estive, tempos atrás, estudando algumas coisas sobre Helena Blavatsky. Entrei nesse estudo por conta de um colega, Carlos Conte, que me introduziu a um de seus livros. Por conta disso, peguei uma carona nos estudos de Pitágoras e da escola fundada por ele. Naquele tempo, onde a  sociedade funcionava de uma forma diferente, para uma pessoa ser aceita como discípulo, deveria cumprir uma série de requisitos básicos, que ia desde simples conhecimento erudito de matemática, geometria e astronomia, até atributos morais testados através de certos procedimentos onde a pessoa a ser testada não podia tomar conhecimento, para que isso funcionasse sem manipulações. Se me lembro bem, já teci um texto aqui falando sobre isso,então não vou me estender muito, já que essa nem é a verdadeira motivação para o texto. A questão é como as coisas são colocadas a nós e como nós, como seres humanos passíveis de erros, as enxergamos. Veja bem, não quero tentar proibir ninguém de participar de tais cursos, para saírem “peritos” em Exu, em magia do fogo, em ervas ou que mais que queiram ensinar, minha grande questão é para que você procure tentar entender o há por trás disso.

Conhecimento não pode ser passado por passar. Para ele ser passado, a pessoa que o recebe tem que merecer, e isso raramente envolve questões financeiras. Merecer, nesse caso, quer dizer estar pronto para assimilar tal conhecimento em sua forma verdadeira e não ser domado por ele, não ser levado para o “lado negro da força”. Claro, já que conhecimento é poder, quem o adquire é tentado constantemente a usá-lo, e se se deixar levar por isso, acabará decaindo em erros e mais erros, até que se perca em um mundo mais triste.

Veja o conhecimento de magia por exemplo. Para se entender o que é a magia, antes mesmo de começar a tentar praticar, deve-se livrar de alguns defeitos de caráter. A magia não está aí para facilitar a sua vida, está para você ajudar a facilitar a do próximo, se isso não quiser dizer atrapalhar um outro alguém. Agora, todos nós sabemos que o universo é regido pelas leis do mais sábio, então, se esse conhecimento for passado sem as devidas precauções, digamos, se forem abertos ao grande público, então ele simplesmente deixará de acontecer. A Egrégora tão dita por todos e entendida por poucos, simplesmente se desmanchará ante a “quebra de decoro” humano. Isso evita, por exemplo, o “efeito Harry Potter”, onde todos usam magia até para colocar as calças.

Uma vez ouvi uma história sobre um sábio que escrevera uma longa carta a um amigo seu. Esse sábio, recluso, morava em uma caverna, e com ele vivia um bode. Com seu descuido, o bode acabou comendo a tal carta e o velho, cansado e triste por ter que escrever tudo novamente, pensou em fazer tal carta se desmaterializar dentro do bode podendo, assim, pegá-la facilmente. O velho, contudo, não o fez e seguiu para o seu mestre, munido do bode e de sua humildade, para que ele assim o fizesse. O mestre, entretanto, se negou a fazer, alegando que a repetição contribui para um melhor aprendizado.

É só uma parábola, claro, mas ilustra muito bem o que quero dizer: Ambos tinham o poder para tal, mas nenhum dos dois o usou, para que assim evitasse de recair em erros e começasse a usar a magia para resolver qualquer coisa. Só para esclarecê-los, os Bonzos realmente têm esse conhecimento.

Agora, para continuar, cito o exemplo das aulas de magia: é ensinado uma série de rituais mágicos (que são um tipo diferente de magia) para algumas pessoas que se sentem a vontade para frequentar tais aulas e, depois de algum tempo, tais pessoas acumulam um certo conhecimento disso. Como não houve uma preleção nem um trabalho interno de fortalecimento de caráter, algumas pessoas desse grupo começam a usar o que aprenderam em benefício próprio (já que o bem, atualmente, parece um conceito relativo). Começam a preparar seus amuletos, seus círculos de força, seus objetos e começam a usá-los a torto e a direito para o que bem quiserem. Adivinhem o que acontecerá; as Egrégoras  que foram formadas durante milênios de agregação de energias mentais simplesmente começarão a se enfraquecer até desaparecer. E então, outros cursos surgirão, usando outras Egrégoras já formadas, que também desaparecerão.

