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A Tradição nos conta que o conhecimento vem do Oriente. Jesus passou parte de sua adolescência no Oriente, estudando com a Escola dos Terapeutas (não confundir com os terapeutas contemporâneos) e há quem defenda que ele seguiu seu caminho até lá após a crucificação. O conhecimento Greco-Romano, a filosofia, mastigou seus conceitos do Oriente, tal qual Platão fez. Se a África é o berço do Homem, o Oriente é o berço do conhecimento.

Mas não é deste Oriente que falamos, embora fazemos, sim, uma menção a ele. Oriente, no caso das Escolas de Magia, não se trata de um lugar físico, que fica a leste de outro, mas sim de um conceito, de uma ideia que não tem lugar, não tem forma mas permanece nas grandes tradições iniciáticas e herméticas. A Escola do Grande Oriente Místico é um conglomerado espiritual, onde existe trocas de ideias, de conceitos, de informações, estudos e teorias a respeito, principalmente, do uso da Magia.

Magia assim, com letra maiúscula. Hoje, o conceito de Magia está muito defasado e a grande maioria dos estudantes preferem deixar o nome de lado, substituindo-o por outros: Aprendiz. Iniciado. Seguidor. Discípulo. É mais justo, já que a Magia, hoje, ganhou o significado semelhante ao que dávamos para a palavra feitiçaria.

Feitiço e Magia são coisas parecidas, porém diferentes em sua essência. Magia é o estudo do íntimo fundamento de cada coisa existe ou especulada na criação. Quem é um pouco mais perspicaz já compreendeu que Mago é aquele que é considerado sábio entre seus pares. Com essa sabedoria, consegue compreender o que lhe envolve e agir de forma a alterar essa realidade, seja pela ciência material, empírica, seja pelo conhecimento do oculto, ainda não desvendado. Feiticeiro, por outro lado, é aquele que somente estuda a mais superficial camada, o exoterismo e monta um cabedal de informações pre-copiadas de outrem, geralmente utilizando um grimório, ou seja, um livro de instruções contendo as fórmulas para se recorrer corretamente a “desenhos sagrados”, “objetos mágicos”, “orações prontas” e coisas do gênero.

O Mago até recorre a isso. Mas ele sabe o porque de estar fazendo isso. Ele compreende a essência de cada coisa e sabe alterá-la se for o caso.

O que é a Escola?

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A Escola do Grande Oriente Místico é uma associação de livres pensadores, estudiosos do ocultismo, da Magia e suas diversas facetas com um objetivo comum: A evolução individual e coletiva da sociedade, através da iluminação. Seus componentes entendem que a única forma de chegar a essa iluminação é através do esclarecimento (esclarecer = trazer à luz = iluminar) e, para tanto, contam com seus estudos próprios e a direção dos Grandes Mestres do Oriente, espíritos de luz que cedem suas instruções de acordo com a necessidade individual.

Ela está estruturada no Centro de Assistência Espiritual Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente, que recebeu essa oportunidade no final de 2013, por méritos de seus componentes. A Escola, em si, não é circunscrita à esse lugar físico e esse lugar físico é somente um dos braços da Escola do Grande Oriente Místico. Aos poucos, depois de muito estudo coletivo e dedicação individual, os Mestres vão liberando os conteúdos que são lecionados nos cursos da Escola.

Metodologia

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Os Mestres do Grande Oriente trazem uma forma de ensino diferente, privilegiando a cultura do indivíduo e assegurando, com isso, a máxima retenção dentro do escopo da evolução de cada ser.

Para isso, existe a necessidade de um embasamento em primeiro lugar, feito pelo módulo básico da Escola, chamado “Magia, Filosofia do Fogo e Doutrina Ritualística”, que é um curso de alinhamento entre Mestres e Discípulos. A partir daí, o caminho se torna completamente individual e é construído pelo próprio discípulo podendo, inclusive, encontrar o caminho do Mestrado. Apesar de individual, no entanto, cada um dos discípulos contará com o acompanhamento de um Mestre, de forma que o grupo todo aprenda.

