
Vivo recebendo textos por e-mail, desde correntes absurdas até simpatias para unha encravada. Mas achei esse texto super legal. Apesar de tratar do mundo corporativo, podemos levar para nossa vida pessoal, e porque não, para o campo santo também.
Será que não estamos deixando um “modelo mental” nos levar? Será que estamos julgando as pessoas ou atitudes por modelos preconcebidos, devido a outras experiências que tivemos e que não foram boas?
Isso pode estar acontecendo, assim como o contrário também. Podemos estar acreditando fielmente, cegamente em alguém devido à idéia que temos dela, devido às informações que temos (e quando isso acontece, na maioria das vezes as informações são poucas e recentes).
Espero que sirva para refletirmos sobre o assunto.
Abraços.
P.J.
“Conheci uma família européia que veio ao Brasil em um vôo fretado diretamente para uma praia do Nordeste. Foram do aeroporto ao hotel à beira da praia e lá ficaram por uma semana. Como só ficaram nessa praia e na vila ao lado, viram poucas pessoas usando sapatos fechados. Quando os encontrei na Europa eles me disseram ter ficado surpresos ao ver que no Brasil as pessoas não têm o hábito de usar sapatos. Surpreso, ri do comentário deles, e eles disseram ter comprovado pessoalmente essa realidade.
Modelos mentais, idéias preconcebidas, juízos baseados em poucas experiências passadas, afetam nosso processo de tomada de decisões. Ficamos presos a modelos mentais, muitas vezes, falsos ou ultrapassados e corremos o risco de tomar decisões erradas.
Nossos modelos mentais são formados por nossa história de vida, nossa formação, pela influência de outras pessoas, por fatos acontecidos, por opiniões alheias, enfim através da nossa vida. Nem sempre os modelos mentais que temos correspondem à realidade. Muitas vezes, tomamos um evento único que presenciamos como se fosse sempre daquela maneira. Ou mesmo tomamos a opinião de alguém como sendo totalmente verdadeira, sem analisarmos o contexto ou a pessoa que emitiu tal opinião.
Para não cairmos na armadilha dos modelos mentais, é preciso que façamos um esforço de pesquisa, de análise fria e desapaixonada da situação. É preciso que nos lembremos que pessoas mudam; as empresas mudam; as situações mudam. Se olharmos no espelho e fizermos uma auto-reflexão, veremos que nós mesmos mudamos nos últimos anos e ainda assim nos deparamos com pessoas que nos vêem da mesma forma de quando nos conheceram. Nunca se esqueça: modelos mentais afetam nossas decisões. Não caia nessa armadilha.”
Prof. Luiz Marins

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