Isso tudo me preocupa. Claro que as escolas sérias, as sociedades iniciáticas dedicadas a esses estudos, não deixarão tais questões saírem de controle, os grandes métodos mágicos são guardados às sete chaves, acessível a todos que tiverem condição para entender a seriedade da situação, a seriedade das manifestações e a seriedade dos seres com quem lidamos.

Apesar de eu estar cansado disso tudo, de ver tudo virando um grande comércio, de ver grandes questões sendo tratadas de forma pequena, não vou mais me aborrecer. Afinal, o próprio Universo, a grande energia que arquitetou tudo isso, é sábia e nada escapa a sua lei.

Só levanto a questão a todos vocês. Pensem com cuidado antes de gastar seu precioso dinheiro.

Abs.

 

o-melhor-caminho

Amigos,

Sabe que, ao longo de nossas vidas, vamos nos deparando com uma série de encruzilhadas durante o caminho que nos leva ao objetivo supremo. Os caminhos mesmo, aliás, podem ser variados, podem ter idas e vindas, curvas e desvios. E, vez por outras, encontramos nessa linha, algumas estradas que são “exclusivas” para uns poucos, que visam, através desses segredos, nos levar mais rápido ao encontro de Deus, ao nosso objetivo de perfeição espiritual.

Em contra partida, nós podemos observar, também, os exemplos de alguns avatares que passaram pelo nosso mundo e ver como foi o caminho deles para termos, digamos, um mapa que nos facilite.

Aliás, tenho usado muito esse termo “avatar” sem me deter em explicar melhor seu significado. Imagino que alguns já tenham buscado tal palavra em dicionários ou na própria internet e tirado suas próprias conclusões, mas vou colocar aqui uma coisa só para facilitar: Avatar, segundo o uso que dou, faz referência a um espírito em particular, de evolução além da que estamos acostumados com nossos guias e amigos espirituais que recebem uma missão e que a cumprem com louvor. Tal missão diz respeito, sempre, a trazer novas luzes para a humanidade em geral, principalmente em seu entorno. São verdadeiros trabalhadores da evolução, que se encarregam em tirar a estagnação a qual a sociedade se encontra e movê-la a grandes passos em direção a Deus. O avatar mais conhecido por nós, ocidentais, foi o Cristo, Jesus, que deu uma lição de humildade e amor ao próximo. Independente se você considera Jesus um salvador ou mesmo o considera parte da religião a qual segue, temos que enaltecer suas mensagens como mensagens de extrema positivação e adianto moral. E é a partir dele que vou exemplificar meu conceito.

Tendemos, alguns de nós, a crucificar o próximo, dizendo que o problema da humanidade é o próprio ser humano, ou usando aquela fase singela “quanto mais gente eu conheço, mais eu gosto de meu cão”. Temos que perceber, no entanto, a armadilha a qual estamos nos enviando: quando assimilamos esse conceito, dizemos, na verdade, que ninguém é melhor do que eu, talvez, só um cão. Estranho, não é? Mas o que isso tem a ver com o início do texto? Tudo.

Alguém saberia me dizer qual foi o primeiro milagre de Jesus, pelo menos relatado pela bíblia? Não foi curar um doente ou levantar um “morto” da tumba, foi transformar água em vinho em um casamento. Isso porque a falta do vinho poderia colocar tudo a perder na festa, as pessoas com certeza ficariam chateadas. Ou seja, o primeiro milagre de Jesus foi salvar um aglomerado social, foi exaltar a importância dos laços sociais, da união de pessoas, do celebrar conjuntamente um acontecimento importante.

Percebem meu ponto?

Nós tentamos vorazmente nos isolar do mundo na esperança de tornar as coisas mais fáceis para nós mesmos, mas não percebemos que está no outro a nossa chance de evoluir espiritualmente, moralmente. Sem o outro, qualquer obra que realizemos cairá no esquecimento, estará fadada a morte e a escuridão. Sem o outro, então, não há obra. Sem o outro, não há caridade.

Bom, ainda seguindo essa linha de pensamento, então podemos puxar um outro fato importante na trajetória de Jesus que nos ensina como trilhar nosso caminho:

Jesus era descendente de Davi, um rei. Ele tinha, portanto, todo o direito ao trono e, por isso, Herodes o mandou matar. Por isso Jesus ameaçava seu reinado, pois ele era herdeiro legítimo do trono.

