sobre-anjos-da-guarda

Amigos,

Acompanhei, recentemente, uma discussão sobre Anjos da Guarda. Muita coisa foi discutida e levantada, desde a real existência desses seres até a sua exata nomenclatura.

Os Anjos da Guarda assumem as formas de acordo com a crença e a fé de seu protegido.

Particularmente acredito neles. Não com esse nome, eu raramente uso essa classificação por achar destoar da realidade de igualdade e de crescimento e evolução individual: Anjos, no meu entender, já nasceram, já foram concebidos, bentos. Para mim, os denominados anjos da guarda são, na verdade, o que os kardecistas chamam de “mentores espirituais”, uma classe de seres como nós, como os guias, mas que se dedicam, por afinidade sentimental, a cuidar de um determinado indivíduo.

Entrementes, dentro dessa discussão em questão, um tópico muito interessante foi levantado, por Otonni, a qual tentei contato mas foi infutífero até então. Nesse tópico, ele discutia um pouco do termo segundo a históra, que tentarei transcrever aqui para vocês.

Segundo ele, não é fácil afirmar com precisão a época em que os homens começaram a falar e acreditar na força dos Anjos, devido sua grande variedade de possíveis origens e citações. Em escavações arqueológicas feitas na antiga cidade de Ur (Golfo Pérsico), por exemplo, foi encontrada uma pedra com a figura de um ser alado, descendo do céu, para despejar a água da vida na taça de um rei. Ou então na mitologia grega,onde  encontramos o deus Hermes, com asas nos sapatos e no chapéu. O povo do antigo Egito, acreditava que a deusa Íris possuía asas, nas quais seus adeptos iam repousar, quando dormiam.

O Zoroastrismo, afirmava que os Anjos eram extensões e projeções de Deus e foram criados para ajudar à humanidade.

Segundo a Cabala Hebraica, a chave para entrar nos segredos e mistérios da criação, é a interpretação numerológica das 22 letras que compõem o alfabeto hebraico, pois ele representa as várias energias que alimentam e comandam o Cosmos. Estas 22 letras estão presentes nos Arcanos Maiores do Tarot (Tarô) e se manifestam por meio de 72 Anjos, chamados também de Gênios Cabalísticos.

Segundo a crença cabalística, desde a hora do nascimento, todos nós temos um Anjo Guardião que nos protege até a morte física. Cada Gênio exerce um tipo de influência diferente sobre as pessoas e se revezam, governando a cada um, durante cinco dias do ano. A cada Gênio, cabem 20 minutos diários e todos nós possuímos um Anjo Positivo que nos ajuda e protege por toda a vida e um Anjo Mau, conhecido como Gênio Contrário, que fará de tudo para atrapalhar nossa evolução e bem estar na Terra.

Segundo Abra-Melin, o Anjo da Guarda não deve ser encarado como uma entidade própria, mas como o mais profundo sinal do inconsciente, o último Ego, o que é o mais verdadeiro dos Eus, o Eu paradoxalmente feito à semelhança divina.

Existe um livro religioso chamado ZOHAR que foi escrito por Moisés de Leon, no século XI. O Zohar afirma a existência dos 72 Anjos que se intercalam, governando os dias do ano.

Nas lendas judaicas, os Céus (Planos) são geralmente 7, incluindo o Plano Bem Aventurado, onde Anjos fornecem um alimento chamado Maná.

A idéia de vários céus é afirmada por vários místicos e ocultistas, que apóiam a existência de vários mundos e dimensões superiores e inferiores que a pessoa percorre após desencarnar. Nestas dimensões, os Anjos ensinam os espíritos comuns.

Em 745 d.C. a Igreja Católica proibiu a idolatria aos Anjos de Guarda. Decretou que somente Miguel, Gabriel e Raphael, poderiam ser invocados, alegando que os outros Anjos eram falsos. Na época, o Catolicismo estava perdendo seus fiéis e a crença nos Anjos de Guarda sofrendo uma explosão e virou modismo.

A única forma que a Igreja encontrou para readquirir a confiança dos fiéis, foi proibir o culto aos sagrados Anjos da Guarda.

Um dos maiores estudiosos de Anjos de que se tem conhecimento, foi Tomás de Aquino. Ele dizia que os Anjos são espíritos puros, não tem nenhuma matéria ou massa e que não ocupam nenhum lugar no espaço.

Na Bíblia, os Anjos são mencionadas aproximadamente 300 vezes
Na Bíblia, os Anjos são mencionadas aproximadamente 300 vezes

Na Bíblia, os Anjos e suas atuações são mencionadas aproximadamente 300 vezes e 15 vezes somente pelo Divino Nazareno, JESUS.

Os Anjos têm dificuldade de permanecer na Terra por muito tempo. O que permite a permanência do Anjo na Terra é a energia e a luz de nossa aura, pois a aura é para o Anjo o mesmo que o oxigênio para nós. Quando estamos tristes e passando por dificuldades, nossa aura enfraquece e o Anjo sente dificuldade de atuar, então o Gênio Contrário ganha força, nos deixando antipáticos e em dificuldades.

Quando a criança nasce, já foi escolhido seu Anjo protetor que irá acompanhá-la pelo o resto da vida. Quando existe a possibilidade de um espírito encarnar, a primeira providência a ser tomada é a consulta aos espíritos encarnados dos futuros pais da criança. Esta consulta é feita durante o sono e se houver a concordância, os poderosos Anjos Superiores começam a plasmar o retorno do espírito. Durante a gestação, é o Anjo da mãe do bebê que protege a criança. Quando a criança dá a primeira inspirada, após nascer, o Anjo protetor determinado, passa a protegê-la.

