a-charrete

Um homem encontrou em seu caminho uma charrete virada, que atrapalhava a passagem. O camponês que conduzia a charrete pediu ao viajante que o ajudasse a colocar a charrete no lugar.

Como é que apenas dois homens poderiam virar uma carga tão pesada como essa charrete? – pensou o homem, e então disse ao camponês:

- É inútil…eu não posso.

O camponês ficou furioso e disse-lhe:

- Você pode, mas não quer! Esta é a verdade: você não quer!

Tocado pelo que dissera o camponês, o viajante pôs-se ao trabalho. Procurou umas pranchas e ajudou o charreteiro a deslizá-las sob as rodas. Depois, servindo-se de uma alavanca, os dois homens conseguiram levantar a charrete. O camponês afagou os bois e, depois de colocar a carga novamente no lugar, preparou-se para continuar o seu caminho.

O viajante então disse ao camponês:

- Posso seguir um pouco do caminho ao seu lado?

- Com prazer!

Começaram a andar lado a lado. Depois de um momento de silêncio, o viajante perguntou:

- Como você pôde pensar que eu não queria ajudá-lo?

- Eu pensei, porque você disse que não podia. Ninguém sabe se não pode fazer algo antes de tê-lo tentado.

- Mas como você pôde pensar que eu poderia fazê-lo?

- Assim que percebi que você havia sido colocado no meu caminho!

- Então você acredita que sua charrete virou exatamente no momento que eu passava apenas para que pudesse ajudá-lo?

- E por que outra razão seria meu irmão? – respondeu o camponês.

(Gislayne Avelar Matos “Storytelling – Líderes Narradores de Histórias” )

Álan Madureira

Álan MadureiraCriado na Umbanda, e nesta iniciado,realizei todas as etapas do desenvolvimento mediúnico, pude conhecer nesta trajetória minhas Entidades e Orixás, já na adolescencia conheci o Candomblé Angola Tunba Jussara, onde desenvolvi e aprendi muito acerca da cultura dos Inkises, e também sobre o Oráculo de Ifá. Tornei-me Ebomi, e pude ter a permissão para prestar minha missão como Táta di Inkise, porém as águas mudaram e fui para o Espiritismo Kardecista e em 1999 recebi por intermédio de uma psicografia a determinação para abertura de uma Casa de Caridade, e assim foi feito e desde 2006 a CCCJ, está sendo um sucesso na vida dos que dela necessitam, e a mim, somente cabe presidí-la para dar o bom andamento dos trabalhos lá desenvolvidos. Conheça-nos.

2 Respostas to “A Charrete”

  1. Lindo.

    Parabéns Alan.

  2. Interesting! I am so fascinated by Brazilian cutlrue. I once wrote a paper on the Candomble and other voodoo cults and ever since then, Brazil has captivated my mind.I hope to visit the place one day.

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