Tendo isso em vista, podemos imaginar as conexões que a família de Jesus possuía em seu tempo. Ele poderia ter ido para qualquer lugar, escolhido qualquer escola e qualquer tipo de pessoa para segui-Lo e constituir um poder religioso mas, mais que tudo, político. Agora, lembram de quem ele escolheu para segui-Lo? Pescadores, pessoas do povo, sem muito traquejo social, sem muita educação formal. Já se perguntaram do por que disso?

Para mostrar uma coisa importante para seus contemporâneos, uma mensagem que é atual até os dias de hoje: qualquer um pode seguir adiante nos caminhos da vida e chegar a Deus. O caminho certo é aquele que qualquer um pode trilhar.

Digo isso porque hoje nós encontramos um número sem fim de pessoas que fundam ordens que pretender ser o caminho mais rápido pra perto Dele. Claro, essas sociedades também constituem um caminho, mas fazer parte delas não é a única forma de se chegar lá. Ser um médium de uma corrente de trabalho não o faz chegar mais rápido a Ele do que quem não faz, e nem mais devagar do que um dirigente de centro, por exemplo. Todos tem as mesmas oportunidades, independentes dos caminhos que escolham seguir.

No final, a conclusão óbvia é muito simples: O caminho é seguir o exemplo no dia a dia de sua vida, e não nos parcos minutos de trabalho, seja na Umbanda, seja na Igreja Evangélica, Católica, seja na Maçonaria, na Rosa Cruz, Wicca, nas outras tantas sociedades iniciáticas espalhadas pelo mundo a fora. Se você entra em uma sociedade dessas em busca de um atalho… acho que está fazendo a busca errada. O problema é, na verdade, sua busca, e não o caminho escolhido. Se você adentra em busca de um modo de ajudar um irmão mais necessitado, aí quem sabe algum sentido será encontrado.

Abs.

 

experiencias-de-materializacao

Amigos,

Estava rodando pela internet quando me deparei com o artigo “Incrível Experiência de Materialização Realizada no Início do Seculo XX” no site Espiritismogi. Lá eles faziam um pequeno estudo sobre um livro entitulado “O Trabalho dos Mortos”, publicado em 1921 pela Federação Espírita Brasileira. Não encontrei o livro na internet para comprar, mas as imagens que o site continha me deu arrepios.

Sou Umbandista, como todos devem saber, e estou acostumado a trabalhar com espíritos das mais diversas estirpes e níveis evolutivos, mas o que o livro propõe é uma coisa totalmente fora de escala. São imagens de materializações, fotos de espíritos!
Não estou aqui para discutir sua validade, até porque não conseguirei fazer isso, mas vale a pena dar uma olhada. Eu fiquei arrepiado. Segue alguns exemplos. Clique nas imagens para amplia-las.

Abs.

 

 

experiencia-de-quase-morte

Passar por estágios semelhantes ao desencarne permite às pessoas terem uma nova perspectiva de vida, reformando intimamente muitos de seus conceitos.

- Marco Túlio Michalick -

O que acontece quando morremos? Ao termos uma Experiência de Quase-Morte (EQM), qual é o sentimento que vivemos neste instante?

No livro Vida Depois da Vida, o dr. Raymond Moody Jr. descreve as experiências de 150 pessoas que viveram o fenômeno de quase-morte. Ele tem pesquisado este assunto há vários anos e seus estudos recaíram sobre três categorias distintas: a experiência de pessoas que foram ressuscitadas depois de terem sido julgadas, consideradas ou declaradas mortas por seus médicos; a experiência de pessoas que, durante acidentes, doenças ou ferimentos graves, estiveram muito próximas da morte física; a experiência de pessoas que a contaram para outras que estavam presentes enquanto morriam.

O dr. Moody considera mais dramática a primeira categoria, na qual realmente ocorreu o desencarne clínico, já que o paciente teve um contato direto com a morte. Em suas pesquisas, pôde notar que as pessoas que estiveram “mortas” por um tempo mais longo puderam contar sua experiência com riqueza de detalhes, além de a terem vivido por completo, ou seja, passado por vários estágios da EQM.

