Todos nós temos muitos momentos em que gostaríamos de achar um culpado, um nome que seja, para que coloquemos sobre ele toda a culpa do que nos acontece de errado. Isto é inerente do ser humano, esvair-se da culpa dos acontecimentos que não lhes agradam. Gostaria de comentar e buscar também as opiniões e sentimentos de vocês em relação ao tema.
Acreditamos ser sempre o outro, aquele que nos acompanha ou nos auxilia na nossa vida – seja ele pai, mãe, companheiro ou filho – a maior causa de preocupação e de desvios da nossa atenção. Há aqueles também que preferem dizer ser culpa dos amigos e colegas de trabalho. Mas sempre é culpa do outro, nunca nossa falha. Será que nós conseguimos encontrar os nossos erros nas mesmas situações? Vamos tentar analisar melhor as situações.
Por que a culpa é do seu amigo se ele lhe convidou para tomar alguma coisa e conversar depois do trabalho e sua esposa não gostou? Você aceitou, você foi com as próprias pernas e determinou o período que ficaria por lá. A culpa então é de quem?
Por que a culpa é do seu chefe se ele viu uma coisa errada que você fez, e não as 99 certas? Você está sabendo desenvolver bem seu trabalho, dedicando-se e sabendo fazer ser visto? Se a resposta é sim, e ainda assim seu chefe só vê as coisas erradas, ou os problemas são suas atitudes ou seu chefe mesmo. Temos que ser realistas.
Por que acha que seus pais lhe controlam demais, não lhe deixam alternativas de diversão ou de qualquer outra coisa? Será que você está sabendo ser responsável o suficiente? Será que você está sabendo demonstrar isso? Será que você não está exagerando em certos aspectos?
Temos que analisar e lembrar sempre que nós somos os principais responsáveis pelas nossas atitudes. Não são os outros que nos comandam. Não são “trabalhos feitos” que nos atrapalham, não são péssimas companhias espirituais que nos desnorteiam. Pode até ser uma influência espiritual negativa, mas aí também temos que lembrar que nós somos os responsáveis por atraí-las.
Se você freqüenta um terreiro e os guias lhe passam algum banho ou lhe dão algum conselho, você é o principal responsável por fazê-los funcionar. Um banho não é milagroso, ele ajuda de diversas formas, mas a conduta pessoal de cada um é o que determina a resolução de um problema, assim como são as atitudes que nos aproximam de Deus. Ouvir as palavras dos guias com fé e respeito é o mínimo que podemos fazer. Mas fazer os nossos problemas se transformarem é diferente, é uma atitude nossa.
E vocês o que acham?
Que Pai Oxalá abençoe a todos!!!


CONCORDO PLENAMENTE….
Parabéns pelo texto.