
Sabe moço, tem vezes que nós ficamos com os nervos a flor da pele. Tudo o que pensamos é ruim, pouca coisa nos agrada e nossa vontade é de descontar no mundo todo. É normal, até nós aqui, do outro lado, temos dias assim. Até o mar tem suas ressacas, os dias ruins, em que nenhum pescador se atreve a jogar suas redes, a içar a bujarrona ou ligar seu motor. Eles sabem entender os humores do grande mar, da mãe d’água. E sabem que se esperarem, logo a turbulência passa e a vida continua.
Na vida, seu moço, é assim também: agente tem que saber esperar o tempo certo das coisas. Mas esperar não quer dizer morrer, nem deixar a vida passar, não é isso não! A vida é como uma garrafa, uma vez aberta, tem ser consumida. Vai de você engolir tudo e ficar bêbado, ou tomar aos poucos e apreciar o sabor da bebida, com parcimônia e sem exageros. Como a bebida, se fizermos do primeiro jeito, a vida pode ser boa no começo, mas depois vai dar uma dor de cabeça…
No mar o barco vem,
No mar o barco vai.
No barco o moço segura,
Senão cambaleia e cai!
Seu João Marinheiro, 20 de agosto de 2008

OLÁ.
TRABALHO COM UM MARINHEIRO CHAMADO ZÉ DO CAIS.
ELE NÃO VEM MUITO, MAS QUANDO VEM É SÓ ALEGRIA, ALEGRIA ESTA QUE CONTAGIA O TERREIRO.
O PROBLEMA É QUE EU NÃO CONHEÇO NENHUM PONTO DELE. COMO VCS TEM UMA EXPERIENCIA MAIOR QUE A MINHA, FICA A PERGUNTA SE VCS SABEM ALGUM PONTO DESTE OU ALGO QUE POSSA ME AJUDAR. OBRIGADO
Oi Felipe.
Olha só, específico desse marinheiro, não. Mas isso em geral não é problema: tendo música e um sentimento uro no coração, eles já ficam satisfeitos.
Abs.