Nos primeiros passos dessa experiência, muita gente descreve sentimentos de paz muito agradáveis. Outro dado importante é que quem teve uma EQM não sai falando para todo mundo o que aconteceu. Normalmente, a pessoa faz um comentário para algum parente ou amigo, porém, ao ser reprimida por seu interlocutor e com medo de ser vista pela sociedade como uma desequilibrada, prefere o silêncio, não tocando mais no assunto. No entanto, essa pessoa jamais esquece cada detalhe do que ocorreu, a experiência fica viva em sua mente como um filme que assistiu há poucos minutos.

Túnel e seres de luz

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caminhando-com-deus

Amigos,

Uma pequena mensagem que encontrei no site Seicho No Ie do Brasil.

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De cima do estrado, vinha a voz firme e sonora do Mestre. Na platéia, logo à frente, havia um grupo de alunas da Escola Preparatória de Noivas da Seicho-No-Ie ouvindo atentamente suas palavras. O auditório estava repleto de adeptos ansiosos por ouvir sobre a Verdade. Eu estava à esquerda do púlpito, assistindo também, sentada ao lado dos membros da diretoria da Seicho-No-Ie. Tinha, então, 42 anos de idade.
Quando entrava no recinto da academia da Seicho-No-Ie, em companhia de meu marido eu deixava de considerá-lo como tal, passando a vê-lo como meu Mestre. Já encontrara Deus dentro de mim e não tinha mais necessidade de procurá-lo fora. Entretanto, sentia uma imensa e intensa necessidade de me aperfeiçoar incessantemente, manifestando cada vez mais meu Deus interior. Assim, chovendo ou nevando, eu freqüentava as academias da Seicho-No-Ie, seguindo meu Mestre.
O amor pleno, a sabedoria perfeita, a Vida eterna – tudo isso já foi concedido a todos os seres viventes da Terra. Já somos dotados de Vida eterna. Somos indestrutíveis, inabaláveis e imortais. Mesmo quando vemos a imagem da Lua fragmentada nas ondas do mar, a Lua em si permanece perfeita no céu; o mesmo se pode dizer do ser humano: A doença é apenas um aspecto aparente, um fenômeno passageiro; o ser humano verdadeiro permanece sempre perfeito. Que mundo abençoado!
Hei de me desenvolver e aperfeiçoar cada vez mais, visando ao crescimento infinito!
Vivíamos dias calmos e felizes na “casa da colina”. Nessa casa, uma pomba branca – símbolo de amor e pureza – botou muitos ovos e nasceram filhotes que se afeiçoaram a nós e se aninhavam em nosso colo.

Meu marido trabalhava no escritório, eu em nosso quarto, e nossa filha fazia suas tarefas no quarto dela. Ficávamos horas separados, cada qual empenhado no seu trabalho, mas não sabíamos o que era solidão. O marido vivia dentro da esposa; a esposa vivia dentro do marido. Os pais viviam dentro da filha; a filha vivia dentro dos pais. Fora de casa podia haver tempestade, mas no interior de nosso lar reinava sempre calor e paz.Deus estava em mim. A felicidade estava em mim. Tudo estava em mim. Por isso mesmo, desejava tanto caminhar com Deus para crescer infinitamente.

Autor: Profª Teruko Taniguchi

dia-de-obrigacao

 

 

Alguns chamam a isso de Juremação. Outros, de deitada, arriada, levantada, não importa o nome, o motivo é sempre o mesmo: unir forças e celebrar uma passagem.

Em nossa casa, que tem um tempo consideravelmente longo de desenvolvimento, um médium iniciante no caminho umbandista passa por esse ritual três vezes antes de ser, efetivamente, considerado preparado. Do lado de fora, na assistência, depois de completar o ano, o neófito que aceita a missão recebe seu primeiro Amaci, seu primeiro banho de ervas consagradas direto no Ori, na cabeça ou no chakra coronário. Essa é sua recepção, suas boas-vindas, onde ele sente a energia de seu guia muito mais intensa, exuberante, aconchegante. Isso sempre acontece em janeiro, junto a festa de abertura e a homenagem ao Orixá Oxossi. Em setembro, (neste ano excepcionalmente em outubro), os que já estavam de branco, que haviam recebido esse Amaci em janeiro, os que colocaram a roupa nessa ocasião e os que colocaram no ano anterior, passam por um outro rito. Os que entraram esse ano, chamamos de “primeira obrigação”, os do ano anterior, de “meias-coroa”. E os anteriores são os que farão a coroa, em uma cerimônia separada, após um teste preliminar.