Até os 8 anos de idade, o Anjo de Guarda permanece 24 horas protegendo e auxiliando a criança, no que for preciso. Neste período a marcante presença do Anjo da criança tem a força de deixar o Gênio Contrário sem poder. Após os 8 anos o Anjo vai se afastando paulatinamente, quando a criança começa a adquirir uma personalidade definida e criar seu próprio livre-arbítrio. O Anjo pessoal passa então a voltar à Terra apenas nos 20 minutos que lhe são consagrados, diariamente.

Mesmo acreditando na força e poder dos Anjos, surge-nos sempre uma dúvida: porque os Anjos não podem ser vistos pela maioria ou praticamente todas as pessoas?

Uma boa justificativa para isto está no livro Do you have a Guardian Angel? do escritor John Ronner. Lá ele diz o seguinte: Os olhos físicos não foram feitos para ver o mundo espiritual com facilidade. Outra razão para a habitual invisibilidade dos Anjos, é que se uma pessoa não espera ver algo, geralmente não verá, mesmo um Anjo, além disso como já foi dito anteriormente, os Anjos permanecem na Terra através da energia de nossa aura. Na maioria das vezes, o nosso campo aural está totalmente fraco, pelo fato de não nos preocuparmos em reenergizá-lo. Em nosso dia-a-dia, os compromissos pessoais e o corre-corre nos impedem de fazer uma energização com cristais, cromoterapia, acupuntura, etc. Com o passar do tempo, nossa aura vai ficando cada dia menor, fazendo com que o Anjo sinta dificuldade em ancorar. Materializar-se, então, quase impossível.

Quem sabe, quando os homens tomarem consciência novamente de que a energia espiritual realmente existe e derem mais atenção a este lado, os Anjos voltem a aparecer com mais freqüência. Enquanto isso, eles vão ancorando aqui na Terra, mesmo assim com muita dificuldade, e atendendo da forma que podem os pedidos dos seres humanos. Temos então que nos contentar em apenas sentir e de forma sutil seu enorme poder.

Para as pessoas os Anjos são seres com asas, luzes e auréolas na cabeça. Esta concepção não é de todo incorreta, pois os Anjos podem aparecer de diversas formas, dependendo da imaginação de cada um; mas, na realidade, os Anjos são energias divinas, capazes de mudar o futuro de toda humanidade.

Em fim, independente das crenças ou religiões, os seres protetores estão aí. Os nomes que damos a eles podem variar, suas formas e características também, mas nã há dúvidas de que o amor é o que os une a nós. E essa lição é o que devemos de mais importante a eles.

Abs.

Nino Denani

Nino Denanié espiritualista livre, embora nos último anos tenha frequentado assiduamente um terreiro de Umbanda. Foi Ogã, mas abandonou a função em nome da assistência mediúnica e do aprendizado contínuo. Já foi kardecista, formado pela FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), já tocou Umbanda de Nação, e visitou o Candomblé. Curioso por natureza, é meio chato quanto a afirmações absolutistas. Entre em contato comigo: nino@artefolk.com.br

6 Respostas to “Sobre Anjos da Guarda”

  1. hmm tem mais?????????

    bjs

    Jeanne.

  2. Oi Jeanne!
    não… por enquanto é só!
    Abs.

  3. prezado Nino,

    Um Orixa, podemos considera-lo como um anjo, ou ele esta numa categoria abaixo,ja que orixa são energias da natureza.

    Abraços,

    jardel

    • Oi Jardel!

      Olha, sua pergunta é meio difícil de responder, já que cada um entende “anjo” por uma coisa… há os que os vêem como a mítica católica explica, como seres logo abaixo de Jesus, e ´há os que os encaram como seres autônomos, divididos em castas, hierarquias… E também ha diversas formas de se ver o Orixá…

      Kardec, em seu livro dos espíritos, cita isso em uma questão com o Espírito da Verdade… a conclusão é que há sempre um espírito mais evoluído que se liga a cada um de nós em forma de protetor, o que podemos comparar com os “anjos da guarda” da mítica católica. Mas a figura do anjo, como ser alado e (principalmente) nascido perfeito, não é verdadeira.

      acho que era melhor vc não tomar um pelo outro…

      Abs.

      • é meio complicado isso mesmo, é uma questão delicada e é necessario mais estudos sobre o assunto, se é que tem algo no mundo que pode explicar. creio que não.
        Grande Nino, valeu pela resposta.

        abraços.

        • Oi Jardel,

          é, estudo é sempre bom. Mas acho que isso tudo é uma questão de nomenclatura. Vc pode chamar os Guias de Umbanda, ou os próprios Orixás de Anjos… sem problema. Problema há em vc entender os anjos como a mítica católica ensina: seres nascidos perfeitos, para louvarem ao Senhor. Se Deus criasse algum ser perfeito em sua origem, ele não seria justo em criar seres imperfeitos, pq iria dar para um e não dar para outro, idependente dos créditos de ambos, entende? Se assim o fizesse, não seria justo, logo, não seria Deus. É isso.

          Abs.

Escreva um comentário

(requerido)

(requerido)

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

© 2011 Suffusion theme by Sayontan Sinha