O aprendizado é dividido entre teorias e práticas, onde cada um dos discípulos poderá comprovar a dinâmica magística aprendida em aula. Ao contrário de outras situações, as Magias ensinadas pela Escola do Grande Oriente Místico são passíveis de observação, medição e registro, como visto nas fotos do Exercício do Feijão, realizado pelos próprios discípulos.

Obviamente existem passos e mais passos para cada uma das linhas e cada Discípulo terá condições não somente de aprender em cada um dos ramos mas, também, propor ramos novos dentro de seus caminhos.

Essa metodologia foi passada a nós pelos próprios Mestres do Grande Oriente e visam o máximo desenvolvimento intelectual e Magístico de cada participante.

Magia

O que é Magia?

Antes de explicar o que é Magia, nós devemos fazer uma desambiguação da mesma. Precisamos entender que determinadas palavras tem significados diferentes, embora possam se parecer em determinados casos, dependendo do contexto em que ela está inserida. Vejamos, por exemplo, a palavra “teoria”.

Teoria, no meio comum, ou seja, em nossa linguagem cotidiana, tem o significado de algo que ainda é uma conjetura, uma hipótese, uma opinião generalizada, um conhecimento sem passar a prática, como algo que você leu e ainda não vivenciou, ou seja, não comprovou se funciona ou não.

Já para o meio acadêmico, a palavra Teoria, significa uma hipótese ou série de hipóteses que já foram posta à prova no mundo real e foram confirmadas, portanto, são aceitas por cientistas orientados e experimentados no assunto, embora tal hipótese ainda esteja sujeita a alterações de acordo com novas descobertas.

Dizermos, portanto, que o Big Bang é uma teoria não quer dizer que estamos especulando sobre isso, quer dizer que ele já foi comprovado e o que pode mudar, a partir de agora, são pequenas coisas com relação a superficialidades.

Percebem a diferença?

Para o vocábulo “magia” também fazemos essa diferença e, para ficar claro, costumamos usar uma grafia diferente. A magia em âmbito geral é escrita em minúscula, e a em âmbito ocultista, em maiúscula.

Portanto, a magia é um conjunto de exercícios físicos (como leitura de rezas, acendimento de velas, confecção de desenhos ou mandalas, etc), feitas no mundo físico, palpável, cuja interpretação depende de alguém acima (um mago iniciador, por exemplo) para que o “segredo” seja passado. Em suma, é o que o meio ocultista chama de feitiçaria. Já Magia é o conhecimento do íntimo das coisas, do íntimo funcionamento do Universo, de suas vertentes, giros,  mecanismos e, com tal conhecimento adquirido, influenciá-lo. A prática da Magia não depende diretamente de um mago iniciador, visto que é impossível iniciar alguém na Arte do Conhecimento, mas sempre existirão as figuras de Mestre e Discípulo sendo, no entanto, variáveis tais posições.

Praticar a Verdadeira Magia, então, é um ato diário, contínuo, de aperfeiçoamento moral e intelectual. Qualquer coisa fora disso é puramente feitiçaria e, como tal, superficial.

Cursos

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Os Cursos ministrados na Escola do Grande Oriente Místico, na Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente são de caráter teórico e prático, baseado em conhecimentos da Verdadeira Magia, da Filosofia do Fogo e da Doutrina Ritualística. Não são cursos de caráter religioso, não se prendendo a nenhuma denominação de culto. Vemos a religião como algo a se levar em conta, principalmente no estudo do Homem, base da Magia, mas não podemos nos deixar limitar pelas suas paredes, dogmas ou doutrinas.

O estudo da Magia é feito de forma teórica e prática, sem um caráter restritivo ou Iniciático  propriamente dito e isso é assim para que os alunos não estabeleçam, obrigatoriamente, vínculo energético com a Instituição, a não ser que seja de sua própria vontade. A liberdade do indivíduo faz parte da caminhada de cada um e o Conhecimento tem a proposta justamente de libertar o estudante, não de aprisiona-lo.

Em todo o período de estudos, os Discípulos são preparados em sua Moral, com estudos sobre Ética, Filosofia, Psicologia, Sociologia e análise crítica.

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