Mas não é sobre isso que desejo falar, não sobre a parte física, material e tangível, quero falar sobre o sublime, sobre o sentimento despertado na hora.

Para quem vê, assistentes e médiuns mais antigos, é uma festa de extrema responsabilidade. Os zeladores se preparam posicionados em frente a recipientes impecavelmente brancos, de porcelana, com um preparado de líquidos e flores dentro. O dirigente faz seus preparativos concentrado, todos estão em suas filas posicionados, o terreiro cheio com os médiuns todos presentes. São trinta e três nomes. Trinta e três novas pessoas que aceitarão mais uma vez a responsabilidade da vida umbandista. Os ritos iniciais são concluídos, assim como as instruções preliminares. O dirigente se concentra e já posso sentir o fluir vibracional no ambiente. Cambaleio de um lado para o outro e detecto um companheiro por perto.

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a-vida-alem-da-morte-lado-clinico

Saída do corpo, travessia de um túnel, visão de luzes sobrenaturais: os relatos de quem voltou do “lado de lá”.
José Tadeu Arantes
Matéria publicada no site Portal do Espírito
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O medo da morte já fez com que muita gente perdesse a alegria de viver. E, até recentemente, as correntes religiosas, filosóficas e científicas dominantes pareciam ter pouco a oferecer a essas pessoas angustiadas. Para as gerações mais velhas, era melhor nem pensar na morte. Pois o que isso trazia à memória eram as aulas de religião da escola primária, com suas descrições apavorantes do inferno e do purgatório, ou os livros materialistas lidos na adolescência, nos quais toda a consciência se extinguia com o último suspiro. Entre os cenários punitivos e a falta de qualquer perspectiva, havia pouco espaço para o conforto e a esperança.

Os jovens de hoje têm o privilégio de respirar uma atmosfera bem menos opressiva. Graças ao fantástico progresso dos procedimentos médicos e das técnicas de reanimação, cada vez mais pessoas vêm sobrevivendo a episódios de morte clínica (caracterizados pela parada cardíaca). E os relatos que muitos fazem dessas situações-limite, daquilo que viram, ouviram e sentiram na trajetória interrompida para o “lado de lá”, apresentam uma nova visão da morte e da própria vida. Em lugar da angústia de caminhar para o completo aniquilamento, eles falam da certeza absoluta de que estavam apenas transitando de um plano a outro da existência. E, embora alguns reportem vivências aflitivas, talvez provocadas por memórias carregadas de culpa, a maioria descreve extraordinárias experiências de luz e plenitude, sábias reavaliações dos momentos vividos, encontros com seres carregados de compreensão, compaixão, amor e até mesmo bom humor.

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a-cromoterapia-das-velas

Amigos,

Encontrei esse texto, na verdade quase um estudo acadêmico, sobre o poder das cores das velas utilizadas em cromoterapia, por exemplo. O texto é de um autor desconhecido, mas está no site “Fonte de Estudo Religioso“, de nossa amiga Mary para quem quiser visitar. Boa leitura!

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A CROMOTERAPIA DAS VELAS - SIGNIFICADO DAS CORES

Estamos constantemente absorvendo e irradiando luz de todas as cores. Somos receptores e emissores de luz em forma de energia. Podemos usar as velas na cromoterapia associando as vibrações de nossos sentimentos e pensamentos e, assim, transmitindo energia.

As velas podem ser de diversos tamanhos e formatos; já as cores têm significados específicos e podem identificar os pedidos.

Dependendo da natureza do pedido, use a vela de uma determinada cor:

Amarelo: Intelecto, criatividade, unidade, trazendo o poder da concentração e da imaginação para o ritual; feitiços que envolvam confidências, atração, charme, persuasão, aprendizagem, quebrar bloqueios mentais. Em geral para estimular os estudos. Simboliza também a energia solar, ação, inspiração e mudanças súbitas.
Dia da semana Quarta-Feira.

Abre os caminhos. Traz alegria. Dá agilidade ao pensamento. Ótimo para trazer fluídos positivos aos estudantes. Ilumina as pessoas. Desperta os poderes mentais trazendo o poder da concentração e da criatividade. Auxilia telepatia e a comunicação mental. Usada também como auxílio nas doenças mentais.

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